<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664</id><updated>2012-01-20T06:42:43.878-08:00</updated><category term='Marc'/><category term='Luis'/><category term='Thiago'/><title type='text'>Crônica Masculina</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>80</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-9105771334713863882</id><published>2011-12-20T04:14:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T04:18:25.746-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago'/><title type='text'>Season Finale: Cena do crime</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cyzgupQyqqU/TvB79vZt_RI/AAAAAAAAE4U/pM0DIIbeB6U/s1600/sssss.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="347" src="http://1.bp.blogspot.com/-cyzgupQyqqU/TvB79vZt_RI/AAAAAAAAE4U/pM0DIIbeB6U/s400/sssss.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;I wish I could love you more. I should have loved you best.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resoluções de fim ano e o que você tem? Existe o cara certo? Não, não existe. Existe o cara errado? Claro, mas quem se importa. Existe o final feliz?  Cara, só termine o ano para que tudo possa começar novamente. Acho que não preciso mencionar 2011, ele já está bem claro. Não foi um ano ruim, não. Tiveram coisas boas. Coisas que não consigo lembrar mais tiveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou em uma editora nova, fotografando, quase me sentindo Peter Parker. A ultima pauta do ano era uma foto meio tapa buraco porque alguma global estava muito ocupada para ser entrevistada. Típico. Meu editor me liga esbaforido perguntando se sabia onde encontrar duas bandas novas para poder entrevistar. Uma abordagem musical, ele diz. Na hora me vem o estalo, Rodrigo. Ele era produtor de banda, deveria conhecer melhor a cena. Ele atende a ligação e concorda em me ajudar se me encontrasse na casa dele. Odeio quando profissional e pessoal se misturam, mas Papai Noel precisava daquela grana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para que saiba, estou trabalhando em São Paulo agora. Então coloque junto nessa equação a vontade insana de terminar tudo e voltar para minha terra carioca.&amp;nbsp;O apartamento dele era no centro da cidade, &amp;nbsp;lindo o lugar, mas não era da decoração que eu tinha receio. Era de entrar no turbilhão de lembranças que só acontece quando se volta ao local do crime. Tudo estava meio igual, mas ao mesmo tempo estava fora do lugar. Ele abriu a porta usando calça jeans e um cordão e bebendo um uísque. Praticamente um rockstar. Senta onde quiser, sobre o que quer conversar? Faz tempo que não nos falamos. Eu o analisava meticulosamente sem me preocupar com o que respondia. Esperava um bote ou alguma forma ilicita de pagamento pela informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“hey... Thiago.... E onde você está?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estou aqui, por que ta me perguntando isso?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Faz anos que não nos falamos e nem nos encontramos e você está divagando na minha sala de estar. Não sei se tudo é uma surpresa ou se estou vendo tudo acontecendo de novo.” Devia saber que ter caso com gente de musica era problema. Especialmente quando se estava namorando outro cara. Agora tinha de agüentar isso.Ele se ri e pergunta se quero um drink. Antes que responda, tenho um Martini na minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E como vai o doutorzinho?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Espero que realmente seja uma brincadeira essa sua pergunta.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim, eu vi que você e o Edu se seoparam. Não por minha causa, espero. Diga, ainda se falam?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não, e se quer saber nem mencionamos o nome um do outro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Que dureza. Mas se você voltou a falar comigo, porque não com ele?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você quer a verdade?”Ele sorriu meio de deboche, assentindo.“ Já nem sei mais. Às vezes me esqueço que ele existiu, mas às vezes me bate uma besteira. Mais quando tudo está na merda. Como se ainda lembrasse da voz dele me acalmando. Ele me trazia paz. Agora é só lembrar dele que percebo que aquele estudante de medicina que ia me visitar entre as aulas não existe mais. Aquele cara não existe mais. Hoje ele é um feliz doutor, com seu marido novo e seus amigos novos. E eu... Vou me achando. Sou um outro homem também. Mas é assustador de pensar o quanto já estamos distantes. Somos praticamente estranhos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Que bonito, você ainda o ama”, disse sem perder o tom do outro lado da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não, não amo. Mas amei. E como todas as coisas do passado, fica aquele medo de que nunca mais volte a amar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silencio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já esqueci para que vim aqui. Pego minhas coisas e me preparo para sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu podia ter te amado”, ele quebra a pausa com essa.&amp;nbsp;Por mais sincero que fosse não sabia o que ele esperava que eu respondesse. E de repente não é mais preciso. Ele me puxa pelo cós da calça e me beija com a fúria de quem mata uma sede. Sede dele, sede minha. Engolimos o desejo um ao outro e paramos cansados sem nos distanciar. Ele puxa um papel de dentro de uma agenda e coloca no meu bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vai...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu devia ter ficado, mas não. Sai do prédio com a impressão de que o passado só serve para nos lembrar das coisas que deixamos para trás. Verdade ou não, Amor ou não, apenas&amp;nbsp;uma coisa&amp;nbsp;que em tudo isso era certa: não foi por falta de amor que as coisas ficaram do jeito que estão. Foi por não saber amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano de merda&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-9105771334713863882?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/9105771334713863882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/12/season-finale-cena-do-crime.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/9105771334713863882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/9105771334713863882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/12/season-finale-cena-do-crime.html' title='Season Finale: Cena do crime'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cyzgupQyqqU/TvB79vZt_RI/AAAAAAAAE4U/pM0DIIbeB6U/s72-c/sssss.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-7969645739177428593</id><published>2011-12-05T15:36:00.001-08:00</published><updated>2011-12-05T17:05:33.404-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago'/><title type='text'>Ele e o outro</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Fx2TJ-X6RMc/Tt1VvqDxH1I/AAAAAAAAEQc/Gy_Ya9CoIpQ/s1600/ddd.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Fx2TJ-X6RMc/Tt1VvqDxH1I/AAAAAAAAEQc/Gy_Ya9CoIpQ/s1600/ddd.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não tinha o que fazer então foi lavar louça. Era terapêutico. Seus pensamentos fluíam melhor com sabão. E precisavam fluir. Estava deprimido. O outro não ligava, parecia não se importar e ele estava se sentindo mais só do que nunca. Então lavava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toca o telefone da sala. É um trabalho no centro da cidade. Não queria sair, não queria ter coragem de sair, mas saiu. Trabalhos não costumam se oferecer tão facilmente. Para sua surpresa foi algo bom, animador. do tipo oportunidade unica. Animou-se tanto que queria ligar para o outro e contar como foi divertido e compensador[...], mas o outro não o atendia mais. Deprimiu novamente. Sentia falta da rotina dos dois, da vida a dois, de ser dois. Mas ele era um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligou para seu primo que estava na cidade. Um jantar? Pode ser aqui perto? Ótimo. Não haviam muitos com quem conversar, mas pelo menos era uma companhia o fim da noite. Quisera quer as perguntas não fossem as de sempre.&amp;nbsp;O trabalho? Vai indo. Os estudos? Já nem sei. Projetos novos? Deixa para o ano que vem. Namorados? Não quero nem saber. E o outro? O outro? Você não sabe do outro?&amp;nbsp;Era o momento que ele esperava. Juntou os cacos de dor e depressão na melhor narração que pudesse contar. Contou aguras, neuras, loucuras. E se viu,&amp;nbsp;ridículo, mostrando o pior de si. O outro foi traído. sem querer, sem maldade, mas traído. E ele o que sofrera? Algumas ligações não respondidas, algumas mensagens nunca lidas? Eu não responderia nem falaria de novo com ele. Mas você tentou reatar? - perguntou o primo.&lt;br /&gt;Sim, disse ele negando tudo na sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele que foi o traidor, ele que foi o chato que liga. E traição merece perdão? Talvez, mas não tem como consertar. Não volta a ser do jeito que era. E o resto, a vida separa. Eles já não frequentavam os mesmos lugares, não gostavam das mesmas coisas e viviam momentos diferentes. E ele ainda estragou tudo. O outro que está certo em não escrever ou querer ouvir a sua voz. Está certo em conhecer novas pessoas e fazer novos amigos. Ele que não deveria estar aguardando uma revelação divina ou um ato de amor desesperado para que sua vida continue. Não. Deixe passar, cicatrizar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no fim da noite, quando o bar estava fechando a dama de dourado sentou-se ao seu lado e vendo o que via perguntou com um sussurro se estava ali por já ter amado. Acho que fui amado, mas já não sei se amei. Será que um dia saberei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;Para ouvir depois de ler: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CiVDzTT4CbE" target="_blank"&gt;Nina Simone - Wild is the Wind&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-7969645739177428593?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/7969645739177428593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/12/ele-e-o-outro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7969645739177428593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7969645739177428593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/12/ele-e-o-outro.html' title='Ele e o outro'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Fx2TJ-X6RMc/Tt1VvqDxH1I/AAAAAAAAEQc/Gy_Ya9CoIpQ/s72-c/ddd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>Ipanema, Rio de Janeiro - RJ</georss:featurename><georss:point>-22.9838194 -43.2045278</georss:point><georss:box>-22.9984369 -43.224268800000004 -22.9692019 -43.1847868</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-5792601883167381399</id><published>2011-11-13T18:30:00.001-08:00</published><updated>2011-11-13T18:42:24.607-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago'/><title type='text'>Someone like you</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-la2gTypSKz8/TsB9fyFUc8I/AAAAAAAAC2E/OcCwPimq84g/s1600/tumblr_ltwqwbEbTb1qbnxt5o1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="299" src="http://3.bp.blogspot.com/-la2gTypSKz8/TsB9fyFUc8I/AAAAAAAAC2E/OcCwPimq84g/s320/tumblr_ltwqwbEbTb1qbnxt5o1_500.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Você que está certo em não sentir falta de mim. Que idiotaque eu sou, por pensar em você em cada noite chuvosa, cada vento frio que passapela minha janela dizendo o seu nome. Desculpe-me por achar que podíamos sermais do que fomos, de achar que fomos mais do que poderíamos ser e de aindapensar que te ver provavelmente quebraria qualquer argumento lógico que teafastaria de mim, porque nada mais nos aproxima a não ser a loucura de quererficar junto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sei que tem outro. Sei que pode estar feliz de novo. Mas tambémque eu não fui qualquer um, assim como pra mim você não o foi, e talvez um diatalvez por um momento você olhando para mim pudesse lembrar do tanto que nosamamos e quisesse tentar de novo. Não éramos o casal mais certo, mas não tinhanada de errado com a nossa felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Acho que o fim de ano só fez me ter saudade do nosso ultimoano e do quanto queria ter isso de novo. Mas com a distancia que você põeentre nós acho que só vou ser feliz quando achar alguém para me fazer esquecerde você.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;Para ouvir depois de ler:&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: black; color: white; font-family: arial, sans-serif; font-weight: bold; line-height: 33px;"&gt;&lt;a href="http://youtu.be/Ahha3Cqe_fk"&gt;Katy Perry - The One That Got Away&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-5792601883167381399?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/5792601883167381399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/11/someone-like-you.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/5792601883167381399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/5792601883167381399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/11/someone-like-you.html' title='Someone like you'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-la2gTypSKz8/TsB9fyFUc8I/AAAAAAAAC2E/OcCwPimq84g/s72-c/tumblr_ltwqwbEbTb1qbnxt5o1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-7825569071675929439</id><published>2011-10-27T17:17:00.000-07:00</published><updated>2011-11-13T18:35:19.801-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago'/><title type='text'>Quebre a cara ou parta um coração</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-D45lKCPOJCY/TqJCLMvzgFI/AAAAAAAACWU/OMGM2MvAQOY/s1600/tumblr_ltg4vpBrYK1qjpr9mo1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="286" src="http://4.bp.blogspot.com/-D45lKCPOJCY/TqJCLMvzgFI/AAAAAAAACWU/OMGM2MvAQOY/s400/tumblr_ltg4vpBrYK1qjpr9mo1_500.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriel sentado na ponta da cama, acende um cigarro e suspira. A fumaça invade o quarto assim como o sol pelas cortinas. Ele se inclina perto do meu ouvido e diz que não vai me deixar dormir. Quem disse que eu queria dormir?&lt;br /&gt;Eram momentos como este que sentia falta. O sentimento atemporal de estar com alguém, vivendo de cerveja, suor e cigarros.&amp;nbsp;Era como uma pequena revolução contra a cidade, uma rebeldia contra o mundo: ali éramos livres para sermos e fazermos o que quisermos. &amp;nbsp;O mundo lá fora é cruel demais, mas dentro daquelas quatro paredes o tempo era nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É a nossa terceira semana, sabia?”, disse Gabriel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E quem está contando?”, resmunguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu estou. Alias, acho que já é hora de levantarmos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, nada dura para sempre. Tomamos banho e fomos arranjar algum lugar para tomar café.&amp;nbsp;Gabriel era um cara interessante, mas a verdade era que ele era &amp;nbsp;uma válvula de escape de tudo. É horrivel usar uma pessoa para fugir dos seus problemas? Bem, para mim não era um problema ate porque ele me usava também. Mas meu coração&amp;nbsp;estava ali. Nem minha cabeça. Estava a duas semanas sem trabalho e fugindo de ficar em casa. Pelo menos ali estava ilhado nas frivolidades de começo de relacionamento. Ate ele fazer a minha ficha cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;“...Alias, vamos jantar com a minha mãe mais tarde.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acho que tem uma gimba de cigarro no meu ouvido. Achei que tivesse falado que ia conhecer a sua mãe hoje.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“hahaha! Você é tão esquisito! É claro que nós vamos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você está louco. Não estamos nem namorando direito!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, mas você já esta dormindo na minha casa, não acho nada demais... Vou pegar um café, quer?” e saiu sem ouvir a resposta.Em outros momentos eu piraria. Se fosse outra pessoa eu estaria louco. Mas estava absorvido demais nos meus próprios problemas para pensar nele. Ou na mãe dele. Saí sem comer, deixando um recado de que o encontraria mais tarde. Precisava andar. Andei quase que do Jardim Botânico a Copacabana para finalmente me jogar na areia. Estava perdido. Não fisicamente, mas precisava de um rumo na vida. Não via nenhuma possibilidade de futuro próximo, nem de como sairia da merda que estava. E tinha o Gabriel. Talvez por isso e pela insensibilidade dele para certos assuntos eu simplesmente não achava que ele era o cara. Não tinha futuro, mas eu estava vivendo. Uma merda de purgatório.Ligo para o Luis e descubro que ele não está muito longe. Acho engraçado isso. Hoje em dia alguns amigos ainda me ligam e aparecem de surpresa na minha casa, mas tenho a impressão que cada vez mais na vida real virtual que temos, as pessoas não fazem mais isso. Elas cutucam. Chamar atenção sem dizer nada é quase como gritar hoje em dia. Somos hiperbólicos em nossas reações, mas não sabemos descrever o que sentimos. Eu ainda tentava cultivar isso. Não só de falar, mas de ouvir e tentar entender os problemas dos meus amigos. Ninguém mais fala, só quando encontram alguém para ouvir. Ao mesmo tempo, ninguém quer ouvir só ter um monólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro Luis no bar e falamos sobre tudo. Tava mais triste pela falta de trabalho e de dinheiro que pelo cara que queria me mostrar para a mãe mas não fazia a minima do que rolava comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;“Tem homens que servem para casar outros para cruzar. Ele é o segundo tipo, com certeza.”, disse o barman colocando toda sua convicção no copo.Era isso? Achar o cara para casar era como procurar um bilhete de loteria? Isso era idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barman era idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principalmente Gabriel era um idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #333333; color: #cccccc; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;Ouça depois de ler*:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: arial, sans-serif; font-weight: bold; line-height: 25px;"&gt;&lt;a href="http://youtu.be/7M8UxZDk56o"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0033cc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-color: initial; border-style: initial;"&gt;Skunk Anansie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;- Secretly&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-7825569071675929439?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/7825569071675929439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/10/quebre-cara-ou-parta-um-coracao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7825569071675929439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7825569071675929439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/10/quebre-cara-ou-parta-um-coracao.html' title='Quebre a cara ou parta um coração'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-D45lKCPOJCY/TqJCLMvzgFI/AAAAAAAACWU/OMGM2MvAQOY/s72-c/tumblr_ltg4vpBrYK1qjpr9mo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-5041630776923846412</id><published>2011-09-23T23:09:00.000-07:00</published><updated>2011-09-23T23:10:43.175-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago'/><title type='text'>Cidade do Pecado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FyJawOAe758/Tn1z62wsV7I/AAAAAAAACSA/IqsaM44ko54/s1600/tumblr_lqc82zmq071qllcawo1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-FyJawOAe758/Tn1z62wsV7I/AAAAAAAACSA/IqsaM44ko54/s1600/tumblr_lqc82zmq071qllcawo1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era abrir os olhos e a noite girava no que restava da minha cabeça. A ressaca com o cheiro de cigarro trazia para o domingo um sentimento estranhamente familiar. Gabriel dormia do meu lado e ao que tudo indicava tinha ido para a casa dele. A primeira noite de volta na velha cidade e eu voltava para os meus velhos vícios. Pelo menos estávamos com a maioria de nossas roupas, o que indicava que estávamos muito bêbados para qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo atrás de passo, tateio os corredores atrás de um banheiro.  Não é preciso muito para achar a porta certa. O lugar é gigante. Acho que o meu quarto caberia aqui dentro. Me jogo na privada e acendo um cigarro que estava em cima da pia. Nunca realmente se pára de fumar, eu penso. A cada tragada tento reconstituir a noite anterior. Gabriel. Ele tinha namorado, mas topou sair comigo. Algo sobre ter gostado das minhas fotos. Cinema e bar, que deveriam terminar sociáveis terminaram em alguma festa de um amigo de um amigo e eu o pegando  em algum corredor escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um banho frio, é isso que eu preciso para botar tudo de volta no lugar. A banheira estava cheia de sapatos então tinha que ser no chuveiro mesmo. Ainda bem, porque se deitasse na água provavelmente não voltaria. E enquanto escorriam minhas lembranças, eu organizava mentalmente minhas lembranças o que invariavelmente terminava comigo querendo sair correndo de onde estava. Mas neste caso eu estava em paz. Em paz, ate meu estomago dar sinais de estar vivo ou o meu fígado implorar por misericórdia, mas depois de um tempo se acalmou junto com a estranha consciência de que eu era apenas mais um menino perdido. Perdido e molhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei um minuto enquanto me secava para ouvir a casa. Nem um som. Não tinha idéia se era muito cedo ou muito tarde, mas definitivamente não estava fazendo cerimônias. Foi quando um pensamento me cruzou. Porque estava ali? Se fosse alguns anos atrás acharia um escândalo, até vergonhoso acordar na mesma cama que alguém que conheci há poucos dias ainda mais sendo ele comprometido, mas não sentia nada. Isso, de certa forma, me chocava, pois deveria sentir algo. Mas estava cansado de tudo. Ele foi simpático comigo, isso bastou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando abriu seus grandes olhos azuis, eu estava na porta olhando ele na cama. Ele levou alguns minutos percebendo o que aconteceu ate que eu dissesse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bom dia, estranho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não custa nada tentar recomeçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[...]Obrigado a todos que enviaram seu amor, mas estamos de volta ao Rio.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Ouça depois de ler*: &lt;a href="http://youtu.be/HO1OV5B_JDw"&gt;Lana Del Rey – Blue Jeans&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;[ * Obrigado pelo comentário, André ]&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-5041630776923846412?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/5041630776923846412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/09/cidade-do-pecado_23.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/5041630776923846412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/5041630776923846412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/09/cidade-do-pecado_23.html' title='Cidade do Pecado'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-FyJawOAe758/Tn1z62wsV7I/AAAAAAAACSA/IqsaM44ko54/s72-c/tumblr_lqc82zmq071qllcawo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-6054379258619430954</id><published>2011-09-04T15:47:00.000-07:00</published><updated>2011-09-04T15:48:25.805-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago'/><title type='text'>Como esquecer seu EX</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zUmGU0XU10M/TmP-Q3Hm24I/AAAAAAAACMs/arfBt3i5K5A/s1600/tumblr_lqwye6mFMz1qzk67xo1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-zUmGU0XU10M/TmP-Q3Hm24I/AAAAAAAACMs/arfBt3i5K5A/s320/tumblr_lqwye6mFMz1qzk67xo1_500.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse clima de sorvete na frente da TV, lagrimas e óculos escuros que eu, Luis, e Marc resolvemos interferir pela primeira vez no Crônicas e não escrever uma crônica e sim um serviço de utilidade pública inspirados no texto do Thiago. Depois de uma longa pesquisa por bares e noitadas, aqui estão em 6 passos como esquecer o seu ex:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1º passo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Puxe o fio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relacionamento morreu, mas você ainda ta ligado. O primeiro passo é preventivo: corte a comunicação com ele. Que pode variar desde apagar o telefone dele da agenda para não ligar quando estiver bêbado &lt;i&gt;(culpados) &lt;/i&gt;ate fazer uma fogueira com as fotos e um boneco de vodu dele. A idéia é a mesma de todo o vicio: admita que ele não esteja afim de você e tire ele da sua vida. Quem vai estar perdendo é ele e você tem de seguir em frente. Um erro comum é achar que podem voltar como amigos, o que pode acontecer em um futuro distante quando ele for casado, careca e/ou com 20 filhos, mas se você ainda tem sentimentos por ele nem tenta. As mídias sociais são outra armadilha. É praticamente impossível resistir a espiadinha quase masoquista de ver como ele está, mas se esta querendo esquecê-lo exclua e bloqueie sem dó. Quando terminar essa parte, pegue seu telefone, ligue para as amigue e passe para o próximo passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2º passo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A tríade da mudança&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As comédias românticas americanas revolvem muito em cima desse milenar ritual. 8 entre 10 pessoas passam pela tríade da mudança como primeiro passo para esquecer alguém e os 2 que sobraram fazem pelo menos um deles sem perceber. Ela parte do principio que para mudar a vida é preciso querer mudar e nada melhor para dar o primeiro passo do que mudando você primeiro. Um corte de cabelo novo , uma roupa diferente e você é outra pessoa. Não tenha medo e faça ou use aquilo que nunca pensou que fosse usar. Depois saia com amigues e encha a cara em uma festa. Aproveite o som alto para gritar com seus fantasmas. Se a noite não te atrai a opção é a famosa cena de Bridget Jones em que com um pote de sorvete você canta/grita “All by myself” com seu pote de sorvete (Se ainda não viu este clássico, sente o naipe no video abaixo). Por ultimo, é a fase Greta Garbo em que decide ficar só. É o momento de ser realista e pensar o que ganhou, o que não deu certo e deixar o relacionamento onde ele deve ficar: no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/4iCPewExEho/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4iCPewExEho&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/4iCPewExEho&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3º passo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Transforme raiva em combustível&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos efeitos colaterais dos dois primeiros passos é inevitavelmente lembrar do maldito com o atual ou do traíra te traindo ou simplesmente pensar no calhorda. Lembranças voltam como refluxo e você vai se ver roxo de raiva. Este é o momento perfeito para descontar tudo na pilha de trabalho atrasado. Seu chefe vai adorar sua eficiência e pode te dar um aumento. Fique rico com a raiva dele. Se não for trabalhada, a raiva vira ciúme, e ciume por algo que não é mais seu é cavar o seu próprio buraco no ciclo vicioso. Outra válvula de escape ótima são exercícios físicos. Pedale como se não houvesse amanha e começará o verão bem. Assim poderá colocar em pratica a próxima etapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4º passo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Matemática emocional: Três caras bons são igual a menos um ruim.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Esta é uma dica meio delicada porque é muito fácil ir para uma festa executá-la de modo errado e voltar para a estaca um. Mas partindo do principio que encontre três caras interessantes, não ao mesmo tempo e não necessariamente em uma festa, você vai esquecer o falecido rapidamente. A idéia aqui é a substituição de lembranças junto com a diminuição de eventuais carências que a separação traz. O funcionamento é simples e de modo progressivo: por exemplo, você acabou de passar da fase de raiva e da fase de não querer ver nenhum homem pintado na sua frente, então começa a sair com o carinha da sua faculdade, que é uma graça mesmo sendo um pouco mais novo que você. No começo é normal as lembranças do dito-cujo voltarem porque o defunto ainda não esfriou. Mas conforme passa do solteiro numero 1 para o solteiro numero 2 elas começam a ficar vagas e no terceiro definitivamente elas já serão historia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5º passo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Escreva mas não envie&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta deveria ser a primeira das dicas mas esta aqui porque durante todo o processo deve ser feita. Cada pessoa se expressa de um jeito – escrevendo, ilustrando, dançando,... – então durante cada etapa no processo de esquecer alguém você tem de jogar fora toda a angustia, mágoa, medo e tudo o que queria ter dito. Se você trabalha com arte ou tem alguma delas como hobby este é o momento de catarse emocional a ser usado.  O mais importante é: guarde para você. O desenho ficou bonito? Ele tem esse significado para você. O texto descreveu tudo o que sente? Ele tem esse significado para você. Se pretende mostrar para os outros, camufle as feridas, travista as verdades e deixe tudo com o ar de ficção realista. Se não o fizer, terá uma porta para criticas em lugares que não vai querer ser criticado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6º passo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ria de si mesmo, mas principalmente ria dele&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de cortar a comunicação, se recompor e se reinventar, ganhar uma compensação, um bofe e um hobby novo as coisas começam a ficar mais claras. É quase certo que no começo achasse que tinha perdido o cara da sua vida, mas quando olha direito vê que ele não gostava do que você ouvia, falava mal dos seus amigos, tinha hábitos estranhos, etc. O que queremos dizer é que de longe sempre vemos o príncipe no lugar do sapo, mas só quando quebramos o feitiço que nos envolvia é que podemos avaliar realmente por que não deu certo. O ponto alto do processo é a pergunta “o que eu estava pensando quando estava com ele?”. Lembre-se das coisas ruins que aconteciam, mas não deu atenção, dos incômodos e dos problemas que com certeza tinham. Vista o pretinho básico e enterre de vez esse defunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, verdade seja dita. Nada é certo nessa vida, nem mesmo esses cinco passos. Existem defuntos que descansam eternamente em paz e aqueles que insistem em sair do tumulo. Não podemos garantir que vai esquecê-lo mesmo se fizer tudo direitinho.  A única coisa que é garantida é que a vida continua e se você continuar junto com ela com certeza vai sobreviver a um coração partido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-6054379258619430954?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/6054379258619430954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/09/como-esquecer-seu-ex.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/6054379258619430954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/6054379258619430954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/09/como-esquecer-seu-ex.html' title='Como esquecer seu EX'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zUmGU0XU10M/TmP-Q3Hm24I/AAAAAAAACMs/arfBt3i5K5A/s72-c/tumblr_lqwye6mFMz1qzk67xo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total><georss:featurename>Rio de Janeiro - RJ, Brasil</georss:featurename><georss:point>-22.9035393 -43.2095869</georss:point><georss:box>-23.3716048 -43.8413009 -22.435473799999997 -42.577872899999996</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-2866980217238634963</id><published>2011-08-31T19:04:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T20:18:24.349-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago'/><title type='text'>Saida pelo portão 64</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Esta é a continuação de &lt;a href="http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/08/certezas-e-possibilidades.html"&gt;"Certezas e Possibilidades"&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/---ca9vNw30Y/Tl74Db4MddI/AAAAAAAACMo/2WH8VFR38EQ/s1600/once.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 392px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/---ca9vNw30Y/Tl74Db4MddI/AAAAAAAACMo/2WH8VFR38EQ/s400/once.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647223720675931602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;“I know I've been a real bad girl (I'll try to change)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;I didn't mean for you to get hurt&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;So ever, we can make it better&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Tell me boy now wouldn't that be sweet?”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;The Sweet Escape&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Gwen Stefani&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O sol invadia o quarto pela cortina da janela. Era um outro dia, uma outra cidade. No chão garrafas e roupas, na cama apenas lençóis. A claridade faz os olhos se abrirem para um quarto de hotel vazio. Entre o acordar e o entender o que tinha acontecido, me arrasto ao banheiro e lavo o rosto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No espelho do banheiro estava escrito com creme de barbear&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“tinha esquecido que você ronca, mas te amo mesmo assim. Sai para comprar comida, já volto. Beijos, Edu.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E um post-it em baixo dizendo &lt;i&gt;“Não sabe como é difícil escrever com creme de barbear...”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só rindo. Entro no banho para ver se o resto do corpo acorda quando ouço a porta bater.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eduardo coloca o rosto entre a porta e sorri, como criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;“Não vai acreditar no mercado que tem aqui perto...” &lt;/i&gt;diz, mostrando as sacolas de compras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;“Se você contar eu acredito. To morrendo de fome...&lt;/i&gt;” respondo o beijando e procurando uma roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele tira as compras e coloca em cima de uma mesa. O sorriso se apaga e ele sussura &lt;i&gt;“Temos muito que conversar,Thi...”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;“Temos, mas podemos fazer isso depois de comer, não?”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ele ainda parece perturbado então o abraço por trás e digo que&lt;i&gt; “Ainda não acredito que está aqui.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Nem eu. Só de pensar que matei o trabalho e o Junior e o que os meus amigos vão dizer e...”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;“shii.... Por favor, não vamos fazer isso agora. Deixe os problemas do Rio para o Rio, hoje somos só nós...”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;“Você está certo... que horas é a sua entrevista?”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;“Depois do almoço, temos bastante tempo... Não sabe como senti falta dos seus braços...”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu o levava para a cama e entre os braços dele voltava a dormir, não me importando com o tempo lá fora ou o que o relógio dizia, pois tudo o que queria estava ali.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo não apareceu. Na verdade ele nem se importou em ligar ou qualquer coisa, simplesmente seguiu a vida dele. E eu as portas do portão 64 ia seguir a minha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha duas teorias sobre a sua não ida. Ou ele era incrivelmente sádico e quis me torturar por ter terminado com ele a primeira vez ou ele era incrivelmente tapado e não entendia o que estava fazendo comigo. Em ambos os casos, ele não era o tipo de cara que ia querer ao meu lado. E acho que significava que ele também não me queria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com a cena do que eu gostaria que tivesse acontecido rodando na minha mente, eu não me arrependi de nada. Em um mundo ideal o que desejamos acontece exatamente quando queremos e exatamente do jeito que imaginamos. Mas na vida real alguns desejos podem ate se realizar, mas eles nem sempre são do jeito que imaginamos. Eduardo não tinha nada em comum comigo e nos demos muito bem, melhor do que já estive com qualquer um. Mas hoje não mais. Acho que a moral desta historia é que é melhor amar e perder do que nunca ter amado ou qualquer outra merda do gênero.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Claro que dói. Mas ninguém precisa saber disso além de mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-2866980217238634963?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/2866980217238634963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/08/saida-pelo-portao-64.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/2866980217238634963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/2866980217238634963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/08/saida-pelo-portao-64.html' title='Saida pelo portão 64'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/---ca9vNw30Y/Tl74Db4MddI/AAAAAAAACMo/2WH8VFR38EQ/s72-c/once.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-1448765998897990188</id><published>2011-08-29T06:05:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T07:36:22.269-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago'/><title type='text'>Certezas e Possibilidades</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DM4y8KYAgvQ/TluRzY-rzTI/AAAAAAAACMg/VbWIF72ztjg/s1600/nacked-and-alone.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-DM4y8KYAgvQ/TluRzY-rzTI/AAAAAAAACMg/VbWIF72ztjg/s400/nacked-and-alone.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646266869903772978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;&lt;i&gt;“All this time you was pretending,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;So much for my happy ending”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Avril Lavigne’s Happy ending&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era apenas uma sala de espera. A contagem do relógio era acompanhada na televisão junto com a lista de embarques e desembarques. Com as passagens em uma mão e a mala fechada na outra, a minha atenção se dividia entre olhar o numero do meu vôo subir na lista e a ansiedade de que a qualquer momento alguém fosse entrar. Que ele fosse entrar.  E enquanto a minha ansiedade com relação a tudo aumentava, só conseguia pensar que este era um daqueles momentos em que tudo podia acontecer, mas em geral nada acontecia.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Minha viagem era a trabalho. Tudo começou com um e-mail. Alguém viu uma foto que havia tirado em um evento e me chamava para cobrir outros em São Paulo. Hotel, transporte e alimentação alem do salário. Sou fotografo freelance, o que significa que entre um trabalho e outro é ou um marasmo ou correria para o próximo. Tinha um pouco de receio de São Paulo, a cidade que tudo acontece, mais pela certeza de que este trabalho podia se tornar um fixo e eu me mudar. No Rio tenho a faculdade, a família e os amigos. Lá teria de recomeçar tudo, não tem como não ter medo. O prazo para confirmar era ate segunda e estava na sexta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O telefone toca e eu não acredito em quem é.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Thi? É o Edu. Estou na faculdade e queria te ver. Você pode vir? To aqui em baixo já.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Eu ainda to em casa. Vou demorar um pouco, você me espera?”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Claro”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Esperou 40 minutos. Ele não perguntou quanto ia demorar, apenas esperou. E esperou sorrindo. Sentamos no bar perto e conversamos sobre vida e projetos e contei para ele da viagem. Não sei definir a opinião dele quando perguntei o que achava, apenas achei ótimo estar ali de novo com ele fazendo planos. Ele pareceu bem curioso sobre como eu ia, os preços e tudo mais. Ficamos algumas horas conversando ate ele se despedir de mim para ir ao banco com um beijo. Na bochecha. Assim que ele subiu no ônibus, recebo uma mensagem dele dizendo que “queria ter ficado mais e ainda mexia com ele”. Nem consegui ir a aula.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foram quatro meses juntos, dois separados trocando mensagens e a pouco mais de um mês ele estava com esse garoto novo. Não sei o que me levou a terminar e querer de volta. A única certeza que tinha era que com ele eu poderia construir uma vida. Costumávamos fazer exatamente o que fizemos naquela tarde, sentar e pensar no que faríamos e como faríamos. Agora pensando acho que é isso que sinto falta, o Edu companheiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A noite tinha uma festa de despedida de um amigo que ia fazer intercambio. Ele separou a casa e encheu a piscina de gelo e cerveja. Lá pelas tantas da madrugada, já devidamente alcoolizado resolvo brincar com o perigo. Sim, o famoso drink and dial. Liguei para o Edu, que estava em uma outra festa não muito longe dali. Rimos bêbados e provocamos um ao outro e ele terminou dizendo que iria fazer de tudo para ir para São Paulo comigo. Minha cabeça girou nessa hora e tudo que podia falar era que queria vê-lo no dia seguinte para combinarmos melhor. Fui dormir embriagado por uma vodka russa e pela possibilidade de terminar tudo bem. Com o cara e o emprego o que mais eu poderia querer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, ele sumiu. Não ligou nem atendeu o telefone. Tinha minha ressaca para curar e ele provavelmente a dele, mas nada era pior do que a impressão de que tudo aquilo ontem – a conversa na faculdade, o telefonema e a promessa – não significasse para ele metade do que significou pra mim. E na minha cabeça passou de tudo. Talvez poderia ter acontecido algo com ele que o impediu, talvez ele quisesse me torturar. Só sei que aquele dia passou da esperança a raiva em longas horas. Apenas no domingo consegui contato com ele, por MSN [que não uso mais, alias] e pude perguntar o que tinha acontecido. Nada, ele disse. E a sexta de madrugada também fora nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Foi o álcool, ne.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Já se sentiu estúpido, como se sua inteligência tivesse te pregado uma peça e em alguns segundos revisitasse as ultimas horas, dias e meses a procura do instante em que pressupôs o que te levou praquela armadilha? Foi o álcool que disse que me amava e que ia viajar comigo. E o pior é que o jogo todo estava virado para ele. Edu tinha namorado e um bom emprego e tudo o que eu tinha eram possibilidades e projeções. Nenhum fato nos unia e lentamente senti algo se quebrando. Era a projeção de nós dois, era o sentimento de nostalgia distorcida, era a confiança mutua, que seja. Apenas não queria estar mais ali. Finalmente fiz o que devia ter feito a muito tempo: me desliguei. Ao mesmo tempo que apagava suas fotos, perfis e contatos, confirmava que ia aceitar o trabalho em São Paulo e comprava as passagens. Fora com o velho e abria as novas possibilidades. Foi aí que entendi que o quanto o ato de escolher nos faz adulto. Temos a certeza que crescemos quando não deixamos outros escolherem por nós e principalmente por aceitar as conseqüências do que escolhemos. Talvez São Paulo não dê certo ou dê e eu nunca mais volte. Talvez Eduardo não estivesse feliz com o namorado e o emprego e quisesse voltar ou talvez isso nunca passou pela cabeça dele. Acho que simplesmente eu nunca fui o tipo de cara que espera por alguém ou que gosta de ficar em segundo lugar. Deveria tentar lutar por ele? Talvez, mas estava cansado demais para isso. Certeza mesmo era que o segundo sinal para o meu embarque me chama e agora não tem volta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;[continua]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-1448765998897990188?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/1448765998897990188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/08/certezas-e-possibilidades.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/1448765998897990188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/1448765998897990188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/08/certezas-e-possibilidades.html' title='Certezas e Possibilidades'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-DM4y8KYAgvQ/TluRzY-rzTI/AAAAAAAACMg/VbWIF72ztjg/s72-c/nacked-and-alone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-3925827812225592606</id><published>2011-08-15T21:13:00.000-07:00</published><updated>2011-08-15T21:37:08.779-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago'/><title type='text'>Onde liga?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“I just want to be young and silly”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Georgia "George" Lass, Dead like me.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-s7JuPsquxVg/TknvDbjsVAI/AAAAAAAACMY/2ppFkTd5UyQ/s400/next.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641302850474365954" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo começa em uma sexta-feira.&lt;br /&gt;Não somos Katy Beth Terry, mas eu, Luis e Marc temos nosso próprio ritual de procurar um bar para desabafar, conversar ou simplesmente falar besteira. O bar que temos ido muito é o Sociedade Secreta na Rua Voluntários da Pátria, uma rua em Botafogo cheia de bares que enchem graças os clubes e a parte cultural que tem em volta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Um bom happy hour sempre começa com uma polemica a ser discutida. Nem tão polemica, mas Luis contou que tinha terminado com um cineasta que vinha saído a dois meses. Alias, foi através dele que nos conhecemos. Eu trabalho com fotografia, Luis com design e Marc com jornalismo. Juntos alem da dominação global, planejamos editorias, zines, clipes, mas nada que saia muito do terceiro copo e quando eles me chamaram para escrever aqui, o “guilty pleasure” deles era mais para acabar com a discussão entre os dois. Marc chama o garçom pedindo mais uma cerveja para apaziguar os animos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“A nossa sorte é que não engravidamos, porque o que escolhemos de homem ruim...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Nós? Ta nos incluindo nisso, é?”, disse Luis enquanto servia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Ué, ate onde eu vi algum de nós não está solteiro? E eu pelo menos tenho o Andrezinho, e as senhoras que estão encalhadas?”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Nem vem com essa, Marc. Sexo casual com um garotinho de 18 anos não é um relacionamento minimamente saudável.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Ainda bem, porque estes são os piores que existem.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Olha, não sou a favor do cafajestismo dele, mas tenho de concordar com o Marc. A safra de homens bons está ruim, meus caros. Ou saímos com os sapos ou ficamos a imaginar o príncipe sozinho em casa”, repliquei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Pois eu ainda acredito no amor, em encontrar alguém e ser feliz.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Porque terminou com o cineasta, então?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A conversa continuou, mas a imagem dos dois opostos na mesa de bar e na vida amorosa ficou na minha cabeça. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quanta gente interessante e solteira não está aí fora, a procura mesmo depois de decepção depois de decepção? Ao mesmo tempo quanta gente não está criando e destruindo expectativas próprias e dos outros em um eterno jogo de quebrar corações? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afinal temos de admitir também que a flexibilidade de se ficar com alguém do mesmo sexo permite permutações que mais atrapalham do que ajudam, neste caso. O cineasta foi meu ex e eu já havia ficado com o Luis. Se fossemos heteros, esse tipo de situação nunca aconteceria porque no meio disso tudo ia ter de ter uma mulher no mínimo. Esse tipo de idéia me levou a minha teoria de que nós, gays, ficamos com o pior dos dois arquétipos sociais, pois ao mesmo tempo em que alguns ligam seu coração ao sonho de terem um relacionamento com o cara lindo e rico te levando pra Narnia e te fazendo feliz para sempre, como manda toda boa comédia romântica temos também aqueles que o coração é ligado diretamente ao pênis e que a performance sexual se torna vital, mesmo que ele não tenha vários parceiros. De qualquer forma, nem o que acredita em conto de fada, nem o que acredita na vida como um filme pornô é feliz. E todos contribuem para a roda de frustração e fantasia que terminam em mesas de bar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Ah é? Se eu sou o machismo pornográfico e o Lu é o romantismo feminino, você é o que, Thi?”, diz Marc em um meio tom de escárnio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Não é obvio? Ele é o que gosta de sofrer... Tem o coração ligado ao cérebro, um curto circuito ambulante. Já passou o que? Um ano, dois e você ainda está nessa do Eduardo?”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Pois é, eu parei pra pensar nisso esses dias. Às vezes acho que não sinto nada. Às vezes dói um pouco, sabe. Não quero vê-lo, mas sinto sua falta. Talvez apenas tenha de reaprender a viver sem ele...”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Assim como ele o está fazendo sem você”, disse Luis colocando a mão no meu ombro e levantando seu copo. “Para todos aqueles com coração partido, um brinde. A noite pertence a nós.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E você? Aonde seu coração está ligado?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-3925827812225592606?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/3925827812225592606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/08/onde-liga.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/3925827812225592606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/3925827812225592606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/08/onde-liga.html' title='Onde liga?'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-s7JuPsquxVg/TknvDbjsVAI/AAAAAAAACMY/2ppFkTd5UyQ/s72-c/next.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-2801641172828181829</id><published>2011-08-09T21:55:00.000-07:00</published><updated>2011-08-09T21:57:15.568-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago'/><title type='text'>Você ainda pensa em mim?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cvwUir4_L_I/TkIAb4wNFeI/AAAAAAAACMQ/6IGOvHkmPkU/s1600/memory.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-cvwUir4_L_I/TkIAb4wNFeI/AAAAAAAACMQ/6IGOvHkmPkU/s400/memory.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639070162512319970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei o telefone e disquei o numero dele. Ele não reconheceu minha voz. Faz mais de um ano que não nos falamos. Precisava te ver. Naquele bar perto da sua casa, que tal? Que horas? Claro.&lt;div&gt; &lt;br /&gt;Neste momento começa a chover. Mesmo assim, com o meu guarda-chuva saio na esperança de conseguir falar o que sentia para ele. Três palavras e um milhão de problemas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Acho engraçado como uma idéia de final feliz consegue mudar tanto. Um dia cheguei a acreditar que isto era algo mágico que poucos achavam e que se devia procurar incessantemente, ate encontrar. Depois, achei que tinha a ver com a pessoa certa no momento certo e tudo estaria perfeito. Mas depois de quatro anos e quatro temporadas achando, perdendo, vendo ir e vir; começo a achar que Amor é a mais dispensável de todas as prioridades da vida. Não por ser ruim, mas porque ele nunca vem sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Eu o adoro, sempre saímos e fazemos tudo juntos” —  Marcos 25 anos, casado a 2 — “Mas ele tem uma mania de não ligar depois do trabalho... ele sabe que só consigo dormir com ele me ligando a noite!”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Matheus tinha ciúme dos meus amigos. Das minhas amigas também. Alias, acho que uma vez ele brigou comigo porque eu estava brincando com um cachorro. Não sei, só sei que tinha de esconder o celular, colocar ele em destaque como meu ‘marido’ em todas as redes sociais e sempre sorrir quando a mãe dele fazia uma piada...” — João Carlos, recém separado de um namoro de quatro semanas, “odiava a mãe dele, acho que só agüentei esse tempo todo por causa do sexo.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Você acredita que no dia seguinte que saiu comigo, ele não só não me ligou como foi para uma festa? Ta tudo no twitter dele, aquele safado fdp” — André, sobre o cara da noite anterior que ele não lembrava o nome completo, mas tinha todos os contatos dele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Devemos ser a geração mais burra que existe por complicar algo bem simples. Antigamente namoro era namoro, se acabasse acabou, se ficasse serio casava. Hoje se fica é para experimentar sem compromisso, se namora para tê-los e o casamento? É apenas para destruir um ao outro. Não se pode simplesmente viver com alguém - homem, mulher, cachorro, o que seja - sem exigir que lembre, que ouça, que fale, que não fale, que ligue, que esteja lá...? O que aconteceu com viver um dia de cada vez com quem se ama? Afinal, quem inventou estas regras para o amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho 23 anos e estou solteiro. Já tive maridos, namorados e ficantes suficientes para estar vacinado contra todos eles e ainda assim não consegui o final feliz que todo mundo vende. O problema disso é a falta de paciências para aqueles rituais batidos de acasalamento que os gays se submetem: o encontro de boate, o papo na internet, o amigo de um amigo, o primo, o colega de trabalho, entre tantas outras historias que querem ser únicas mas começam do mesmo jeito, seguindo as mesmas regras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, naquele dia chuvoso, quando vi Eduardo na esquina me esperando com seus óculos molhados e chinelos do jeito que ele ficava em casa eu tive a certeza: se o amor existe, era ele. Como jogar fora o livro de regras quando se ainda quer jogar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sou Thiago, a terceira geração do Crônicas.&lt;br /&gt;Posso estar certo ou errado, apenas acredito naquilo que vivi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-2801641172828181829?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/2801641172828181829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/08/voce-ainda-pensa-em-mim.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/2801641172828181829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/2801641172828181829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/08/voce-ainda-pensa-em-mim.html' title='Você ainda pensa em mim?'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cvwUir4_L_I/TkIAb4wNFeI/AAAAAAAACMQ/6IGOvHkmPkU/s72-c/memory.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-6118451481821296821</id><published>2011-03-20T22:10:00.000-07:00</published><updated>2011-03-20T22:34:18.535-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Fim de ato</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-XuMK0-ALME0/TYbjQ6qPo8I/AAAAAAAAB3o/SW8zHINyVjo/s1600/tumblr_libgu83BiV1qawpuco1_500.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-XuMK0-ALME0/TYbjQ6qPo8I/AAAAAAAAB3o/SW8zHINyVjo/s400/tumblr_libgu83BiV1qawpuco1_500.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586402267563533250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;'I believe that life is a prize,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;but to live doesn't mean your alive.'&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Nicki Minaj&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Não sei se já teve oportunidade de entrar em um teatro vazio. Tem algo de expectativa, de acontecimento. Como se qualquer momento um holofote fosse acender ou uma trilha começasse a tocar e a ação começar. É como esperar a vida começar. A expectativa disso é quase mágica.&lt;br /&gt;Miguel era bailarino e toda vez que pisava em um palco, grande ou pequeno, ficava encantado. Sentimento que só era superado pelo dia da apresentação, com publico e aplausos. Mas era diferente por ser a entrega do seu trabalho. Sempre achou os ensaios mais puros. Quando dançava, arriscava. Quando dançava, se superava. Quando dançava, descobria que podia mais do que achava. E por muito tempo acreditou que este sentimento fosse universal a todos. O que se provou errado quando decidiu seguir a carreira e contou para a família. Ser o ‘homem que dança’ nunca foi bem visto. Primeiro era estranho, passou a ser excêntrico e terminou como um capricho. Não tem futuro, não tem estabilidade, porque vai fazer isso? &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;‘Luis, nunca foi fácil. Sempre tem picuinhas e problemas, mas... tenho amor pelo que faço. Não seria feliz em nenhum outro lugar, por mais que ganhasse mais dinheiro.’&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As questões em volta de paixões sempre ficaram na minha cabeça. Mais de uma vez tive a honra de conhecer pessoas apaixonadas e observar como reagem ao falar do objeto de sua adoração. Então podia ratificar, Miguel era apaixonado. Um tipo raro considerando que muita coisa hoje em dia parece amor, se sente como amor, mas não o é. Não digo só carreiras e pessoas, mas as pequenas coisas que fazem parte da vida. Muitos não lembram que para se apaixonar por qualquer coisa precisa-se antes se apaixonar pelo que é. O primeiro passo que muitos tropeçam por ser muito fácil ser mesquinho. Não querem ouvir antes de falar e não falam o que tem de falar. Por medo de se machucar, para machucar os outros. E os problemas se multiplicam. Algumas pessoas os criam porque precisam do holofote para se sentir amadas, outras porque acreditam que só serão melhores quando alguém guiá-los para serem melhores. Mas poucas e raras conseguem crescer e encontrar felicidade e paixão em um local vazio. Miguel conhecia no teatro. Eu, no meu estúdio. Tenho meus planos e mais uma vez ouço os ventos da mudança me chamando. Admito que já não escrevo do mesmo jeito que antes e nem os mesmos assuntos.  Alguns personagens tive de matar, alguns vão viver para sempre e assim vai ser na minha vida. Isto foi uma das coisas que Miguel me disse. Só foi possível viver a sua paixão pela dança quando dançava pelos motivos certos com aqueles que o queriam bem. E é isso que vou fazer. E a expectativa do que está por vir é tão mágica quando o teatro vazio de Miguel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para terminar eu pergunto a você, que me lê e me conhece. Está vivendo a vida com os motivos certos pra você ou acumulando problemas sem pensar nas soluções?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Fim de temporada]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-6118451481821296821?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/6118451481821296821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/03/fim-de-ato.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/6118451481821296821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/6118451481821296821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/03/fim-de-ato.html' title='Fim de ato'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XuMK0-ALME0/TYbjQ6qPo8I/AAAAAAAAB3o/SW8zHINyVjo/s72-c/tumblr_libgu83BiV1qawpuco1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-8338087489575767160</id><published>2011-03-12T06:07:00.000-08:00</published><updated>2011-03-16T20:29:12.810-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Not yours</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-poFWHpd7yE4/TXuAUOT0b3I/AAAAAAAAB3Q/zVxA5Y_YcuM/s1600/tumblr_lhpbedLGQ01qadxygo1_500.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 270px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-poFWHpd7yE4/TXuAUOT0b3I/AAAAAAAAB3Q/zVxA5Y_YcuM/s400/tumblr_lhpbedLGQ01qadxygo1_500.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583197247982825330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;“What is simple in the moonlight,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;by the morning never is.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa com carnaval. Não era o feriado favorito de Matheus, mas a possibilidade de andar pela rua virando uma garrafa de vodka ser algo de bom tom era definitivamente um atrativo. E enquanto escolhia no supermercado qual dos sabores etílicos ia fazer sua noite, ligava para mim. Afinal ele não ia pagar nem consumir sozinho, embora pudesse. Dois anos de carnavais solitários com estranhos e ele decidiu que este ano seria diferente. Consumiria apenas líquidos, preferencialmente os entorpecentes, e nada de pessoas que iria esquecer depois. Tinhamos isso em comum. Parou na fila atrás de um cara vestido de Barney e achou a coisa mais normal do mundo apenas porque o conteúdo que ele pagava era semelhante ao seu. Álcool e noite era tudo que precisava. Encontro ele no metro e lá começamos o nosso carnaval. Entre os que iam conosco e os que voltavam para casa invariavelmente tinha um bêbado cantando. Sobriedade assim como o silêncio era o luxo dispensável da noite. Matheus virou o primeiro gole e no fim da viagem a garrafa estava na metade. Destino General Osório, a estação de Ipanema. Cuidado com o espaço entre o vão e a plataforma.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Éramos esperados na Farme de Amoedo, a rua fervida que queríamos evitar. Matheus encontrou seus amigos e eu os meus. Juntamos os grupos já previamente embriagados, como nós, sabendo que alguém ia se pegar ali. Henrique, que não devia beber mas não resistia a qualquer coisa doce com álcool, beijou dois ao mesmo tempo. Rafael, amigo e vizinho de Henrique, já trazia um casal a tira colo e olhava para um amigo de óculos de Matheus como quem diz com o olhar que ate o final da noite terminariam juntos. E ainda tinha um casal. Diego veio para mostrar sua fantasia, inidentificável, e Pedro só para acompanhar o namorado. Eles estavam a cinco meses juntos e estavam bem. Tinham mais duas ou três pessoas que sinceramente não vou lembrar o nome, mas elas não eram importantes mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Então, no meio da rua às 2 da manhã, com todos bebendo e rindo de idiotices, conversas moles de amantes e ciúmes de maridos, luzes de lojas e fantasias estranhas que algo começou. Matheus fingiu não ver, mas Pedro definitivamente o observava. Ele está bêbado já. Aliás, eu também, pensou. Mais uma rodada. Diego puxa conversa. Todos se divertem. E a noite passa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pedro mora em Copacabana e leva todos para sua casa. Quase todos. Rafael resolve ficar mais um pouco com o amigo de óculos e Henrique já dormia encostado em mim. Deste ponto em diante, dormir também é apenas o que quero fazer. No apartamento, colchões são espalhados e os ébrios se acomodam. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem sono, Matheus levanta e resolve fazer um chá. No escuro, com a folia ao fundo bem baixinha ele pára pra pensar na loucura que a rotina do carnaval é. Provável que nem fosse ver metade dos grandes amigos de bar que fez naquela noite. Tenta puxar da memória que frases eram tão hilárias nas conversas, mas não consegue. Lembra que deu um selinho em um cara muito bonito vestido de mulher, mas nem teve ganas de perguntar-lhe o nome. Lembrar dele no dia seguinte ia ser ruim. Viu no celular um lembrete escrito por uma mulher pedindo que 'me ligue no dia seguinte que eu te adorei', mas não fazia idéia de como aquilo foi parar ali, só sabia que não ia ligar. A chaleira começa a apitar e o fogo é desligado. A casa já esta em silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;‘Não conseguiu dormir...’, diz Pedro aparecendo na porta usando nada além de uma samba-canção. Tinha a cara um pouco amassada pelo álcool ou por ter tentado dormir. Ainda assim, a visão fez Matheus segurar um pouco a respiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;‘Vodka e energético sempre me ferra. Desculpa pelo barulho, precisava de um destes. Quer?’, perguntou para que não percebesse seus os olhos que acompanhavam cada movimento do pano da roupa de baixo. Em parte era o instinto involuntário, em parte era ver ate onde aquilo iria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;‘Não, eu... Minha falta de sono é insônia, não resolve com chá.’, Pedro puxa a cadeira e se senta ao seu lado. Por um minuto inteiro ficaram em silencio. Apenas olhares medindo as palavras. Devagar começam a conversar sobre o carnaval, sobre bebidas, sobre amores passados, sobre como conheceu o namorado, sobre se assumir, sobre novela, sobre medo. [...] Aos poucos, a conversa vai se tornando intimista, sem segundas intenções, sem perceberem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;‘Ok, e como foi a sua primeira vez?’&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;‘Era um primo. História típica, né? Ele estava hospedado na minha casa, no meu quarto. Então quando meus pais foram dormir rolou. E eu namorava uma menina naquela época, então quando isso rolou foi meio definitivo pra mim.’&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;‘Definiu o que?’&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;‘Que gostava de caras. [...] Sabe aquele lance que você olha pra pessoa e nem é preciso falar nada... O corpo fala... Foi assim.’&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;‘Entendo... Entendo bem... ’&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;‘Quase deixo ele falar de novo hoje. Com você.’&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Matheus não sabia da onde tinha vindo aquilo. Sentiu o rosto queimar, ficando vermelho. Era muito para uma noite. E ele estava ali, a centímetros do seu rosto olhando fundo para seus olhos. Até ali eram apenas amigos trocando confidências. Mas quão amigo era de Diego, que dormia tranquilamente sem desconfiar? Quão irresistível era a tentação? Quanto Pedro podia ser o cara da vida dele? Valia a pena?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;‘Pedro, você é um cara legal e tudo mais e por mais que ache esses jogos divertidos, tenho de dizer que não é muito legal isso. Pelo Diego e por você. Sério, ok?'&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;‘Sim... Tá certo. Sei lá nem to sabendo explicar... Desculpe.’&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;‘Ok... ta certo. Olha, não to querendo ser dramático nem nada, então relaxa. Somos amigos. Eu só me preocupo com vocês, acho que os dois fazem bem um ao outro. São um bonito casal.’&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;‘Entendi, Matheus.’ , disse abaixando a cabeça e balançando como se tivesse querendo tirar seu pensamento. ‘Quando me acertar te digo...’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Como assim, se acertar Pedro?’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Er... Botar as coisas em ordem na minha cabeça só isso. Fica tranqüilo.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Mudemos de assunto, ok. Quando é o seu aniversario?’ e por mais que a conversa fosse para outro lado, a carta tinha sido colocada na mesa. O pensamento dava voltas e tudo que era dito agora parecia vir diferente. E não me entendam mal, mas quando Matheus me contou que não resistiu e se deixou levar pela conversa mesmo não deixando rolar nada eu tive de concordar. Ser objeto de desejo era excitante e sempre bom para o ego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ate o momento que Pedro pede para ir ao banheiro. Sozinho na cozinha com uma xícara vazia na mão pensou na dinâmica da loucura que a noite tinha sido. E em como poderia terminar. Então sem fazer barulho resolveu que tinha que aproveitar o momento. Abriu a porta e saiu, simplesmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar em sua casa, o celular tocou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Matheus, você desapareceu... e esqueceu sua mochila aqui em casa’, ouvir a ansiedade na voz de Pedro aquela hora da madrugada era estranho e ao mesmo tempo instigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Não, eu não fui de mochila. Era do Luis.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Ah, ok. [...] Posso te fazer uma pergunta?’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Claro...’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘É só que você não me falou onde mora...’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Porque quer saber? Vai me visitar por acaso?’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Eu posso?’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Não.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Pow, então me dá... uma pista’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Eu sou vizinho do Luis, é tudo que precisa saber.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Ele me disse que mora em Botafogo.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Não é Botafogo.  Ele tava bêbado quando falou isso, não é verdade.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Bem, eu vou descobrir. Quando perceber, estou na sua porta... risos...brincadeira’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Essa eu duvido. Te dou seu presente de aniversario atrasado se achar.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Olha que vou hein. Aí vai ter que dar’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Cuidado pra não superestimar o presente...’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Não vou. E se não ganhar o que espero dou o seu presente de aniversário adiantado, tá. Risos’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Ta valendo, então.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘tenho até junho para descobrir, né?’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Isso não parece justo, parece?’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Claro que sim! Muito justo...’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Boa noite, Pedro.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Bom dia, beijos.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desligou com um sorriso bobo no rosto. Tomou seu banho e mesmo com isso tudo ficou a olhar a porta, esperando a campainha tocar. Pensou no quão romântico seria contar para seus filhos aquela história se ela terminasse com ele entrando e dizendo que o queria pra sempre. Mais isso foi apenas por alguns minutos. Depois se esqueceu e continuou sua vida. Aquele príncipe não era o seu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-8338087489575767160?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/8338087489575767160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/03/not-yours.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/8338087489575767160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/8338087489575767160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/03/not-yours.html' title='Not yours'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-poFWHpd7yE4/TXuAUOT0b3I/AAAAAAAAB3Q/zVxA5Y_YcuM/s72-c/tumblr_lhpbedLGQ01qadxygo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-5566473545531870464</id><published>2011-03-07T12:22:00.000-08:00</published><updated>2011-03-07T12:26:12.723-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Ressacas ou Sete coisas impossíveis antes do café</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-3oVzn-zqpI8/TXU_ASHNEuI/AAAAAAAAB3A/r1YBp9jMwUA/s1600/don%2527t-look-back.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 212px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-3oVzn-zqpI8/TXU_ASHNEuI/AAAAAAAAB3A/r1YBp9jMwUA/s400/don%2527t-look-back.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581436587290202850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Bom dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, pára de fazer barulho com esse isqueiro. Parou de fumar de novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e de beber também. Não preciso de mais noites como a de ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom pra você. Assim não fica dando em cima do namorado dos outros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fode, Luis. Não quero brigar com você de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem café?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem. [...] Porque acha que brigamos tanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, Marc... Porque gostamos de fazer as pazes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risos. Nunca sei quando está falando sério...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu ontem à noite? Odeio beber e não lembrar como cheguei nos lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O de sempre. Ficamos na Farme bebendo ate de madrugada, você passou mal com vodka e energético, eu tava de saco cheio daquele grupo de venezuelanos dando em cima da gente, arrastei você ate aqui e você desabou no sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando nesse meio tempo eu recebi vinte ligações e dois recados na secretária do celular? Putz, não quero nem ouvir... Morri pro mundo hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é cara, você e telefone ontem. Tava foda... Sua sorte é que seus ex já sabem que você bebe e liga pra eles então já desligam o celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fica assim, Lu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa. Carnaval definitivamente já não é o que costumava ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida não é mais o que costumava ser pra nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso passar o dia aqui, Marc?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que pode, Greta Garbo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-5566473545531870464?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/5566473545531870464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/03/ressacas-ou-sete-coisas-impossiveis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/5566473545531870464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/5566473545531870464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/03/ressacas-ou-sete-coisas-impossiveis.html' title='Ressacas ou Sete coisas impossíveis antes do café'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3oVzn-zqpI8/TXU_ASHNEuI/AAAAAAAAB3A/r1YBp9jMwUA/s72-c/don%2527t-look-back.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-5850799145237309528</id><published>2011-02-21T20:55:00.000-08:00</published><updated>2011-02-21T21:23:37.252-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Rainy Mercedes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://s3.amazonaws.com/data.tumblr.com/tumblr_lh01qmg7QL1qh07h0o1_1280.jpg?AWSAccessKeyId=0RYTHV9YYQ4W5Q3HQMG2&amp;amp;Expires=1298438298&amp;amp;Signature=rmmwr/quZI%2BaTosCIYssjefCDEg%3D"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 549px; height: 364px;" src="http://s3.amazonaws.com/data.tumblr.com/tumblr_lh01qmg7QL1qh07h0o1_1280.jpg?AWSAccessKeyId=0RYTHV9YYQ4W5Q3HQMG2&amp;amp;Expires=1298438298&amp;amp;Signature=rmmwr/quZI%2BaTosCIYssjefCDEg%3D" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chuvia a duas horas. Quase três. O barulho da janela era o único som dentro do quarto assim como os trovões eram a única luz. Sentada no chão ao pé da cama ela tira fotos da janela. Falta de eletricidade a entediava. A cada flash de fora, um flash lá dentro. Não sabia o que sua ação procurava, mas iluminar a escuridão do seu quarto por alguns segundos era parecia uma resposta a altura. A cada pressão do botão, uma nova imagem aparecia no vidro da janela. A cada vez que fazia força no dedo, mais força fazia para que saísse dela apenas a luz. Estava cansada de chover. Mas sempre que fotografava, lembrava. Eram pensamentos invasivos das coisas bonitas que ficaram. Das coisas idiotas que podia ter remendado. De saudades e carências que nem imaginava que teria. Quatro anos não se lavam depois de apenas uma noite de chuva. Começou a sentir a maquina pesar sem perceber. Começou a pensar nele sem perceber. Começou tudo de novo sem perceber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Arrastou-se a cama e abraçou as pernas procurando calor. Fechou os olhos procurando silencio. Reviveu o ultimo dia procurando explicação. E na noite escura e úmida, desejou. Primeiro para si, depois em voz alta. E percebeu que palavras, estas malditas palavras, condensam uma vez ditas. E são levadas pelo vento não importava para onde desde que fosse pra fora de si. Então gritou suas histórias para cada gota que caia. Gritou todas em plenos pulmões. Todas que lembrava e as que não lembrava. Gritou seu amor, sua loucura, seu êxtase, seu remorso, sua vingança, sua solidão. Queimou fotos, arquivos, cartas, sorrisos, pingentes, tardes ensolaradas, mensagens no espelho, palavras falsas de amor eterno, noites de sexo confusos, os cheiro e gostos que nunca mais teria, o olhar que me deu quando disse adeus. Quebrou copos e estantes desejando que fosse a ele a cair e se espatifar. Amaldiçoou cada dia que esteve ao seu lado para logo após agradecer o tempo que teve para amá-lo. Dormiu cansada com raiva de si e a certeza de que não acordaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas acordou. Acordou com a luz do dia. Acordou e se pos de pé, quando achou que não poderia. E no meio dos pedaços de destroços dentro dela, ela acordou. E já não sabia mais porque sentia dor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;[ &lt;b&gt;Desafio Literário&lt;/b&gt;. um escritor desafia outro a escrever uma visão sobre seu trabalho. Crônica Masculina desafia: &lt;a href="http://heymercedes.wordpress.com/"&gt;Hey, Mercedes&lt;/a&gt; ]&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-5850799145237309528?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/5850799145237309528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/02/rainy-mercedes.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/5850799145237309528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/5850799145237309528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/02/rainy-mercedes.html' title='Rainy Mercedes'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-5647152829946062271</id><published>2011-02-11T03:34:00.000-08:00</published><updated>2011-02-11T04:08:31.800-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marc'/><title type='text'>Retrato Falado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-42XcK8hz4R4/TVUk4zWN8jI/AAAAAAAAB2k/580wGwnmHAs/s1600/tumblr_lgf3g3qJRG1qaqaypo1_500.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-42XcK8hz4R4/TVUk4zWN8jI/AAAAAAAAB2k/580wGwnmHAs/s400/tumblr_lgf3g3qJRG1qaqaypo1_500.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572400672215527986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;"Reality doesn't matter,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;What matters is the illusion"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Whatever Happened to Dulce Veiga?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;by Caio Fernando Abreu&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Rubem era um artista da fome clássico. Daquele que não come pão pra comprar tinta. Seu trabalho era algo perto do medíocre, mas sua paixão era algo para se impressionar. Ele tentou me salvar. Ele viu meu trabalho de pintura numa modesta exibição que montei e ninguém soube da existência. Rubem achou que ali tinha alguma coisa, tinha potencial. Seus sentimentos eram nobres, mas só dei atenção ao que falava por sua bundinha, o que não era muito nobre da minha parte. Mas não passou de olhadas , já que ele era comprometido – o que não anulava sua beleza. Saímos da galeria para um café para conversarmos. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rubem estava na segunda faculdade, fazia cursos extras através das bolsas que conseguia e a cada novo estudo se apaixonava por algo novo. Já havia tentado tinta óleo, aquarela, marcenaria, litografia, trigonometria, dança contemporânea e mais cinco ou seis coisas que misturavam tudo e não acabam em nada a não ser experimentalismo. Há pouco mais de três anos estava casado com um cara e morando junto com sua mãe, viúva. Ele era a razão de continuar tentando mais do que só pagar as contas do mês. Nessa hora, seus olhos brilhavam babacamente ao falar do marido, o que me deu uma certa inveja. Rubem fez questão de contar que quando o viu pela primeira vez o achou o homem mais lindo que já vira e, ao contrario do senso comum, decidiu que ele precisava saber disso. A teoria de Rubem era de que se xingamos um desconhecido na rua a plenos pulmões por pisar no nosso pé, deveríamos também ter coragem de dizer no mesmo tom que achamos bonito um estranho na rua. Algo como um equilíbrio cármico, espalhar o bem ou algo assim. Então ele andou ate a fila do pão, meio tímido, meio canalha, tocou o ombro do rapaz e disse ‘você é lindo’, assim a queima roupa. Um minuto de silêncio constrangedor e o cara achou que ele era maluco. Pagou sua conta, sorriu amarelo e saiu andando. Meses depois se esbarraram em uma festa de um conhecido em comum e riram sobre o episodio. A festa durou 6 horas, mas a conversa deles durou por três anos, disse fechando com mais um dos sorrisos babaco-apaixonados. A moral da história é que amor podia estar em qualquer lugar, até na fila de pão. Que seja, pensei. Pagamos a conta e trocamos contato para montar uma exposição conjunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cinco meses depois Rubem e o rapaz se separaram. ‘Tinhamos interesses diferentes’, ele disse. Eu também não voltei a pintar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-5647152829946062271?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/5647152829946062271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/02/retrato-falado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/5647152829946062271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/5647152829946062271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/02/retrato-falado.html' title='Retrato Falado'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-42XcK8hz4R4/TVUk4zWN8jI/AAAAAAAAB2k/580wGwnmHAs/s72-c/tumblr_lgf3g3qJRG1qaqaypo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-4929091320059725996</id><published>2011-02-05T16:25:00.000-08:00</published><updated>2011-02-11T03:51:22.248-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marc'/><title type='text'>Apenas números</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ll8bbhQMpXc/TU3ycYDbpFI/AAAAAAAAB2c/_RTWaNesx6s/s1600/smoke.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 170px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ll8bbhQMpXc/TU3ycYDbpFI/AAAAAAAAB2c/_RTWaNesx6s/s400/smoke.jpg" border="0" alt="smoke" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570374883434275922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“There is a man playing a violin &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;And the strings are the nerves in his own arm”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— James O’Barr, The Crow&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já era mais do que noite. As ruas escuras e vazias se acendem com a iluminação das festas enquanto todos dormem. Duas e trinta e cinco. As cortinas da varanda se mexem lentamente atrás de mim enquanto termino o cigarro e a garrafa de gin. São tudo o que preciso para esquecer o quanto essa época de fim de ano me deprime. São esses momentos sozinhos comigo que consigo colocar em ordem o começo e o fim do que faço. E o que eu faço? O que eu quero fazer? Faz tempo em que não tenho certeza do que eu quero da vida. E sempre tem alguém que pergunta. Nessas horas me lembro do meu chefe, gordo na superioridade da sua cadeira reclinável achando que todas as minhas reações são passiveis de análise e explicação. Fico sempre esperando ele virar pra mim e dizer que estou demitido. Por uma vez apenas queria ter a coragem de responder pra ele e pra quem mais perguntasse que eu não sei o que eu quero da vida ou se eu quero pensar em algo alem do meu próximo copo que vai me fazer esquecer que tenho de escolher alguma coisa pra mim. O mais escroto disso tudo é saber que por mais que odeie como essa coisa de chefe-funcionário funciona com bajulações e falsas compensações, eu ainda quero fazer parte dela. Digo, ainda quero ter dinheiro pra não me preocupar em ter dinheiro. Não ficar em hotéis vagabundos como este seria um começo. Melhor, já que é pra almejar, eu queria fazer duas viagens inúteis ao ano para ter fotos pra esfregar na cara de gente que só se interessa pelo que acham que sabem de mim. Ou pra tirar onda de bacana e bancar algo incrivelmente estúpido só para aparecer em uma revista e me chamarem de visionário, como aqueles riquinhos metidos a artista. Coisa de gente branca, diria Sofia. Um carro quebra o silencio da madrugada coincidentemente na hora em que meu copo é só gelo com água. É um sinal, devia estar tentando dormir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um último cigarro sentado na cama. A luz da rua fazia sombras sobre os lençóis que se movimentavam com a respiração dele. Não sei por quanto tempo o fiquei olhando. Armando ou Antonio. Não tenho certeza do nome. O triste é que nem precisei de muito para que fosse ate ali comigo. Se despir hoje em dia é fácil. Ser interessante por mais de uma foda é que está difícil. Era o caso dele. Uma típica boa foda e péssima conversa.  E aquele ritual já era conhecido. De manhã ele pediria meu telefone. Eu diria que não tinha, mas que ele me desse o dele. E pede que ligue para marcarmos mais um encontro como este e eu nunca ia ligar. Eu nunca ligo. A previsibilidade era a parte apática de tudo. Mais algumas horas e seria um novo ano. Um ano novo, uma chance de recomeçar como alguém diferente. Gostava de pensar q na segunda feira depois do porre do ano novo eliminaria meus vícios, seria presenteado pela sorte e a partir daí tudo estaria esquematizado na minha vida para dar certo. Só que eu tinha 25 e pro meu plano dar certo deveria ter começado aos 18. Foda-se. São apenas números.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-4929091320059725996?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/4929091320059725996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/02/apenas-numeros.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/4929091320059725996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/4929091320059725996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/02/apenas-numeros.html' title='Apenas números'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ll8bbhQMpXc/TU3ycYDbpFI/AAAAAAAAB2c/_RTWaNesx6s/s72-c/smoke.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-7033363769600409700</id><published>2011-02-02T19:18:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T19:42:05.867-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Retroação</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.flickr.com/photos/morozini/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 261px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ll8bbhQMpXc/TUojhXypyZI/AAAAAAAAB2I/SX5lPKXDGrI/s400/Untitled-1.jpg" border="0" alt="" id="pray" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Cinco minutos para terminar. Cinco. O ponteiro parece perceber minha ansiedade e anda em câmera lenta em direção ascendente. Pés batendo. Caneta mordida. Me ponho em direção a saída apenas esperando o sinal de libertação, o fim da angústia do dia inteiro. Antes da quinta volta, ganho a rua como quem procura o ar que falta. Era o fim de mais um dia. Mais um fim para minha vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então pego minha bicicleta e corro. Corro o mais rápido que minhas pernas permitem. Corro do fim. Corro da responsabilidade de acordar cedo. Corro do poder que minhas palavras tem sobre mim mesmo. Corro do que me arrependi e do que ainda nem fiz. Corro da chuva. Corro. Corro. Porque corro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E depois de não sei quanto tempo me vejo parado na frente as sua casa. Um ato falho irônico. Mesmo assim, olho pela janela na esperança de que você visse mesmo que de relance todo o desespero que deixei no caminho para chegar aqui e me desse aquele abraço. Aquele que sempre me deu e que apaga todos os problemas de mim. E eu espero. Espero o tempo passar ou voltar. Espero. Espero os segundos se estenderem ao infinito. Espero e o movimento das coisas sutilmente pára e lentamente começa a retroagir. Um compasso invertido toma conta da cidade, do país e do mundo fazendo com que nada mais seja do jeito que já foi um dia. O planeta sai do eixo com a sua ausência. Tudo anda, mas nada mais será o mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um ano para voltar. Um ano e tudo começará novamente.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-7033363769600409700?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/7033363769600409700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/02/retroacao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7033363769600409700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7033363769600409700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2011/02/retroacao.html' title='Retroação'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ll8bbhQMpXc/TUojhXypyZI/AAAAAAAAB2I/SX5lPKXDGrI/s72-c/Untitled-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-7919471469814907424</id><published>2010-05-28T19:37:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.348-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marc'/><title type='text'>Real ghosts come twice</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ll8bbhQMpXc/TAB-9_ebHZI/AAAAAAAABpw/Ssee8f_4foo/s1600/4191031595_9333555780_o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 234px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ll8bbhQMpXc/TAB-9_ebHZI/AAAAAAAABpw/Ssee8f_4foo/s400/4191031595_9333555780_o.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476516750358683026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Às vezes simplesmente você se cansa. Cansa de procurar a metáfora perfeita. Cansa de tentar ver as coisas de modo diferente. Cansa de tentar ser tudo o que quer ser.  É quando a vida passa por cima de você. Ou um carro há 70 por hora. É mais difícil digitar com uma mão só, mas definitivamente se tem mais tempo para pensar nas coisas.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Scarface passava na MGM, o único canal a cabo no quarto de hospital. Violência, drogas e Al Pachino como Tony Montana. Absolutamente genial para alguém em recuperação. Gosto quando um filme é tão bom que me faz mergulhar em sua historia. Ou esquecer a fratura na tíbia.  Escapismo sempre é um bom analgésico para tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Mas o filme eventualmente acaba e o que fica é aquele vazio, daqueles em que se olha em volta e percebe tudo fora do lugar – vida financeira, vida amorosa, perspectiva de futuro – e começava a questionar o que realmente estava errado nisso tudo: se era eu ou resto do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Era o ultimo dia ali. Estava esperando a enfermeira entrar para sua ultima checagem. Ao invés da senhora que trocou meus curativos enquanto estava lá, quando na porta se abre um enfermeiro entra. Silencioso, ele pega o prontuário e lê. De alguma forma, seu rosto é ligeiramente familiar, mas minha memória nunca foi boa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Sr. Marc. Está tendo alta hoje.”&lt;/i&gt;, disse sem levantar os olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Que jeito sério de dizer que estou livre.”&lt;/i&gt;, tentei descontrair. Ele deixou escapar um sorriso ainda mais familiar. Aquilo tudo era muito estranho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Pois é...”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;“Pode me ajudar a levantar?”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Ele chegou perto e passou meu braço por cima dos ombros dele. Realmente, eu não precisava de metade daquilo para ficar de pé, mas foi uma chance de chegar perto dele. Então inclino meu corpo pra frente como se fosse esbarrar nele e ficar a centímetros de sua boca. Ele fica com a respiração ofegante, mas não como se estivesse surpreso ou excitado. Era difícil de definir da onde vinha aquela tensão. Ele se desvencilha e me deixa cair pesadamente na cama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Você não lembra de mim, não é?”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;“Você é bem familiar, mas por enquanto é apenas o meu enfermeiro.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;“Um ou dois anos atrás. Saímos de um luau em Ipanema e ficamos juntos...”&lt;/i&gt; esta reticência foi a mais amarga que ouvi. Um nome me veio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Matheus?”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Ele assentiu. Saímos juntos umas duas semanas no máximo depois desta festa em que nos conhecemos. Ele definitivamente estava mais interessante agora do que na época que o conheci e não era como se agora eu tivesse varias opções. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Olha, não vim reclamar a ligação que tinha me prometido ou pedir nada”&lt;/i&gt;, ele disse, &lt;i&gt;“Apenas estava curioso para ver você. Sabe o que é mais engraçado? Antes de entrar eu estava fantasiando em como seria esse reencontro. As falas, as reações... Mas agora que estou te vendo eu entendi uma coisa.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;“E o que seria?” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“A gente se beijou, transou e eu cheguei achar que te amava, fantasiava mesmo... mas nunca cheguei a realmente conhecer você... Isso é uma conclusão estranha e por incrível que pareça , libertadora...”&lt;/i&gt; , riu-se, &lt;i&gt;”Melhoras e tenha uma boa vida, Marc.”&lt;/i&gt; E fechou a porta atrás de si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Por cinco minutos pensei achei que era foda ter passado na vida de alguém e marcado deste jeito. Depois vi que era babaquice pensar isso. Na verdade era estranhamente trágico, pois alem de não estar com bem com o que deveria estar  eu ainda conseguia ser um completo estranho para pessoas que me amavam. O que é uma pedra para quem está soterrado em problemas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Pelo menos não está chovendo”&lt;/i&gt;, pensei ao ligar para pedir um taxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;“Você só achará finais felizes em livros. Em alguns livros.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Georgia, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Autor desconhecido&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-7919471469814907424?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/7919471469814907424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2010/05/real-ghosts-come-twice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7919471469814907424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7919471469814907424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2010/05/real-ghosts-come-twice.html' title='Real ghosts come twice'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ll8bbhQMpXc/TAB-9_ebHZI/AAAAAAAABpw/Ssee8f_4foo/s72-c/4191031595_9333555780_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-6033821128005002800</id><published>2010-05-15T04:44:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.371-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marc'/><title type='text'>Salas de espera</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ll8bbhQMpXc/S-6Kf73xLjI/AAAAAAAABpo/tY1GnHwTFCk/s1600/3423655462_9cf8262d73_o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ll8bbhQMpXc/S-6Kf73xLjI/AAAAAAAABpo/tY1GnHwTFCk/s400/3423655462_9cf8262d73_o.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471462878553910834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Destino. Só paramos para pensar em destino como algo fechado e amarrado quando algo bom que não esperamos acontece. Mas e quando as coisas boas que esperamos não acontecem? Como saber se esperamos acontecer ou corremos atrás?&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;“E porque você escolheu publicidade?”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, perguntou o entrevistador para ganhar tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;“Sempre gostei de como as propagandas influem nas vidas das pessoas e quero fazer a minha parte influenciando as pessoas.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, disse mecanicamente. Apesar de o pensamento ser sincero sempre ia com respostas decoradas. Ajudam na hora do nervosismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;“Mesmo? Deixe-me ver aqui... Marc, não é isso? Estou aqui com o seu currículo... Escola de Bela Artes... tem inglês fluente?”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;“e um pouco de francês e espanhol também...”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;“Bom, bom... Bem o caso é o seguinte, temos uma vaga de estágio em criação e nesta semana estamos entrevistando os que passaram pela pré-seleção... e você realmente parece promissor.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;“oh, obrigado... Quando posso começar então? rs”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;“Gosto de sua animação, mas tenho algumas perguntas antes. Temos de nos conhecer não é?”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer argüição é sempre meio tensa. Já havia ido a algumas entrevistas, mas aquela era especialmente mais tensa por ser para um lugar onde realmente queria trabalhar. O estúdio estava em expansão e era no centro da cidade com tudo para se inspirar e crescer dentro do meio criativo. Encaixava-se perfeitamente no meu plano. Primeiro passar para uma boa faculdade, arranjar um estágio no meio dela, ser efetivado, comprar um apartamento, abrir meu próprio estúdio, entrar pra história da humanidade, dominar o mundo. Simples não?&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;“...seis horas por dia, mas tem algum problema sair daqui mais tarde?”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, disse o entrevistador já se levantando para me levar a saída.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;“Não, acho que não...”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;“Ótimo! Maravilhoso! Ainda tenho mais uma entrevista na quarta, mas a vaga é praticamente sua! Pode deixar que te ligo. Eu vou te ligar[...]”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que ele percebeu pela minha reação, mas no momento em que falou esta última frase eu sabia que ele não ligaria. Foi como ver aquele cara na festa pedindo seu telefone quando você sabe que ele não é o tipo que liga no dia seguinte. Não tem nenhuma evidência, simplesmente você sabe que ele não está assim tão afim de você.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar disso ainda mantive um pouco de esperança. Passou a quarta-feira, passou o mês. As outras entrevistas sumiram junto com o telefonema do tal entrevistador. E o desespero da falta de perspectiva começou a bater no fundo da garganta. No quinto dia, já me via na frente do caixa eletrônico vendo o saldo da conta onde o valor mostrado era quinze reais maior do que a conta que segurava na mão. Era angustiante. Não iria passar fome, mas aquele era o momento de apertar o cinto e tentar pensar em saídas para não entrar em cheque especial.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu primo me conseguiu um bico como auxiliar de escritório neste meio tempo. O dinheiro era pouco, mas entre ganhar pouco e nada é preferível pagar as dívidas. Eu repetia para mim mesmo que era apenas uma sala de espera para o resto da minha vida. Apenas uma sala de espera.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu trabalho se resumia em arquivar e copiar. Às vezes tinha a impressão que nem eles sabiam o que me pediam pra arquivar. Às vezes tinha a impressão que o mundo de copias que me pediam era uma forma de passarem a frustração deles para mim. Mas a luz verde da Fotocopiadora tinha o poder de me desligar de tudo. Algo necessário para viver ali.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em uma dessas idas a fotocopiadora conheci Ricardo. Ele fazia Gastronomia e aquele também era um lugar transitório para ele. Não prestei muita atenção no resto porque estava mais de olho na tatuagem na panturrilha dele, mas pensando melhor depois o lugar me pareceu um grande hiato para pessoas tentar viver a sua vida. Claro que havia os que gostam de trabalhar lá, mas muitos passavam por ali porque não conseguiram o que queriam para as suas vidas. Então o que fazer quando as coisas não acontecem do jeito que a gente quer no momento que a gente quer? Estava tudo certo, eu estava preparado para estagiar, era o meu momento, mas simplesmente não aconteceu. Era um caminho certo e de repente não é mais.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto saia do trabalho não conseguiria pensar em outra palavra para definir esse meu estado atual que não destino. Só podia ser destino que fizesse com que alguém com mais preparo pegasse justamente a vaga dos meus sonhos. Era destino que me colocou na sala de espera onde todos os outros esperavam a sua chance. Era destino que fez com que o motorista daquele carro resolvesse atender o celular no exato momento em que eu estava atravessando a rua.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;&lt;i&gt;"Esquecer é uma necessidade.A vida é uma lousa,em que o destino,para escrever um novo caso, precisa apagar o caso escrito."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Machado de Assis&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-6033821128005002800?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/6033821128005002800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2010/05/salas-de-espera.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/6033821128005002800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/6033821128005002800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2010/05/salas-de-espera.html' title='Salas de espera'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ll8bbhQMpXc/S-6Kf73xLjI/AAAAAAAABpo/tY1GnHwTFCk/s72-c/3423655462_9cf8262d73_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-3739972344524397778</id><published>2010-05-07T04:28:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.383-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marc'/><title type='text'>Nos olhos</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/S-QBdkdPbRI/AAAAAAAAAYc/Gds9rp2-E0o/s1600/brick.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 299px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/S-QBdkdPbRI/AAAAAAAAAYc/Gds9rp2-E0o/s400/brick.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468497455048781074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Eu devia aprender a dizer não em certas ocasiões... Me meteria em bem menos situações embaraçosas simplesmente exercitasse mais a minha falta de sociabilidade. Mas seguindo a máxima do Jim Carrey, dizer não pra tudo quer dizer não viver as opções que tem pra se viver. E foi justamente em um desses momentos em que eu queria muito ter dito não, é que inspiração para começar a escrever me veio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Era uma lanchonete meio engraçada esta. Tinha uma decoração meio mambembe e infelizmente, não tinha serviço. Sentado na minha frente estava Eduardo, tentando fazer um garoto de quatro anos ficar parado por cinco minutos, como se fosse possível. O garoto corria e mexia nas coisas com aquela típica curiosidade infantil. Com a brincadeira, o menino deixa o catchup cair da mesa e sujar tudo. Então ele dá a volta para ficar de frente a sua obra de arte, me olha com seus olhos azuis gigantes e mostrando seus dentes de leite dá aquele sorriso desconcertante de quem sabia que tinha feito besteira. Eduardo limpa o menino de um jeito quase paternal e diz para ele ir atrás do ‘tio Lu’.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;“Desculpe, esse menino sempre faz bagunça”&lt;/i&gt;, disse ele meio sem graça enquanto tentava achar alguém para limpar a sujeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;“Ah, não, não tem problema... Criança é assim mesmo e não me sujou.[...] Ele se parece bastante com você...”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Ele riu largamente como se tivesse ouvido algo que sempre dizem pra ele. &lt;i&gt;“ah, bom pra ele. Ainda bem que não é bom ser parecido com os pais, aí sim seria ruim... RS... eu sou só o padrinho, a mãe dele está vindo buscá-lo...”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;“ah, desculpe, eu só...”&lt;/i&gt; não deveria nem ter vindo, pensei... &lt;i&gt;“er, eles estão demorando não?”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;“é, acho que foram fabricar a bebida. [...] Como você e o Luis se conheceram?”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Havia pouco tempo que conhecia Luis. Ou muito tempo. Sabe, eu e ele já tínhamos estudados juntos em um colégio religioso, mas por sermos de séries diferentes nunca nos falamos apenas ficávamos nos esbarrando e olhando um para o outro com aquela cara de ‘já-te-vi-em-algum-lugar’ até começarmos a nos esbarrar na faculdade e aí sim começarmos a conversar. De certa forma acho que esta história toda não ia interessar a ele então me limitei a dizer &lt;i&gt;“de vista na faculdade... rs”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;“Não sabia que estudava lá... Estou quase me formando. Mas qual o seu curso?”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;“Pelo tempo que a gente esperou na fila esta bebida tem de estar realmente boa”&lt;/i&gt;, disse Bruno chegando com as bebidas junto com Luis, antes que eu pudesse responder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Com os quatro sentados começaram as conversas completamente aleatórias, na qual me contive a sorrir e virar copos. Não tinha idéia de porque tinha sido arrastado para ali, mas estava achando aquela situação o cúmulo do bizarro. Eu explico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Há pouco mais de um mês, eu e Bruno estávamos juntos. Até que ele decide que não devemos ficar mais por motivos aleatórios que ainda não consegui entender e terminamos. Íamos fazer um ano e quatro meses e estávamos fazendo planos. Tínhamos um pouco desgaste, é claro, mas não se pode esperar que seja primeiro mês de namoro pra sempre, não? Aí eu fico na merda, sofro um pouco, vejo filmes depressivos e volto à vida normal. Então, no meio de uma semana de aula daquelas Luis diz que precisa da minha ajuda e pede para eu encontrá-lo ali onde o meu ex e o ex dele, que agora eram namorados, marcaram de se encontrar como se todos fossem velhos amigos. Isso definitivamente era perturbador na minha cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;O bom é que eu realmente não precisava falar nada já que com meia dose de qualquer coisa o Lu consegue falar por uma mesa inteira. Mas a situação não deixava de ser incomoda. A conversa girava em volta de uma viagem a Curitiba que – mais uma coincidência – todos íamos fazer em julho, mas em semanas diferentes. E no meio das historias de bebidas que esquentam e o que se pode usar com polainas, eu me afundava cada vez mais esperando a deixa para sair dali.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;“Marcos, tem algum problema? Você ta tão quieto...”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;“Não, eu... Desculpem, mas acho que eu vou partir... Tenho algumas coisas pra fazer e...”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;“Eu vou com você!”&lt;/i&gt;, se precipitou Luis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Nessa hora tive certeza de que aquele encontro era tão bizarro pra ele quanto estava sendo pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;“É melhor todos irmos também, meu bem...”&lt;/i&gt;, disse Eduardo para Bruno, sacando o celular para tentar encontrar a mãe do menino.  &lt;i&gt;“a Karine já devia estar aqui para levar ele...”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Vendo as despedidas, o garotinho sai correndo e se aperta nas pernas do Luis. E ficou abraçado como se tivesse se despedindo eternamente. Foi meio triste na verdade, então Luis percebendo se abaixou para falar com ele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;E então eu pude encará-lo.  Não sabia o que deveria sentir ou dizer ou fazer, mas me pareceu natural procurar os olhos do Bruno. Onde foram parar aqueles olhos que me deram esperança? Não, não procurava o cara que esteve comigo no ultimo ano, mas qualquer coisa, qualquer pista que pudesse me relacionar. E não sei explicitar o que vi, mas tive a impressão que ele também estava procurando essa esperança. Foi então que percebi. Por mais que meus sentimentos por ele ainda estivessem ali, não havia ação a ser tomada. Não havia palavra de consolo boa para me fazer esquece-lo, não havia declaração apaixonada capaz de trazer o passado de volta. Não éramos as mesmas pessoas que tinham se apaixonado. Não sei o que levou ele a não querer lutar mais por nós, e mesmo que tudo o que ele tenha me dito sobre isso seja falso, ele já tinha decidido seguir em frente com Eduardo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Não sei se isso te parece confuso ou se deveria me explicar mais, mas no segundo em que nossos olhos se encontraram - e que pude ver que o mesmo aconteceu com Eduardo ao telefone e Luis com o garoto - percebi a ironia de nós quatro naquele lugar, desejando algo que não vai voltar. E sinceramente, este carrossel de emoções não é o que eu quero pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;‘I was so blind&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;I could not see&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Your paradise&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Is not for me’&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Paradise (not For Me)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Recomeço é o meu tema  aqui no Crônicas. Ainda não sei se vou aderir as temporadas como o Luis fazia, mas certamente terão algumas novidades por aqui. Meu dia de postar é sempre às sextas-feiras e queria saber de você não só o que a achou do texto, mas o que acha do blog em si, coisas legais, coisas que podiam mudar, enfim obrigado pelos comentários e até a próxima semana!&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Marc&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-3739972344524397778?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/3739972344524397778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2010/05/nos-olhos.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/3739972344524397778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/3739972344524397778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2010/05/nos-olhos.html' title='Nos olhos'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/S-QBdkdPbRI/AAAAAAAAAYc/Gds9rp2-E0o/s72-c/brick.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-1311523490476606394</id><published>2010-04-30T11:52:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.436-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marc'/><title type='text'>Mais cinco minutos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/S9suyIz9rYI/AAAAAAAAAYU/0rJzLZ7D-Kc/s1600/unconditional-012.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 286px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/S9suyIz9rYI/AAAAAAAAAYU/0rJzLZ7D-Kc/s400/unconditional-012.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466014011638001026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Ta tudo errado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Cinco e trinta e cinco não é uma hora humana para se acordar, é um pesadelo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;O despertador no alto do seu estridente alarme é apalpado de todas as maneiras para que se cale. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Mais cinco minutos de semi consciência em que se deseja se rebelar contra tudo simplesmente fechando os olhos. Fodam-se os compromissos e as pessoas que dependem de mim, minha cama é o meu mundo agora. Por cinco minutos apenas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;É assim que se entra em parafuso. É assim que se esquece quem é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Passo por passo vou pegando coisas no chão que possam me dar uma pista do que eu tenho de fazer hoje.O tempo do lado de fora é medido de forma diferente. Enquanto um sapato é colocado, minha cabeça já fez mil cálculos. Como começar? Como explicar o que parou? Porque deveria me importar? A casa não é minha, o espaço não é meu e a vontade eterna de recomeçar é apenas outro meio de dizer que tudo está uma merda, o que a esta hora da noite eu não posso dizer se é verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Se você me conhece da vida real, provavelmente vai me deixar passar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Se já me viu em algum lugar online, pensará duas vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Mas se você não sabe quem sou, volte agora. Não tem saída para onde eu quero ir. Mas bem que posso usar a sua companhia. Meu nome é &lt;i&gt;Marc&lt;/i&gt;. Eu sou o novo autor-herdeiro de Crônicas. Gostem ou não, pelo menos é uma continuação...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;“Nº2: Quando algo é bonito automaticamente é verdadeiro.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;James St.James, Party Monster&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-1311523490476606394?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/1311523490476606394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2010/04/mais-cinco-minutos.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/1311523490476606394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/1311523490476606394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2010/04/mais-cinco-minutos.html' title='Mais cinco minutos'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/S9suyIz9rYI/AAAAAAAAAYU/0rJzLZ7D-Kc/s72-c/unconditional-012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-38384565172254829</id><published>2009-10-18T17:38:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.454-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Cafeteria</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Stu3wJoa-pI/AAAAAAAAAYE/Jy-IH8CXxrc/s1600-h/3811380363_83d9f27c28.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 273px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Stu3wJoa-pI/AAAAAAAAAYE/Jy-IH8CXxrc/s400/3811380363_83d9f27c28.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394107016553364114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:Oi, você pode pegar uma colher para mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:Sim, toma. [...] Ta tudo bem com você, Luis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:Ta, ta tudo bem. As coisas só andam um pouco agitadas e... quer um pouco de café?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:Não, obrigado... Mas noticias suas seriam legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:Nossa, não sabia que sentia tanta falta assim de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:Não sinto. Mas costumo me perguntar porque as pessoas somem desse jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:Ah, você sabe... O de sempre... São as mesmas velhas desculpas de trabalho, falta de dinheiro e de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:Ta, isso é o que você responde para os outros. Acho que já conversamos a tempo suficiente para um pouquinho de consideração, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:Ok, ok. Desculpe. É só que as coisas loucas de sempre estão mais loucas que de costume. E devo dizer que minha vida andou ocilando para tal nível de drama, que ia competir com as novelas do SBT – o que não era o meu objetivo. Mas nada que merece preocupação. Por exemplo, Fabio voltou com o Jornalista niteroiense, a qual eu já havia falado. Não sei se vai dar certo, mas o fato é que ele parece feliz e eu só posso aplaudir o relacionamento.[...] Henrique também. Ele ainda está com Rogério, mas não sei bem porque cada dia mais a gente se distancia. [...] Minha mãe decidiu lançar suas memórias e me pediu para ser o revisor. O engraçado é que antes do terceiro capitulo o livro já virou burburinho entre os familiares, com alguns ameaçando de processo e tudo. O que só fez o livro se tornar mais e mais interessante. [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:Não esquece de me mandar uma cópia. Mas até agora você só falou dos outros. E você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:Eu? [...] Bem, eu ainda estou um pouco confuso sobre muita coisa. Tinha parado de postar porque estava experimentando coisas novas. Um pouco de ilustração, um pouco de musica, fotografia. E acabei me perdendo nisso tudo. [...] Eu e eduardo fizemos oito meses semana passada. E eu fui para São Paulo. Sozinho. Não foi por opção, mas meio que virou uma crise entre nós. Mas não é nada demais. Nada que possamos solucionar. Mas tenho de dizer que aquela cidade mexeu comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:Ah, não... Vai me dizer que aconteceu ‘alguma coisa’ lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:Se esta me perguntando se eu traí o Eduardo eu digo que não, não aconteceu. E não tem nada a ver com isso. Acho apenas que fiquei deslumbrado com o que vi. E olha que eu não vi muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:Então é um carioca considerando virar paulista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;: Não me entenda mal. Eu conheci pessoas e lugares com o estilo de vida que eu gostaria para mim. E apesar de achar que as Olimpíadas não vão ajudar nada a cidade, eu ainda amo muito o Rio. Tem pessoas e lugares aqui são insubstituíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;: Você realmente é confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;: Pois é. É unânime. Mas ainda estou vivo e com muito o que fazer. [...] É só não esquecer de mim que eu volto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-38384565172254829?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/38384565172254829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/10/cafeteria.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/38384565172254829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/38384565172254829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/10/cafeteria.html' title='Cafeteria'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Stu3wJoa-pI/AAAAAAAAAYE/Jy-IH8CXxrc/s72-c/3811380363_83d9f27c28.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-3556953813489520161</id><published>2009-08-17T03:28:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.467-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Indefinição certa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SomA5RbRGeI/AAAAAAAAAX8/FKe9V10DeoM/s1600-h/20090108180647.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 226px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SomA5RbRGeI/AAAAAAAAAX8/FKe9V10DeoM/s400/20090108180647.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370965752034695650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Just do it&lt;br /&gt;Because you want it,&lt;br /&gt;Not because you saw it.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copacabana Club em Just Do It&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe uma infinidade de livros, filmes, músicas e blogs que tentam descrever o amor. É o assunto preferido de todos os tempos a ser contado pelas pessoas. Há os que preferem o lado onírico das relações platônicas, com paixões intensas, cavalos brancos e cartões de crédito sem limite. Outros apenas gostam da boa e velha sacanagem. E quando muita gente fala sobre a mesma coisa dificilmente elas entram em conceito. Há os que encontram o amor na fila do pão, há os encontram nos dark roons. Há os que vivem se esbarrando sem nunca sossegar e ainda os que nunca o vão encontrar. Mas mesmo os que já tiveram a decepção do primeiro amor ainda esperam uma historia romântica vinda depois de muita superação pessoal, falas piegas e potes de sorvete. Afinal, qual é a graça da vida sem uma batalha final, sem obstáculos intransponíveis e muitas montanhas para escalar? Mas o que você faz depois de vencer a batalha? Onde você guarda suas armas? Onde você guarda sua vontade de subir quando chega no topo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que eu sentia falta da vida de solteiro. De sair com os amigos para falar mal dos ex namorados, tomarmos umas cervejas e sairmos para a noite; de todo o jogo de sedução que pode rolar: das cantadas baratas dos caras bonitos que não precisavam dizer um oi às cantadas dos caras que mesmo se dissessem tudo não iam levar nada; de paixões descartáveis e de quebrar corações.[...] Isso hoje parece tão distante. Mas o namoro não muda tudo. Não. Passa-se apenas a fazer trocas. Programas a dois são mais interessantes e existe a tentativa de conciliar os espaços na agenda com os amigos [&lt;span style="font-style: italic;"&gt;coisa que eu ainda não consigo fazer direito, fato.&lt;/span&gt;]. Assim, o que antes era divertida agora parece distante e estranha. A noite, por exemplo, perde sua função, já que só se sai para beber e ouvir musica coisas que se pode plenamente fazer em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sol_h9_Pf4I/AAAAAAAAAX0/QIMbIJTnKsg/s1600-h/frat3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sol_h9_Pf4I/AAAAAAAAAX0/QIMbIJTnKsg/s400/frat3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370964252168257410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um sábado a noite de uma semana conturbada de trabalho. Saio às 18 horas e ligo para Edu. Ele havia sido convidado para um brunch metido a coquetel em um clube na praia e estava saindo de lá naquela hora. Mesmo cansado, saímos para comer no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uno Duo &lt;/span&gt;no centro e decidir o que iríamos fazer. Ele queimado de praia, eu com olheiras profundas. Que casal encantador. Os meninos iam para uma festa no Cine Ideal,que só valia a pena por ter bebida liberada, e tinham colocado nossos nomes na lista. Por um momento pensamos em ir e então partimos para Copacabana. A praia a noite era inspiradora e pareciam que ate as musicas nas rádios contribuíam para uma noite agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Lu, hoje tem Ultra Love Cats também, sabia?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Sei... Colocaram nossos nomes lá também. Mas acho que seria sacanagem irmos para lá e não termos ido para o Cine.”&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É, eu sei... Não ia querer entrar também, to meio cansado. Mas bem que poderíamos dar uma passadinha na frente antes de irmos para casa, não?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia algo de masoquista naquilo, mas fazer uma social nunca fez mal a ninguém. Achamos Laura saindo de um bar. Laura era uma caloura minha, mas que já conhecia anos antes da faculdade. Era uma party girl completa e estava planejando a sua própria festa. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Vai ser foda! Só vou chamar gente conhecida...” &lt;/span&gt;Obviamente ela cantou a gente para entrar na festa, mas já estávamos de saída. Bebemos uma com ela e pagamos a conta. Mas havia algo no sorriso dela quando contava da loucura da festa da noite anterior que me fez lembrar da minha época de festas nonstop. Quando foi que me perdi de mim mesmo? Por que deixei de freqüentar os lugares e falar com as pessoas? Ali eu era um peixe fora d’agua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessamos a rua e encontramos mais pessoas da faculdade. Luan fazia cena com seu cabelo novo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Como assim você não vai entrar?!?”&lt;/span&gt;, espantou-se. Saímos a francesa e fomos para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Você sabe... Eu não gosto muito do Luan...”&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não gosta?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não é ódio. É só porque... sei lá, ele me dá um sentimento que não sei explicar. Ele é simpático, mas não posso deixar de sentir pena dele e dos amigos dele...”&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Olha, de certa forma eu ate te entendo [ate pelo fato de já ter ficado com o Luan], mas porque &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pena&lt;/span&gt;?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não sei... De certa forma eles fazem parecer que a noite é como uma droga que apenas injeta a felicidade que ele precisa para continuar sua infeliz vida.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não soube direito o que dizer. Na conversa ficou subentendido que aquilo era ruim, mas que não sabemos o dia de amanha em que nosso relacionamento pode acabar e teremos de estar de volta na pista. E era sempre assim quando conversávamos e um assunto respingava em nós. Havia sempre o que ficava subentendido e eu não sabia o que dizer. Me disseram que amor não era um sentimento, mas  uma habilidade. Habilidade que precisava ser trabalhada, aperfeiçoada. Por isso, mesmo neste caminho de duvidas eu escolhi continuar. Não era questão de desistir ou seguir em frente, amar ou não, mas de simplesmente não tentar definir algo que ninguém ainda conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para ouvir depois de ler: Florence and the machine - I'm not calling you a liar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-3556953813489520161?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/3556953813489520161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/08/indefinicao-certa.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/3556953813489520161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/3556953813489520161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/08/indefinicao-certa.html' title='Indefinição certa'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SomA5RbRGeI/AAAAAAAAAX8/FKe9V10DeoM/s72-c/20090108180647.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-216657821735690602</id><published>2009-08-10T03:59:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.481-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Vinte um</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Eu não sou tão triste assim,&lt;br /&gt;é que hoje eu estou cansada."&lt;br /&gt;Clarice Lispector&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SoAEOtEYDDI/AAAAAAAAAVM/7z5Lbt_wepE/s1600-h/20081031231418.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 391px; height: 179px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SoAEOtEYDDI/AAAAAAAAAVM/7z5Lbt_wepE/s400/20081031231418.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368295406488259634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Depois dos vinte um os anos voam, meu filho. Já você pisca e tem 30 anos. Já, já tem cabelo branco. E já sabe que se precisar dividir tinta para cabelo pode contar comigo.”&lt;/span&gt; Disse minha mãe, depois de contar parabéns algumas horas antes. Vinte e um anos. Vinte e um anos e o que para esperar? Nessas horas a gente sempre se pergunta se chegou ao ponto que gostaria estar. E vê que não chegou nem na metade e que apenas está ficando velho. Velho. Velho. Odeio fazer aniversário. Pior que nem sempre eu odiei. Existiu uma época em que eu gostava dos presentes que ganhava, da festa e das pessoas, mas isso tudo se perdeu. Acho que foi quando minha própria vida começou a me sufocar. Mesmo com a gripe suína aumentando minhas férias, eu ainda assim não tive um dia de descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone toca pela quarta vez e eu ignoro. Já sei que é o Henrique. Já sei que ele vai querer que eu arrume alguma coisa para comemorar o meu aniversario. Mas não quero. Já comi o bolo em casa, já ganhei um casaco novo e tenho certeza de que não vão me dar nada para ir para lá. Na sexta vez, eu atendi. Pizza, bolo e cerveja. Com pessoas interessantes tende a ser um bom programa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Luis, tem uma festa em Botafogo que dá vip de graça para aniversariante e um acompanhante. Colocamos o seu nome e do Edu lá, porque não vai com a gente?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte chequei na internet e meu nome aparecia em pelo menos três festas neste mês sem que eu soubesse. No banco de trás de um carro seguimos para lá. Rindo, bebendo, cantando. Uma decepção ao chegar e ver a festa merda que era. Antes da uma da manha tossi minha ida para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Amor, é o seu aniversario. Vamos passar a noite juntos?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consenti. Edu, assim como meus amigos e meus leitores daqui, têm tido muita paciência comigo. Muitas vezes é por causa de trabalho, muitas vezes é por minha causa mesmo, mas já peguei o costume de desaparecer da minha própria vida as vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro e quarenta e cinco da manha. O chão gelado do banheiro de motel parece feito de gelo puro quando não se está vestindo nada. Eu termino de fumar escondido aquele cigarro que deixei no fundo da mochila para que Edu não veja e entro no chuveiro. A água parece mais do que só me lavar, ela me deixa mais leve. O outro há muito dormia e nem reparou que havia saído. Eu não sei como ele conseguia dormir. Era desconfortável, era frio, era até sujo. Mas pelo menos não era solitário. Mesmo assim não conseguia dormir. Era meu aniversario e o cigarro não era a única coisa que eu tinha escondida do meu namorado. Parabéns para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[continua]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;Para ouvir depois de ler: Imogen Heap - Canvas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-216657821735690602?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/216657821735690602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/08/vinte-um.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/216657821735690602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/216657821735690602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/08/vinte-um.html' title='Vinte um'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SoAEOtEYDDI/AAAAAAAAAVM/7z5Lbt_wepE/s72-c/20081031231418.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-4998308485874442633</id><published>2009-07-11T10:43:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.494-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Brasil, um país de todos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cabeça está em parafuso. Sabe quando a bagunça do seu quarto se mistura com a bagunça da sua vida e tudo parece tão fora do lugar, tão desarrumado, tão errado que tudo o que quer fazer é gritar e fechar os olhos na esperança que tudo aquilo suma por si só? É isso. Mas nada some se você só gritar e fechar os olhos. Neste caso você só tem duas coisas a fazer ou arregaça as mangas e faz você mesmo ou paga para fazerem para você. E para isso eu tenho Maria. Maria é a empregada que todo final de semana vem para limpar minhas coisas. No começo ela levava um susto quando chegava no meu quarto, onde também trabalho, mas hoje acho que já está acostumada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tomava um café e reclamava de ter acordado 6 da manha em um sábado para terminar uma ilustração, ela começou a contar a historia dela. No interior de Minas, de onde ela veio, as pessoas acordavam às três da manha para trabalhar na roça o dia inteiro, não serem pagas e viverem exploradas por fazendeiros. Ela já tinha seus 60 anos e não se arrependia de ter saído de lá aos quinze anos para trabalhar no Rio. Ela não teve estudo e sempre trabalhou como empregada. Hoje tinha duas filhas, ambas em faculdade. É uma historia comum se tiver pensando em novelas da Globo, mas para mim foi estranho olhar para uma personagem da vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um cotidiano em que a cada momento coisas novas no mundo acontecem e você tem de estar atualizado, onde toda a informação é rápida, vital e precisa ; era estranho me ver de frente do Brasil antigo que me foi ensinado no colegial. A vida hoje gira a 100 por hora todo momento e esquecemos que fora da cidade grande ainda existe um Brasil arcaico, onde coisas como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“voto de cabresto”&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“trabalho semi-escravo”&lt;/span&gt; são coisas que são presentes na vida de muito brasileiro. E em uma semana onde funeral virou show mundial e a discussão política do momento é se um presidente olhou ou não a bunda de uma mulher, a pergunta que bate mais e mais na minha cabeça é que tipo de mundo é esse que está se formando? Sabemos em tempo real o que está acontecendo a quilômetros, mas não vemos os problemas do nosso próprio país? Que tipo de pessoa é o brasileiro que lê religiosamente o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;twitter &lt;/span&gt;para esquecer o quão quebrado e vergonhoso é o seu próprio país? E quem sou eu, Luis, no meio de tudo isso? O mico do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“#forasarney”&lt;/span&gt; mostrou o quanto nós somos imaturos em questão de administrar o nosso país, porque não gostamos de quem está no poder, mas não fazemos nada contra ele a não ser pedir ajuda para quem nada pode fazer. Acho que é bom vermos a tecnologia a nosso favor para conhecermos pessoas novas e nos divertirmos, mas se não temos a mesma força de vontade para fazer a diferença, para promover coisas boas, para arrumar nosso próprio país como podemos reclamar dos direitos pessoais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vi a bagunça era maior do que a própria Maria podia arrumar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-4998308485874442633?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/4998308485874442633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/07/brasil-um-pais-de-todos.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/4998308485874442633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/4998308485874442633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/07/brasil-um-pais-de-todos.html' title='Brasil, um país de todos'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-2346409338170161445</id><published>2009-07-03T17:43:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.512-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Mesure your life in love</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;“No girl should ever forget that&lt;br /&gt;she doesn’t need anyone&lt;br /&gt;who doesn’t need her.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marilyn Monroe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sk6oMJi70cI/AAAAAAAAAU0/lCQs3KKg3_4/s1600-h/z03.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 301px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sk6oMJi70cI/AAAAAAAAAU0/lCQs3KKg3_4/s400/z03.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354401933664440770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um amigo que lê o blog me ligou e disse que recomeçar falando que ia recomeçar era uma puta sacanagem. E é. Mas as coisas aqui ainda não estão no seu devido no lugar. Sobram papéis espalhados, cartas sem remetente, desenhos sem rostos; nunca que em um mês eu colocaria tudo em dia. Com um ultimo trabalho para fechar o período, eu resolvi me trancar na minha bagunça particular para fechar pelo menos esta pendência. Mas como é solitário o mundo dos livros. Um romance de vez em quando anima os espíritos, mas pesquisas maçantes, analises rasas e desinteressantes são tudo o que você não quer para o final de semana. Vinte minutos depois de fechar a porta do quarto já estava tacando um livro pela janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sk6ooPuhsHI/AAAAAAAAAU8/e4W3GnUEgng/s1600-h/20090123205004.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 339px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sk6ooPuhsHI/AAAAAAAAAU8/e4W3GnUEgng/s400/20090123205004.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354402416360009842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[meu tipo de pesquisa]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E quando toda a pesquisa parece enfadonha apela-se para o guru da falta do que fazer: Orkut. Felizmente para mim, Fabio tinha deixado um recado pedindo para ligar para ele. Apesar de no momento em que escrevo aqui já faz duas semanas que não nos falamos, considero &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fabio Braum&lt;/span&gt; um bom amigo. Nos conhecemos há um pouco mais de um ano quando ele namorou Henrique, meu melhor amigo. O namoro durou uma semana e quatro dias, mas ele entrou para o grupo desde então. E o tempo só trouxe mais intimidade para falarmos de nossos casos. No caso, ele ainda estava mal por ter acabado o seu relacionamento com Marcos, o jornalista niteroiense. Na minha sincera e cruel opinião o menino era, de longe, o espécime mais desprovido de beleza a passar pelo currículo amoroso de Braum, mas eles pareciam se entender e Marcos conversava bem. O caso deles ia para segunda semana, a semana decisiva para o Fabio, quando em uma festa ele recebeu um presente de dia dos namorados atrasado de um ex que não sabia que era ex. Marcos obviamente ficou puto, deixando a festa para não brigar com o namorado e deixou também o caminho livre para o outro, que acabou sendo mais um idiota-querendo-impressionar-um-cara-com-dinheiro. Antes de mais nada devo pontuar que não tenho nada contra caras com dinheiro querendo se mostrar, mas daí a achar que com um drinque e uma caixa de ferreiro rocher podem nos levar para cama estão muito enganados. É preciso pedir por favor. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;[Mentira, não é tão fácil assim] &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Moral da historia:&lt;/span&gt; Marcos viajou para Campinas para esquecer Fábio e está lá ate hoje. Fabio por sua vez se voltou para a única coisa que era fiel a ele: o seu trabalho. Passou pela fase “odeio todos os homens”,  “o que eu fiz de errado” e “bem feito pelo diploma dele não valer de porra nenhuma” nos primeiros cinco minutos de “All by myself”, que ele sempre coloca como um ritual Bridget Jones pessoal, sendo que a personagem do livro tinha 30 e tantos anos e ele, 18. O drama não durou muito também, porque depois disto sua chefe encheu a mesa com a programação do Viradão Carioca que queria dizer que para terminar tudo aquilo a tempo ele teria que fazer um viradão no trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma hora em que chorava lagrimas e venenos com Braum, Eduardo, meu namorado,  estava em um restaurante com Sabrina, sua melhor amiga desde o fundamental. Sabrina era uma dessas novas lésbicas, que tem os dois pés bem firmes no armário, na cabeça os sonhos de ‘&lt;span style="font-style: italic;"&gt;felizes para sempre&lt;/span&gt;’ com o primeiro caso de balada e o discurso de que ‘&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ainda pode ficar com homens’&lt;/span&gt;, mesmo já tendo abolido da vida esta possibilidade. Ela bebe um gole de chopp e segura a mão do amigo. Falava da ironia da vida em voltar para o mesmo ponto, de que ninguém queria nada com nada, que ia cair na putaria e blarblarblar. Como todo mundo que se descobre mas não quer sair do armário, Sabrina era adepta das salas de bate papo. Foi lá que ela conheceu Augusta. Depois de dois encontros em festas de meninas e lugares duvidosos, elas começaram a namorar. Nós quatro já havíamos almoçado juntos e no segundo que coloquei os olhos na outra eu pensei que aquilo não ia acabar bem. Sabrina era elegante, inteligente e estava deslumbrada com a primeira namorada. A outra era uma caminhoneira bronca, desbocada e tinha aquele problema de auto afirmação de que precisava dizer aos quatro ventos que era sapatão. Eu não via nada de casal ali, mas preferi não comentar. Afinal, era amiga do Edu. Semanas depois desse almoço, Augusta pediu um tempo porque estava chateada com ela sem motivo aparente e porque estava tendo problemas em casa também. E assim que desligou o telefone decidiu que ir para a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Week&lt;/span&gt; com os amigos era o que precisava para afogar as magoas. Tudo bem que se ela foi para a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Week&lt;/span&gt; mesmo ela não ficou com ninguém, pois alem dela não ser muito atraente aquele lugar é conhecido por ter 25 homens gays descamisados para uma mulher que invariavelmente era a garçonete. Mas a sacanagem estava feita. Então Sabrina chorava com Eduardo o triste fato de se ver novamente solteira e sozinha e o amigo nada podia fazer para consola-la a não ser pedir mais uma porção de batatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do dia, depois de concluir a minha pesquisa, encontrei com Edu em um bar na praia. Ele me contou que estava preocupado com Sabrina pelo seu pessimismo com a vida, que parecia para ela que a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;solteirice era sinônimo de solidão&lt;/span&gt;. O que me fez lembrar da ligação de Fabio e das mensagens posteriores dizendo o quanto estava se sentindo sozinho. Os dois eram bonitos, inteligentes e absolutos, mas então porque estavam tão assombrados com o fantasma da solidão? &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Porque gays tem tanto medo de ficar sozinho? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Luis, é complicado. Meu medo é de chegar aos 60, 70 anos e me ver sem familia ou amigos. E família já é difícil já que naturalmente não temos filhos e muitos dos gays são excluídos das suas famílias.”&lt;/span&gt;, disse Edu dando a sua opinião. Eu achei aquilo furada. Se o gay é excluído da família então a família não o ama como ele é. Não que seja uma situação fácil ou confortável para todos aceitarem, mas onde existe amor existe compreensão e, quem sabe, um final feliz. E ter filhos hoje não é nenhum problema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;[mérito que preferimos não entrar porque já tínhamos discutido tudo sobre nossos filhos quando eu fiquei&lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/06/ato-final-gravidez-indesejada.html"&gt; “grávido”&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;]&lt;/span&gt;. Posso estar sendo radical, mas para mim você deve sentir medo da solidão quando você não ama as pessoas. É o tal equilíbrio. Para ser amado, é preciso amar e com isso não quero dizer apenas ao seu companheiro, mas sua família, seus amigos e todos os que cruzarem sua vida. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Amar sem esperar nada em troca.&lt;/span&gt; Então a conversa começa a esquentar. Ele diz que teve amigos que investiu muito e quando souberam de sua opção lhe viraram as costas. Eu digo que eles não estavam prontos e não sabiam amar, mas que um dia poderiam e perceberiam o quanto perderam. E a conversa vira debate e o debate, discussão. Ate que eu paro, seguro o rosto dele e digo “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Olha, seu cabeça dura, eu amo você”&lt;/span&gt; E o beijo no meio do bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Amor, nossa eu acho que tenho de casar com você. Eu ouço palmas quando a gente se beija.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu também, mas acho que não é porque nos beijamos. É a mesa no outro canto do restaurante, ta vendo?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ah, então ta, eu tiro o pedido de casamento. Mas será que as palmas foram para nós?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não deve ser aniversário de um deles.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palmas e assobios eram para nós. A mesa tinha umas seis pessoas, a maioria homens. Eduardo fechou a cara achando que eram homofobos zoando “os viadinhos no canto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Amor, relaxa. E se for? Deixe eles... Deixe os urubus passeando a tarde inteira entre os girassóis.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sk6qljufQQI/AAAAAAAAAVE/v3o7OiFtg00/s1600-h/20090306133505.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 298px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sk6qljufQQI/AAAAAAAAAVE/v3o7OiFtg00/s400/20090306133505.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354404569212207362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ele se acalmou e eu saí para ir ao banheiro. Eu tinha acalmado ele, mas não concordava muito. Não estava perto da Farme, mas era Ipanema, não precisava me preocupar. Certo? Não. Era ruim demais o pensamento de que pessoas te odeiam deliberadamente sem te conhecer e podem faze-lo livremente na internet, na igreja, na rua, naquele bar ou em qualquer lugar. Lavei o rosto e me olhei no espelho pensando em toda aquela conversa e os assobios. É ruim o bastante já termos medo da solidão, medo que assumo que já tive, mas pior ainda é temer quando já não estamos sozinhos. &lt;span style="font-size:130%;"&gt;É muito difícil para o mundo entender dois caras que se amam? E no final a gente ainda tem que ‘escolher’ entre ficar sozinho e triste ou junto e escondido?!?&lt;/span&gt; Não mesmo! Eu sou lindo, absoluto, tenho um namorado gato e não devo nada a ninguém. Quem me ama sabe quem eu sou e os que não me conhecem tem mesmo é de bater palmas para mim. Ajeito o cabelo e saio pisando firme com o meu ego lá em cima para não dar chance para os “homofobos”. Até porque para chegar na minha mesa eu tinha que passar pela mesa deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que quando eu passei um deles me chamou, meio escondido, meio envergonhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Olha, só queríamos falar que vocês dois são muito bonitos juntos. E ainda se beijando em publico! Parabéns!”&lt;/span&gt;, disse um senhor atrás de seus óculos de aro grosso. Logo todos os outros da mesa vieram me cumprimentar. Falaram que acharam demais, tiraram fotos, pediram e-mail. Eduardo, percebendo que eu não voltava foi atrás de mim e ao chegar naquele grupo tão alegre ficou desconcertado por achá-los homófobicos. Eu ria de nervoso, também não esperava por aquilo. O grupo era de sua maioria gay e se reuniam todos os domingos naquele bar para conversar e falar besteira. Inclusive nos chamaram para nos unir a eles. A gente já estava de saída, mas deixamos o nosso contato para sairmos uma próxima vez. E saimos rindo, sem medos do que estava por vir. E de Crossfox.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;*Queria aproveitar e agradecer a galera que comenta, a galera que não comenta mas segue e a galera que não comenta nem segue, mas sempre vem dar uma olhadinha aqui.  Ainda to me organizando, mas daqui a pouco volto com força total respondendo os recados de vocês. beijos, L.C. *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Para ouvir depois de ler: Little Boots – New in town&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-2346409338170161445?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/2346409338170161445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/07/mesure-your-life-in-love.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/2346409338170161445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/2346409338170161445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/07/mesure-your-life-in-love.html' title='Mesure your life in love'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sk6oMJi70cI/AAAAAAAAAU0/lCQs3KKg3_4/s72-c/z03.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-5497159634991450470</id><published>2009-06-28T09:58:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.528-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Rise</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Skehx3S2uNI/AAAAAAAAAUc/XeRgkWEWzHs/s1600-h/welch_michael_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 182px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Skehx3S2uNI/AAAAAAAAAUc/XeRgkWEWzHs/s400/welch_michael_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352424560181819602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"A maquilagem diz-nos mais que o rosto" (Oscar Wilde)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oh, As férias! Às vezes seria interessante se durante a vida pudéssemos dar paradas estratégicas para organizar os pequenos problemas, como quando você a arrumação de armário que sempre é deixada de lado ou quando resolve colocar em ordem os livros e dvd’s na estante. É preciso tempo, um som ambiente muito bom e força de vontade para não deixar a arrumação pela metade. Não foi bem por isso que parei de postar. Meus dvd’s ainda estão desarrumados. Acontece que às vezes me dá vontade louca de trocar tudo do lugar, tirar as fotos, de fechar todos os textos mazomenos, de fazer algo diferente ou ser diferentemente igual... É loucura, é TOC, o que seja! Mas depois de um mês sente-se falta, né. E é sempre mais difícil voltar. Não se sabe onde parou, o que já se fez ou o que ainda falta fazer. O mais estranho é como as coisas mudaram neste meio tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fábio, por exemplo. Agora ele dorme no trabalho para economizar tempo. Não nos vemos mais. Ele só sai do escritório para beber na Lapa e pedir a comida pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;China Inbox&lt;/span&gt; – orgulha-se da sua recém adquirida habilidade com os pausinhos. E cada vez mais sente que havia vendido a sua alma,  infelizmente por um preço muito a baixo do mercado. Mas enquanto ocupasse a sua cabeça com trabalho pelo menos ganhava algo em troca. Diferentemente do seu ultimo relacionamento com um jornalista niteroiense, que ocupou a sua cabeça, seu tempo de trabalho e uma gaveta no seu armário para terminar com uma ligação malcriada. Tempos difíceis, mas que iam melhorar. Tinham de melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Henrique figurava o lado oposto. Desempregado, sem faculdade e com um namorado endinheirado. O sonho de todo gay? Não. Mais e mais ele ficava dependente de Rogério. “Vamos sair?” “Não sei, deixa eu perguntar para o Ro.” Foi o final de pelo menos três ligações com ele. Também já estamos há algum tempo sem nos ver. E por mais que ríssemos do seu momento víamos que ele não parecia feliz daquele jeito – até porque a culpa era exclusivamente dele. Era falta de oportunidades,  mas esta situação também ia melhorar. Tinha de melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SkeiqlhJV1I/AAAAAAAAAUk/M86yWqYp6_w/s1600-h/20081228161855.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SkeiqlhJV1I/AAAAAAAAAUk/M86yWqYp6_w/s400/20081228161855.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352425534662465362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não posso dizer que não tenha desperdiçado nada, pois a minha distancia também foi devida a causa de financeiro-amorosa. Na verdade foi uma epifania, um insight de lucidez. Era a saída do trabalho na livraria, quando um colega me dá carona para casa e fecho a porta atrás de mim e faço um jantar e durmo. Isso acontecia praticamente toda a noite mas nesta em especifica ao fechar a porta eu me vi dentro do meu maior medo. Era uma rotina. Não a rotina produtiva, mas a rotina confortável do “é esta é a minha vidinha e estou ok com isso.” As portas dos meus vinte e um anos e eu me vejo ganhando dinheiro com algo completamente diferente do que eu tinha planejado. Não era este o Luis que eu via quando era criança, ou antes de entrar na faculdade. Não era este o caminho que eu queria tomar, então porque eu deixei as coisas continuarem o mesmo rumo? Sei que na ultima temporada havia falado sobre o ensino que lobotomiza e não inspira. Mas quando o rumo que se toma vai em um caminho diferente do que traçou você senta e deixa as coisas rolarem? Bem, eu não. Dá comichão, pinica. Então abri-se um projeto paralelo e fecha-se outro. Tudo para ver a  minha situação melhorar. É a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então sem mais delongas eu volto a vida online com meus posts semanais neste curto-logo post de retorno e apresentando a vocês a temporada 3 deste blog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Skenf7zfPgI/AAAAAAAAAUs/Lq_FkYy6WNE/s1600-h/Praia_leme.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 378px; height: 278px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Skenf7zfPgI/AAAAAAAAAUs/Lq_FkYy6WNE/s400/Praia_leme.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352430849224556034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para quem é carioca, Ipanema não é só um lugar é um estado de espírito. E a minha vizinha tem sido palco de boas historias então nada mais justo de homenagear a ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Para ouvir depois de ler: The Gossip – Heavy Cross&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-5497159634991450470?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/5497159634991450470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/06/rise.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/5497159634991450470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/5497159634991450470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/06/rise.html' title='Rise'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Skehx3S2uNI/AAAAAAAAAUc/XeRgkWEWzHs/s72-c/welch_michael_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-2008736164154963407</id><published>2009-06-02T06:47:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.541-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Ato final: Gravidez [in]desejada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SiVT8qheFAI/AAAAAAAAAUM/a_nL8_Ghohw/s1600-h/unconditional-017.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 286px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SiVT8qheFAI/AAAAAAAAAUM/a_nL8_Ghohw/s400/unconditional-017.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342768834616890370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[ O amor maternal faz-nos ver que&lt;br /&gt;todos os demais sentimentos são enganadores ]&lt;br /&gt;- H. Balzac&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hospitais sempre tiveram um ar estéril para mim. Salas de esperas beges com enfermeiras de jaleco verde lavado e revistas duvidosas disponíveis para os que esperam. O inferno não seria muito diferente. Mas depois de alguns minutos você acaba sucumbindo e pega uma daquelas revistas para não pensar em quanto tempo ainda falta para te chamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta e cinco minutos, duas revistas ‘&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caras&lt;/span&gt;’ e uma receita da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ana Maria Braga&lt;/span&gt; depois meu nome é chamado. O médico, que havia sido indicado pelo meu pai, não era bem o que eu esperava. Dois minutos de conversa e eu já o achava um babaca machista, pois somente um escroto pode começar uma frase com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“As menininhas de hoje em dia...”&lt;/span&gt; quando questionado sobre um possível problema na bolsa escrotal. Calça no chão e o ele faz o seu exame. Ao contrario de alguns filmes pornôs, esta é uma situação extremamente constrangedora, especialmente pela visível cara de nojo do doutor. Ele segura, mexe para cá, brinca com ele e depois lava a mão compulsivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“É, cara, eu to achando que é varicocele, mas só com uma ultra-sonografia para confirmar.”&lt;/span&gt;, disse enquanto secava as mãos. Não sei da onde ele tirou intimidade para falar assim comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Varico... vari.. o que? Bem, eu quero saber  como eu consegui isso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“É genético. E acontece mais ou menos na sua idade... Ainda bem que você veio cedo quando ainda estava começando...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu respiro aliviado&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Que bom... mas qual o tratamento?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu preciso confirmar antes com a ultra, mas o tratamento é apenas operatório.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Operação? E o que acontece se eu não o fizer? Algum risco de vida?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não, mas corre o risco de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;infertilidade&lt;/span&gt;.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenientemente naquele mesmo andar tinha uma ultra-sonografia — com uma taxa extra, é claro. Mas eu nem me importei, pois a ultima palavra do médico ficou retumbando na minha cabeça. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Infertilidade. Infértil. &lt;/span&gt;Do jeito que ele falou não pareceu um diagnostico e sim uma opção. E será que eu iria querer ter filhos algum dia? Mesmo sendo gay e por isso quero dizer que biologicamente eu não posso ter filhos com o meu parceiro, ate o momento procriação nunca foi algo que almejasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai para comer algo antes de enfrentar a fila no ultra-som e enquanto almoçava lembrei que um ex-namorado uma vez me disse que adoraria se seu namorado um dia chegasse para ele e lhe surpreendesse dizendo que esperava um filho dele — se fosse biologicamente possível, claro. Seria um filho do amor deles. Este é um tipo de surpresa que não temos, e juro que quando ele me contou esta historia eu dava graças a deus por não poder engravidar. Mas diante de tudo isso — de filhos de amor, de esterilidade, de almoço... — eu pensei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“e se...'s"&lt;/span&gt; o que não foi muito difícil, pois quando voltei à sala de espera, esta estava lotada de mulheres grávidas e crianças de colo — o que tornou tudo mais perturbador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste ponto que eu paro para dizer o quanto às mulheres são corajosas e abençoadas por poderem gerar vida. Naquele lugar eu via que mesmo a mais pobre e a mais rica tinha uma relação de tanto amor com o filho que é difícil pensar na quantidade de dores que ela sentiu para tê-lo. E dor é algo que nós homens não estamos acostumados. Pelo menos não como elas.  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas e se os homens pudessem ficar grávidos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a minha vez na sala do ultra-som. O lugar se iluminava apenas com a luz da maquina e do banheiro. O técnico me cumprimentou com a cara mais entediada no mundo, o que eu não entendia, já que ele só trabalhava dois dias na semana. Ele me perguntou o problema e pediu a receita do medico. Revirou os olhos lendo o papel e pediu para que baixasse a calça. Calça no chão novamente. Me senti até mal porque nunca um homem foi tão inexpressivo ao me ver pelado. Deita na cama de barriga para cima e besunta-se com um gel gelado. E naquela posição, vendo de soslaio formas fantasmagóricas e impossíveis de se distinguir no monitor que me senti realmente como uma mulher grávida e vou dizer que não senti conexão nenhuma com aquilo. Ainda bem, pois engravidar com vinte anos não ia me fazer bem mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai do exame e liguei para Edu dizendo que tinha saído do ultra-som e que o filho era dele. Ele ficou em silencio por alguns minutos tentando entender o que havia dito ate dizer que quem quer que seja que tinha ligado errado, então eu contei tudo, do médico babaca ao desejo de gravidez. Ele riu. E todo esse pensamento sobre filhos, médicos e gravidez terminou naquela noite, quando passei mal provavelmente por algo que comi no almoço e virei a noite vomitando. O episódio todo me rendeu uma semana de piadas sobre estar grávido. E embora isso tenha passado, eu não ainda não marquei a operação e não sei se vou marcar. Tenho preocupações financeiras maiores agora e isso não vai me matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SiVUi296frI/AAAAAAAAAUU/5ySy6zXXn5o/s1600-h/20090113211215.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 314px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SiVUi296frI/AAAAAAAAAUU/5ySy6zXXn5o/s400/20090113211215.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342769490792447666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Agora eu deixo você. Obrigado por ter me acompanhado, falado, ouvido ou pensado mas fecho a segunda temporada aqui e me dou umas boas férias. Não será muito tempo, mas o suficiente para que tenha muito mais para contar quando voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vocês ainda não se livraram de mim.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beijos, &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;L.C.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-2008736164154963407?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/2008736164154963407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/06/ato-final-gravidez-indesejada.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/2008736164154963407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/2008736164154963407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/06/ato-final-gravidez-indesejada.html' title='Ato final: Gravidez [in]desejada'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SiVT8qheFAI/AAAAAAAAAUM/a_nL8_Ghohw/s72-c/unconditional-017.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-7792854740576033871</id><published>2009-05-23T13:28:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.556-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Ato II: Valores Pessoais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;[ "O medo tem alguma utilidade,&lt;br /&gt;mas a covardia não.&lt;br /&gt;O medo é a maior das doenças,&lt;br /&gt;porque paralisa o corpo e a mente.&lt;br /&gt;Minha força está na solidão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Clarice Lispector&lt;/span&gt; ]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/ShhmTHuGEYI/AAAAAAAAAT0/Sn18C0RnZaA/s1600-h/20090212134602.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 158px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/ShhmTHuGEYI/AAAAAAAAAT0/Sn18C0RnZaA/s400/20090212134602.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339129836923654530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há certas semanas que parecem anuncio do seu inferno astral. É o seu professor que passa um trabalho para o dia seguinte quando no mesmo dia você tem que chegar mais cedo e sair mais tarde do trabalho e não ganhar nada mais por isso. É ter de quebrar as expectativas dos amigos que chamam para sair a um mês e nem para um chopp você sai ou porque está muito cansado ou porque não tem dinheiro mesmo. Ou então é quando aquele cliente pede o absurdo, para um tempo impossível e quer pagar o inviável para a sobrevivência humana e acima de tudo quer que você o faça sorrindo. Não tem como não ficar no mínimo perdido entre as informações, lições de moral e picuinhas de menor importância que a todo o momento tiroteiam na cabeça. O que dói mais nisso tudo é a falta de reconhecimento alheio. É a vontade de gritar “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hey, tem sangue, suor e lagrimas saindo aqui! E a humanidade, onde fica?”&lt;/span&gt;. Mas aí que se pára e pensa: quando foi a ultima vez que demos valor as pessoas que te ajudaram. ... Então, pois é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tantos alvos. Tantos erros. Tantos acertos. Tanto que deveria ser dito e o que não devia se dizer. Tanto o fazer antes do sol se pôr ou depois que ele nascer. Tanto, tanto que a insegurança cria um mundo de pensamentos intrusivos que giram e giram e, pasme, em geral nasce de um ponto pequenininho que você achou que nem ia te fazer mal. E como havia dito no ultimo post, o meu era bem pequeno mesmo. Meio centímetro de diâmetro aproximadamente, acima do testículo esquerdo. E no meio daquele turbilhão escrito ali em cima tudo o que eu queria era jogar tudo para cima e ficar só. Muito Greta Garbo, mas sabe que sempre gostei de um drama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha ligado para o medico, mas ele só poderia me receber no final da semana seguinte o que me deixava com 9 dias inteirinhos para pensar nos mais variados diagnósticos para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“isto” &lt;/span&gt;[foi como eu passei a chamá-lo]. A primeira coisa que se pensa é em DST. É inevitável. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Será que foi naquela vez que não usei camisinha? Será que não sei me proteger? Será que passei para o meu namorado ou recebi dele? (...) &lt;/span&gt;Aí entram os pensamentos conseqüentes. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Será que se contar para alguém ele vai pensar que sou um “gay promiscuo”? Porque essa é a imagem que as pessoas tem. Será que minha família pensaria isso? E minha mãe? E o meu namorado? (...) &lt;/span&gt;Então, recorre-se aos santos. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Dr. Drew naquele programa de sexo no Multishow, o Google, A Vida do Bebê do De Lamare, Discovery Channel, Health Channel, History Channel(...). &lt;/span&gt;E com as pesquisas eu me acalmo, pois não estava com nenhum sintoma a não ser “isto”. Havia certo desconforto, mas nada de pus, feridas, gânglios ou tosse [sempre que tem uma doença terminal nos filmes pode apostar que tem tosse]. Com isso, o fantasma da DST tinha ido, mas comecei a pensar no grande C. Tudo bem que o mais perto da medicina que cheguei era ver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dr. 90210, E.R. &lt;/span&gt;e&lt;span style="font-style: italic;"&gt; House&lt;/span&gt;, mas acho que eles me dão embasamento suficiente para suspeitar que era o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Grande C&lt;/span&gt;. É sempre culpa dele. Comecei ate a tossir depois disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Shhm5PqX8ZI/AAAAAAAAAT8/_YPRLla9p3Y/s1600-h/2562100405_374246e1be.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 203px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Shhm5PqX8ZI/AAAAAAAAAT8/_YPRLla9p3Y/s400/2562100405_374246e1be.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339130491890561426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“E o Eduardo, como reagiu a isso?”&lt;/span&gt;, perguntou minha mãe depois que contei para ela, entre a vergonha e a repetição contínua que eu tinha me prevenido e não tinha chance de ser DST.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu ainda não contei a ele.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Meu filho... Não precisa se preocupar, se você diz que se preveniu e que não tem nada demais então pode ser outra coisa, né...”&lt;/span&gt; Disse esticando o olho como quem diz ‘se é para contar algo então conta agora’ &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Se acalme. Você já marcou o médico. Mas talvez seja bom comentar com ele, pois se ele pode ter a mesma coisa... fora que é um bom teste para vocês. Que “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;isto&lt;/span&gt;” seja uma besteira: será que o namoro de vocês resistiria a uma doença?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, como se eu não tivesse dores de cabeça suficiente. Para quem já estava com pulgas atrás da orelha, o que é mais uma, não é mesmo? Adoro quando minha mãe faz isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então no dia seguinte marquei com ele na praia para conversarmos, onde definitivamente eu não iria entrar pois odeio areia, mas que gosto de me acalmar olhando o mar. Cheguei uma hora antes e fiquei a olhar o horizonte. A brisa marinha sempre me inspira. E começo a pensar em formas e maneiras de contar para ele com a clara idéia de que na hora h esses ensaios seriam inúteis e iria falar algo completamente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chega ofegante pela calçada contando que conseguiu se perder no curto caminho entre General Osório e o posto 9. Estava com uma roupa meio de surfista e havaianas, completamente in no ambiente praiano e eu de camiseta e calça jeans visivelmente não pertencendo aquele lugar. Sentamos em um quiosque, pedimos algo e começamos a conversar. Ele ficou um tempo em silencio depois que contei. Bebeu um gole de água de coco, me olhou e disse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ok, Luis. Eu tinha te notado um pouco distante, mas pensei que fosse por causa do seu trabalho. Pelo que esta falando, “isto” pode ser varias coisas, meu bem. Acho improvável que seja o... como foi que falou? O grande C? É isso... Dificilmente é câncer, mas também não deve ser DST. Sai lá, acho que você pode estar preocupado a toa. Já marcou o medico, não foi? Então relaxa e vamos curtir a praia.” &lt;/span&gt;A resposta carpe diem dele realmente me fez curtir mais o dia, mesmo que no dia seguinte ele tenha vindo com uma lista de possíveis diagnósticos que ele tirou dos seus livros de faculdade e da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca se sabe quando estamos entrando em uma prova ou quando estamos colocando os outros em teste. Achar o seu lugar de paz no meio de turbilhões e ver as coisas na perspectiva certa podem ser de grande valia quando se está sob provas, mas é preciso também muita paciência e maturidade para ver os resultados dos testes dos outros. Pode vir a resposta que não espera, a que não queria ou exatamente aquilo que faltava. A única coisa que é certa nessa vida é que nada se passa sem uma razão. Existe um mundo de possibilidades para se escolher, e nada nessa vida é irreversível. A morte, talvez, mas até ela pode ser amenizada. E apesar de não ter mais medo do que pudesse vir, sabia que se viesse o inesperado ou o que não queria eu teria alguém para segurar a minha mão. E acho que poder ter alguém assim, seja o namorado, a mãe ou a amiga e dizer para eles o quanto eles significam é dar valor à esse sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Shhnk8UyQ3I/AAAAAAAAAUE/9BLUGZc4ak4/s1600-h/20090408184106.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 332px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Shhnk8UyQ3I/AAAAAAAAAUE/9BLUGZc4ak4/s400/20090408184106.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339131242613982066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“E então, a gente vai entrar na água, né Lu?”&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;“Awn... não.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ué, mas você me chamou para praia, disse que íamos caminhar na areia e tudo!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“E estamos. Você ta vendo a areia do outro lado do calçadão? Então, estamos caminhando e aquela é a areia!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;¬¬&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[continua]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler:&lt;/span&gt; Regina Spektor - Fidelity&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-7792854740576033871?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/7792854740576033871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/05/ato-ii-valores-pessoais.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7792854740576033871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7792854740576033871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/05/ato-ii-valores-pessoais.html' title='Ato II: Valores Pessoais'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/ShhmTHuGEYI/AAAAAAAAAT0/Sn18C0RnZaA/s72-c/20090212134602.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-6340187345141421149</id><published>2009-05-15T18:49:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.580-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Ato I: Limites Derivados</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[ Eu vim pra confundir, não pra explicar ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Chacrinha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sg4nieRsxcI/AAAAAAAAATk/c4Z6ryd7VF4/s1600-h/3512704889_a04467843c.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sg4nieRsxcI/AAAAAAAAATk/c4Z6ryd7VF4/s400/3512704889_a04467843c.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336246081676953026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Previsibilidade nunca foi algo que gostasse. Sempre achei graça na diferença, no incerto, no errôneo. Fui contrário às convenções e clichês ou sempre os usei do lado avesso. Gosto de pensar que posso tocar o céu ou você, sem nunca saber o quão distante ambos realmente estão de mim. Mas a realidade, dura como pedra, é preciso enfrentar e para se alçar vôos mais altos submete-se a certas convenções. Como os famigerados &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘horários’&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘prioridades’&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘refrigerantes de baixa caloria’&lt;/span&gt;. Ok, não tem problema. Acorda-se cedo, toma café e entra na rotina do trabalho/curso/faculdade e a vida começa a girar na velha roda da fortuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então contra as amarras da fortuna montamos os sonhos. O meu era mudar o mundo. Talvez não o mundo todo, mas pelo menos o mundo de alguém. Com uma palavra, um desenho, uma expressão que fizessem povos se enfrentar, que fizesse verdades caírem, que fizesse o silêncio mais barulhento registrado pela humanidade. Foi assim que escolhi a minha escola de vida. E me decepcionei nela. Não se estuda mais a essência das coisas, mas sim o que será pratico para ganhar dinheiro; não se fala mais de inspiração, apenas de ferramentas de trabalho; paixões passaram a ser cartazes de filmes e amores, produtos de beleza. E o horizonte vai ficando minguado, em tons de cinza mecânico. E em algum ponto as coisas se perdem. Perde a paixão, a inspiração, a beleza. Perde a vontade, o amanha e passa a ser prioridade conseguir mexer no programa de último tipo que vai salvar 10 horas de trabalho manual ou então a comprar um presente em uma data que você nem sabe qual é apenas porque as lojas têm promoções imperdíveis e você não pode perder. E são coisas miúdas, miúdinhas que acabam por fazer da vida algo mazomenos, que dá para levar. Pequenos estímulos e pequenas conquistas. Sem surpresas, porém estável e seguro. E previsível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cotidiano já dormia do meu lado quando tudo começou. E ao acordar tudo o que eu mais queria era ter tempo de dormir durante o banho. Saia de casa rezando para que ainda tivesse dinheiro para ir na faculdade assistir aquela aula chata-porém-importante e esperando o final de semana chegar para descansar mais, mesmo que nunca descanse realmente no final de semana. A faculdade, antes o lugar onde eu estava perto do sonho, hoje era um lugar de chateação, tédio e pessoas nocivas. E apesar de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sartre &lt;/span&gt;dizer que o inferno são os outros, era inegável como aquilo me afetava. Possessão talvez fosse demais, mas um Ebózinho pelo menos tinha de ter. Era como se qualquer centelha de emoção em se aprender se esvaísse no segundo em que pisava lá e tinha de encarar minha turma. E nesse caso o inferno se tornava eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a professora de Tipografia havia definido que éramos uma “turma estranha com gente esquisita”, aspas com dedos. Metade dela eram grafiteiros, com uma parte que já ganhava para comprar os mais caros livros de referência - e acreditem, livros de arte e design não são baratos - e a outra parte se contentava em rabiscar a parede e conseguir um baseado. Na outra metade da turma estavam as meninas cinéfilas, as pessoas alternativas e aqueles que dormiam no fundo da sala. E tinha eu. Pessoalmente eu prefiria as cores do &lt;a href="http://soulstripperr.files.wordpress.com/2009/03/alphonse_mucha_dance.jpg"&gt;art noveau&lt;/a&gt;, conheço pouco de filmes cult, odeio &lt;a href="http://www.latfh.com/"&gt;hipsters&lt;/a&gt; e, na medida do possível, tento assistir as aulas sem dormir. Logo, eu era o ser estranho de lá, mas quando eu não fui? E podem achar engraçado, mas quando tudo começou, éramos todos muito simpáticos uns com os outros. Simpáticos, até nos conhecermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver que pessoas que deveriam saber a diferença entre rótulos e bons conteúdos fazendo picuinhas por causa de estereótipos é a real decepção do lugar. Porque vocês sabem que o amigo é bom quando te traz algo, quando te indica. Me diga com quem andas que te direi se vais fazer sucesso. A união faz a força, mas se tiver problemas já sabemos os culpados. E uma serie de outras lições de hipocrisia moderna vistas no microverso de uma sala de aula onde o papel de gay assumido se torna extremamente difícil se não se quer cair nas graças de um personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aquele garoto que ia mudar o mundo, agora assiste a tudo de cima do muro. Separado de sua turma, entediado com sua vida e com o caminho que ela estava levando. Mas tem coisas que estão além das nossas mãos. Porque mesmo aquele que se submete a rotina está passível de uma surpresa da vida, que pode ser uma festa de aniversario, um bilhete de loteria ou perceber um nódulo no testículo durante um banho antes de dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sg4n1iiJE1I/AAAAAAAAATs/8TZjezwerUA/s1600-h/20080920100630.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 173px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sg4n1iiJE1I/AAAAAAAAATs/8TZjezwerUA/s400/20080920100630.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336246409237173074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente eu não ganhei na loteria e meu aniversario ainda não passou, mas pode se dizer que já não sou mais aquele que estava em cima do muro...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[continua]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler: &lt;/span&gt;Rita Lee – Hino dos malucos&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-6340187345141421149?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/6340187345141421149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/05/ato-i-limites-derivados.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/6340187345141421149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/6340187345141421149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/05/ato-i-limites-derivados.html' title='Ato I: Limites Derivados'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sg4nieRsxcI/AAAAAAAAATk/c4Z6ryd7VF4/s72-c/3512704889_a04467843c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-8424100821702525208</id><published>2009-05-10T09:36:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.594-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Metalinguagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[ Say good bye to the world you thought you lived in ]&lt;br /&gt;Mika&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SgcdIBAAfRI/AAAAAAAAATU/OieMhmwPsnM/s1600-h/seasons.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 175px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SgcdIBAAfRI/AAAAAAAAATU/OieMhmwPsnM/s400/seasons.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334264307188268306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone toca.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Você ainda se lembra de mim, Luis.”&lt;/span&gt;, disse Henrique forçando a voz e tentando não rir, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ah, mande um beijo para Dona Claudia por mim, ok? Agora, você não sabe o que aconteceu ontem à noite...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monossilábico com as respostas, eu ouvia as últimas peripécias de uma noite em que eu mais uma vez estava ausente. Ausência. Ela tem sido algo constante para mim. Ausência com meus amigos, ausência com meus pais, ausência com meu namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ausente comigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive ausente aqui também. Meus últimos textos não fazem sentido nem para mim. Pelo menos não com o que esta acontecendo. Temo que esteja ficando reclamão e amargo demais com as coisas. Mas o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;”Crônicas”&lt;/span&gt; não nasceu para ser um blog de desabafo do seu autor. Ele é brecha entre o autor e o personagem que quer mostrar que nem todo mundo está sozinho nesta terra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ao invés de simplesmente jogar tudo aqui e esperar que o retorno das pessoas dessem alguma luz para os acontecimentos, decidi contar como cheguei aqui da maneira certa, com o espaço para que pare e pense o quanto isto não está distante de você. Porque no final é por isso que esta pagina existe. Abrir um espaço entre a ficção real e a realidade ficcional que aparece todos os dias, sem linhas mensuradas, ponteadas e revisadas, mas com a simples idéia de passar uma idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este deveria ser o primeiro post do blog, mas como na vida acho que há sempre tempo para se reinventar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SgcdngOAXuI/AAAAAAAAATc/OgnTO34I81I/s1600-h/20090213223052.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 246px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SgcdngOAXuI/AAAAAAAAATc/OgnTO34I81I/s400/20090213223052.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334264848144424674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[continua]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para ouvir depois de ler: Midnight Radio – Hedwig and the angry inch&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-8424100821702525208?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/8424100821702525208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/05/metalinguagem.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/8424100821702525208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/8424100821702525208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/05/metalinguagem.html' title='Metalinguagem'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SgcdIBAAfRI/AAAAAAAAATU/OieMhmwPsnM/s72-c/seasons.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-7991439595658425795</id><published>2009-05-02T21:57:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.608-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Um salto de fé por cima da lua</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sf0koPmZZsI/AAAAAAAAAS8/Y8ghxYzM5P4/s1600-h/20090103141622.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 182px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sf0koPmZZsI/AAAAAAAAAS8/Y8ghxYzM5P4/s400/20090103141622.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331457807677482690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;[Don't speak. I know just what you're saying.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O objetivo da viagem era eu não ter um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘nervous breakdown’ &lt;/span&gt;e abstrair os pequenos problemas. A overdose de natureza e incenso fez o seu trabalho e voltei para a cidade grande. Não estava bem, mas parecia bem. Segunda cinza, terça vazia, quarta amarga, quinta ex-plo-são. Eram dias que eu passava dobrando minhas vontades, engolindo a verdade alheia e esquecendo do que realmente importava nessa historia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu&lt;/span&gt;. E se solta os cachorros na frente da família/amigos/patrões. E é uma briga daquelas. Meia noite com gritos de culpados e dedos apontados e ameaças que não seriam cumpridas. E choro, muito choro. O soluço que subia a garganta trazia consigo toda a renuncia, sapo ou mentira que estava dentro e que tinha de sair.  Foi o que estava precisando quando eu estava precisando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sf0kyoa4m_I/AAAAAAAAATE/XfWOpstzWRk/s1600-h/20081031225514.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sf0kyoa4m_I/AAAAAAAAATE/XfWOpstzWRk/s400/20081031225514.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331457986138774514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[Vá atrás da sua voz, menino.]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Abro os olhos, mais leve do que no dia anterior. E cedo, feriado e estou sozinho. Não. Não estou sozinho, tenho coisas a fazer logo cedo é uma questão relativa. Voltar para o trabalho, para minha arte, para minha pintura, minha fotografia, o texto e finalmente a mim. Eduardo, que andou ocupado com trabalhos passa em casa e me acha com duas latas de tintas, uma tela e metade do chão pintado de magenta e amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Achei artístico.’&lt;/span&gt;, ele comenta e saímos depois de eu tomar banho. Não sabia que programa íamos fazer ou o que estava acontecendo de bom na cena, mas sabia que ‘estar fora de casa’ e ‘Eduardo’ eram a base de uma boa sexta a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Hoje tem Maratona no Odeon.’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Hoje tem festa do dj tal na Matriz.’&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;‘Hoje tem aniversario daquela amiga no Sindicato do Chopp.’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos simplesmente seguir o vento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sf0lDruDlAI/AAAAAAAAATM/5evJdZZdc-Y/s1600-h/20090330154017.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 290px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sf0lDruDlAI/AAAAAAAAATM/5evJdZZdc-Y/s400/20090330154017.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331458279082267650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabamos novamente no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;‘Arco Íris’&lt;/span&gt;, com direito a Fabio e seu novo caso de três semanas conosco. Rimos, discutimos, brincamos como uma boa noite deve ser. RENT estava no mp4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘…To jump over the moon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Only thing to do is &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Jump over the moon&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leap of faith.’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas passam na nossa vida todo dia. Mas nem toda historia que se cruza com a sua pode te trazer algo bom. Existem os que só querem te deixar para baixo porque tem vontade. Existem os amargurados, existem os egoístas e até os psicopatas. E por mais sincero/honesto/decidido que você for, esse tipo de gente vai deixar algo com você. Uma lição do que não fazer ou simplesmente te fodem. É a vida. E quando essas coisas pequenas e grandes ficam guardadas fazem volume, fazem mal. O negócio é jogar fora e não se esquecer que existem também aqueles que se importam, que ouvem, que olham no olho. Existe a possibilidade de ser feliz a apenas um salto de distância. Um salto. Um salto de fé por cima da lua.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para ouvir depois de ler: Paolo Nutini – These streets&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-7991439595658425795?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/7991439595658425795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/05/um-salto-de-fe-por-cima-da-lua.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7991439595658425795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7991439595658425795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/05/um-salto-de-fe-por-cima-da-lua.html' title='Um salto de fé por cima da lua'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sf0koPmZZsI/AAAAAAAAAS8/Y8ghxYzM5P4/s72-c/20090103141622.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-1276506953830494494</id><published>2009-04-26T09:34:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.624-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Fugere urben</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Porque protegê-las,&lt;br /&gt;porque ter saudades,&lt;br /&gt;porque amá-las?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;InuYasha&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Oi, boa noite.’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Boa noite.’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Foram vocês que chegaram hoje?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Ah, sim . Vamos passar a semana aqui pelos feriados, sabe.’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Que legal... É a primeira vez de vocês aqui em Visconde de Mauá?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Não, não... Na verdade nós já viemos algumas vezes, mas a última vez faz sete anos, então tudo está  bem diferente para a nós...’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Entendo... Eu e minha família estamos aqui pelo menos três vezes ao ano. Eu adoro a serra e a natureza. E os chalés daqui são ótimos, não?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘É, claro... Bem, já que conhece o local, o que poderia indicar para nós?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘São só vocês dois?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Oh, não, não. Além de mim e do meu marido tem meus dois filhos, Luis Carlos e Luis Augusto... Depois de certa idade é difícil fazer os filhos ficarem junto com você, mas em viagens sempre fazemos programas juntos.’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Eu que sei. Tenho uma filha de 17 que já não viaja mais com a gente. Arranjou um namoradinho e preferiu passar o feriado com ele. Olha, um lugar que acho muito bonito aqui é a Cachoeira da Saudade. É uma propriedade particular logo após do Acantilado que é deslumbrante. Acho que vão gostar. Alias, qual o seu nome?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Ah, desculpe. Nem me apresentei. Meu nome é Claudia.’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SfSopRlRSYI/AAAAAAAAAS0/gVZ9Bx7cLlU/s1600-h/bikes+v.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SfSopRlRSYI/AAAAAAAAAS0/gVZ9Bx7cLlU/s400/bikes+v.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329069686133967234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visconde de Mauá era o refugio hippie onde os meus pais faziam planos de morar quando eu e meu irmão saíssemos de casa e estivéssemos por conta própria. Eu estava tendo uma semana ruim ate que a viagem apareceu como uma chance de não ter um ataque de nervos. Eu tinha pressões no trabalho da livraria, problemas de greve de professores na faculdade e a velha falta de dinheiro que batia a minha porta mais uma vez.Precisava sair para colocar a cabeça no lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro balançava violentamente por causa do chão de pedras e buracos, mas eu estava em outro lugar com o meu mp3 tocando. A paisagem verde passava com suas vacas e cavalos e brejos e de vez em quando eu parava para tirar uma foto e esticar as pernas. Meus pais haviam pego uma informação com um vizinho do hotel sobre um lugar onde, segundo este, o lugar era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘uma linda cachoeira com um bar do lado’&lt;/span&gt;. Babaca. Mas pelo menos era um programa melhor do que ficar no quarto vendo televisão ou procurando uma lan house em uma cidade do interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos ao tal Acantilado há 6 km do local onde nos hospedávamos e pedimos informações. A Saudade ficava a 8 km da onde estávamos. Mas para mim estava a mais. A saudade estava com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Edu&lt;/span&gt;. Tentei ligar para ele, mas estava sem serviço. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como ele estaria sozinho no Rio? O que estava fazendo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Luis, vamos.’&lt;/span&gt;, grita minha mãe.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; ‘Você parece distante, o que acontece?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Nada... Acho que ainda não entrei no clima da viagem...’&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Meu filho, a gente só entra no clima no último dia, quando temos de voltar... Mas tenta aproveitar esses dias de Cinderela que quando voltarmos é de volta a ser abóbora, trabalhando e pagando contas...’&lt;/span&gt;, um solavanco a interrompe. O primeiro de muitos. O chão acidentado era um convite a toda a sorte de problemas no carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da primeira porteira da propriedade, meu pai começa a ouvir um barulho estranho no carro e o estaciona em um descampado para ver se tem algum problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘O chão está muito esburacado, deixe o carro aqui e vamos andando. Não deve ser muito longe.’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trinta minutos&lt;/span&gt; depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Já sei por que chamam esse lugar de Saudade.... Esta joça é tão longe que sentimos saudade de casa, da civilização... Ah, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a civilização, o trânsito, o gás carbônico!’&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Realmente é impossível ser feliz na natureza.’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a segunda porteira. Meu pai e meu irmão já estão cansados e decidem ficar perto do rio enquanto eu e minha mãe seguimos. Foi a melhor coisa que eles poderiam ter feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos por casas abandonadas, mais vacas, mais cavalos e mais cachorros e para melhorar ainda estava frio. Eu e minha mãe pouco falávamos. Estávamos mais preocupados em não pisar em merda ou pedras pontiagudas e quando falávamos era para amaldiçoar o maldito que deu a idéia de irmos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SfShHJdORTI/AAAAAAAAASc/cT6B5wSBRu0/s1600-h/SD531710.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SfShHJdORTI/AAAAAAAAASc/cT6B5wSBRu0/s400/SD531710.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329061403255784754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma hora e vinte e cinco&lt;/span&gt; desde que deixamos o carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última porteira. Ao longe uma ponte com a primeira cachoeira apontava. Nossos chinelos já estavam  nas mãos. O bar ,que era depois de uma insalubre escadaria, era feito de tocos de madeira no lugar de mesas e cadeiras. Uma decepção só pior do que a atendente muda, que nem era solidária com a nossa dor.Sentamos e pedimos algo para beber. Mas decidimos não pagar 4 reais para ter de subir as cachoeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Estou com saudade do Edu. Sei lá, fico pensando no que ele ta fazendo nessa semana e fico distante de tudo.’&lt;/span&gt;, desabafei entre um gatorade e uma skol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Luis... Sabe, antes da viagem eu estava falando com o Alex, meu amigo, e ele me contou que estava meio que obrigado a morar com o ex-namorado porque não tinha dinheiro para um lugar só dele. Ele tem 35 anos e tem de se submeter a uma situação incômoda para ficar no Rio ou voltar para casa dos pais no interior... Ele quando ele me disse que se arrependia de ter namorado durante a faculdade de arquitetura e não prestado atenção na profissão, eu lembrei de você. Você é muito inconseqüente com o seu dinheiro e sinceramente acho que você já não ganha mais nada estando naquela livraria. Você trabalha muito, ganha pouco e deixa o seu sonho de designer em segundo plano. Eu raramente te vejo tão empolgado com um projeto ou com algo que te dê dinheiro, só com festas, roupas e namoro. É uma questão de priorizar. Agora, eu sei que você esta sentindo falta do Edu, mas não seria o momento de parar e pensar qual o rumo da sua vida?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SfSlxDdGVDI/AAAAAAAAASk/NaRnw8mZSFg/s1600-h/mom.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SfSlxDdGVDI/AAAAAAAAASk/NaRnw8mZSFg/s400/mom.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329066521245668402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é a rainha de fazer isso. Colocar o dedo na ferida quando menos se espera. Voltamos conversando ainda sobre isso. E mesmo achando que ela faz um pouco de pressão para que eu caminhe eu não posso negar que é sempre para frente que ela me empurra. Mas parando para pensar eu estava confuso e sem prioridades. Trabalho para pagar meu celular, minhas saídas e bebidas e o resto das contas jogo no colo dela. E meu ultimo plano era pensar o que eu tinha de cortar para passar um final de semana em São Paulo com o meu namorado. E embora ainda soe como um plano bom, o presente não é o que eu deveria ter como meta. E daqui a dez anos o que seria? Eu teria de me submeter ao meu namorado/marido para poder fazer o que eu gosto ou quero ou então voltar para a casa da mamãe? Não era este o futuro que eu queria para mim.  Embora tivesse saudade e bem querer, para que tudo fosse para frente era necessário que os dois andassem com as próprias pernas. Se o meu futuro é com o Edu é algo questionável, mas que este futuro não deve depender de ninguém isso é um fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite, já deitado eu recebo uma mensagem dele: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Miss u, sweetie. Luvya...’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com o ponto pulsante da pagina de resposta eu vi que tinha de abrir meu espaço, respirar. As duvidas finalmente saiam de mim, mas pousavam em outro canto. Mas prefiro deixar as duvidas para quando houverem problemas.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para ouvir depois de ler: Jordin Sparks – One step at a time&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-1276506953830494494?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/1276506953830494494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/04/fugere-urben.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/1276506953830494494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/1276506953830494494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/04/fugere-urben.html' title='Fugere urben'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SfSopRlRSYI/AAAAAAAAAS0/gVZ9Bx7cLlU/s72-c/bikes+v.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-3638417542158343009</id><published>2009-04-16T04:38:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.640-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Três Palavras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"As grandes paixões,&lt;br /&gt;aquelas que chegam de repente,&lt;br /&gt;sempre trazem consigo as suspeitas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cervantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resumos da noite anterior são difíceis de sintetizar. Deus sabe que esta é a terceira versão do texto e que foi difícil de sair. Não porque algo precisasse ser inventado, mas porque dentro de um mundo de acontecimentos e pessoas tentar focar no que realmente importa é algo que ainda tenho dificuldade de fazer. Tanto por escrito quanto na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte da festa, sou acordado pelo telefone às 15 horas. Minha cabeça dói e tendo a ser mal educado quando sou acordado. Era Fabio que queria marcar de ir ao shopping para conversarmos sobre a noite e talvez pegarmos um filme. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Nem fudendo eu saio da cama hoje.”&lt;/span&gt; Jogo o telefone na parede e ele silencia, mas já não consigo dormir. O que foi da noite anterior? Fabio bebeu demais e dançou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Single ladies”&lt;/span&gt; melhor que o cara que se apresentou no concurso. Henrique ficou puto com o namorado que se cansou lá pelas três da manha e queria ir embora. Marcos, um amigo nosso que eu quase não vejo, havia gamado em um cara muito feio, mas que morava perto dele e ia levá-lo de carona. Noite com três palavras: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pessoas Muito Loucas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SecbBopAJWI/AAAAAAAAASU/pVy9ve5hYwo/s1600-h/200810071420252.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SecbBopAJWI/AAAAAAAAASU/pVy9ve5hYwo/s400/200810071420252.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325254799292114274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café, computador e Cibelle. Vícios de sempre. Acho incrível a velocidade das pessoas para coisas inúteis. Já havia fotos da noite anterior no Orkut. Típicas. Pessoas suadas e acabadas se abraçando. Pessoas com passos duvidosos e caretas sem fim. Pessoas se pegando em fundos escuros do lugar. Por isso que eu nunca tiro fotos depois de entrar. O telefone toca. Mamãe. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Estou indo passar aí, meu filho.” &lt;/span&gt;Ótimo, eu precisava mesmo da mamãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei na festa com pelo menos três latinhas de cerveja, uma caipirinha e muito papo cabeça dentro de mim. Já estava mais pra lá do que para cá. Mas estava curtindo, me divertindo, rindo. Entramos e ficamos na pista, dançando. Tudo estava ótimo, ate que começo a sentir algo estranho. Não era ânsia, pois havia comido algo antes de entrar. Era só aquela incomoda sensação de estar sendo observado, como se o meu telefone fosse tocar e o assassino fosse perguntar qual o meu filme de terror favorito. Sei lá. Começaram as apresentações e o Dj desandou a falar. Resolvemos sair e sentar um pouco nas mesas do lado de fora. Nesta hora, Henrique aponta para a porta e diz “Ih, olha o Alessandro saindo ali!”. Abaixo a cabeça unicamente para pensar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Putaquipariu!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentamos e conversamos, mas meus olhos insistiam em acompanhar aquela figura estranha, que ate então não tinha me percebido na festa – Graças a Deus! Estranho, pois não me lembro de conseguir focar direito nessa hora. Henrique, reparando na minha cara, me chama ao banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Luis, você está sendo idiota e espero que esteja sendo por causa da bebida.”&lt;/span&gt;, disse Henrique se olhando para o grande espelho no banheiro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Olha, eu te entendo. Sei do que você está com medo. Está com medo de o Alessandro chegar e estragar de alguma forma o que ta rolando entre você e o Edu. E sinceramente isso é burrice...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Pára, Luis....”&lt;/span&gt;, minha mãe interrompe minha narração. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Você acha que ta enganando quem? É obvio que você não estava com medo disso. Até porque o que ele diria ou faria para estragar o seu relacionamento? Você está é com medo do Alessandro chegar junto e você não saber o que fazer! Ficar na duvidazinha entre ele e o Edu. Que coisa mais juvenil! Pára de ficar olhando para trás. Vira essa página, menino, porque ele com certeza já virou!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não, mãe... É só que...”&lt;/span&gt;, comecei a responder, mas me detive. Pensei. Não estava totalmente errado. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu não vou dizer que isso não passou na minha cabeça... Mas não é preciso muito para ver que isso é babaquice. Até porque foi como o Henrique disse lá no banheiro...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O Alessandro não teve nem coragem de se assumir por você, você acha que ele vai ter coragem de vir falar com você?”&lt;/span&gt;, disse sério através do espelho, tão sério que nem ele mesmo acreditou que pudesse. Voltou-se para o seu cabelo e terminou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Além do mais ele não iria mexer com você, porque se ele vier a gente se junta e mete a porrada nele. Vamos, to pronto.”&lt;/span&gt; Rimos e saímos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rogério estava do lado de fora com um refrigerante para o namorado.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Vocês demoraram... Está tudo bem?”&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Sim, papo de menina no banheiro.”&lt;/span&gt;, e voltamos para pista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a má impressão ainda não tinha saído. Momento com três palavras: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Guilty as charge&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música nos embala e começamos a zoar e tudo vai bem. Ate que começa a apresentação de alguém e A passa por nós com seus amigos. E o desconforto volta com força total. Então decido abrir o jogo com Edu. O chamo para comprar bebida conto tudo na fila da perseguição, do medo e do fato que tava meio bêbado e podia ta falando demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“ ...E sei lá, eu sei que é ridículo, mas fico com receio dele estragar nossa noite...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me puxa para o lado de fora e sentamos no canto das escadas, o mesmo em que ficamos horas conversando quando ficamos na primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Luis, isso realmente é ridículo. Não a nada, nem ninguém aqui que possa estragar nossa noite, só nós mesmos. E o mesmo acontece com a gente. Olhe para mim. Vamos fazer três meses juntos. Desde que estamos juntos todos os nossos encontros, mesmos aqueles que terminam com algum problema, são ótimos. É ótimo estar com você. E ninguém, ninguém pode mudar isso, só a gente tem esse poder.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não esperava isso dele. A verdade é que sempre me surpreendo com ele. Nos beijamos e pedi desculpa. Normalmente sempre esperei que o outro fizesse algo de errado para decretar o fim do relacionamento – e em muitos isso aconteceu. Mas nunca parei para pensar que a falta de confiança em mim mesmo poderia ser ruim. E apesar de nunca ter sido inseguro assim,vi que estava sendo imaturo diante de alguém que não merecia isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos para pista, desta vez com a intenção de nos divertirmos. E dançamos e rimos e cantamos e fizemos da noite mais um dia memorável para nós. Não precisava de ninguém, nem de mais bebida, nem de mais pessoas. Tinha meus amigos e tinha ele. Eu tinha ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ouvido dele, três palavras: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu te amo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me abraçou forte e disse que me amava desde o dia que me viu no jantar em que nos conhecemos. Me senti mais conectado com ele do que nunca. Tanto que nem dei importância ao esbarrão que dei em A ao sair do banheiro, algumas horas depois. Mas o comentário do Edu foi definitivamente o melhor da noite: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Luis, ele ta melhor nas fotos que pessoalmente, hein...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SecapXWVDKI/AAAAAAAAASM/WFKaM1AqTfE/s1600-h/20081125165401.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 291px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SecapXWVDKI/AAAAAAAAASM/WFKaM1AqTfE/s400/20081125165401.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325254382333529250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler:&lt;/span&gt; Amy Winehouse – Will you love me tomorrow?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-3638417542158343009?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/3638417542158343009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/04/tres-palavras.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/3638417542158343009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/3638417542158343009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/04/tres-palavras.html' title='Três Palavras'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SecbBopAJWI/AAAAAAAAASU/pVy9ve5hYwo/s72-c/200810071420252.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-1102692013651856356</id><published>2009-04-11T12:32:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.658-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>A Liga do Bem contra a Legião dos Ex-namorados Excrotos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;    "É mais fácil pedir&lt;br /&gt;perdão do que permissão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Calvin e Haroldo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quinta-feira, Lapa.&lt;/span&gt; O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bar Arco-íris&lt;/span&gt; já está virando um ponto nosso. Depois de um dia inteiro fora com Edu paramos lá para beber e resolvemos chamar os meninos. Os amigos do Edu já tinham programa, então só restaram os meus amigos. No telefone eu relutei um pouco, mas por causa do programa de sábado [hoje] resolvemos nos ver antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, para entender o porquê do meu receio eu tenho de atualizá-los do que andou acontecendo entre nós três. A começar por Fabio que se desiludiu com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;X&lt;/span&gt;, que realmente era um idiota que só pensava no trabalho e no seu relacionamento passado, fazendo com que o meu amigo voltasse para onde ele se sentia a vontade: à noite. Fabio saía, bebia e reorganizava sua agenda de contatos e amantes. Ate um dia nos encontramos não por acaso no Arco-íris também e depois de um pouquinho de álcool e filosofia entramos em uma discussão homérica sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;felicidade/amor/sexo&lt;/span&gt; onde, segundo ele, eu usei a palavra&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; ‘infeliz’ &lt;/span&gt;umas duas vezes para me referir a ele e ele ameaçou quebrar a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;garrafa &lt;/span&gt;na minha cabeça umas três. Tudo na maior fraternidade, claro. Na hora eu pensava que estava fazendo uma intervenção a um amigo, mas para ele e para os demais presentes aquilo ficou como ofensa totalmente gratuita. E é claro, quando duas comadres brigam acaba sobrando para a terceira, que ao tentar apartar acabou como objeto de critica dos dois. O problema de amigos perto é que apesar deles serem aqueles que te ajudam também são aqueles que eles vêem nossos defeitos e não hesitam em colocar o dedo na ferida. Quando é um toque amigo do tipo ‘acorda para a vida’ ele pode ser bem vindo. Mas às vezes eles vão mais fundo do que deveriam, e foi o que eu havia acabado de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SeD1iNZhwxI/AAAAAAAAAR8/BmM4_85-dYo/s1600-h/ultrasucks.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 269px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SeD1iNZhwxI/AAAAAAAAAR8/BmM4_85-dYo/s400/ultrasucks.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323524727613014802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Está aqui. Três ingressos para a Ultra Love Cats.”&lt;/span&gt;, disse Henrique batendo os ingressos na mesa com força. Demos o dinheiro pelos ingressos adiantados e ficamos em um silencio incômodo ate que Edu e Rogério, os namorados, quebrassem o gelo e começassem a conversar sobre algo qualquer só para que alguém falasse. Ai eu que não agüentei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ai, desculpa eu não posso ficar nisso de fingir que não tem nada acontecendo. Me deixa falar!”&lt;/span&gt;, interrompi o que quer que estava acontecendo e tomei a atenção da mesa. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Meninos, vocês sabem que eu adoro vocês e se é para ficarmos emburrados um com o outro prefiro não ir nesta festa.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu concordo”&lt;/span&gt;, disse Fábio, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;”Eu nem estava querendo ir nesta droga. Alem do mais é um concurso de coreografias, já imaginou a merda? ”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Mas a idéia de irmos era justamente para zoarmos as pessoas dançando, bebermos e curtimos a noite porque o Luis não sai mais com a gente...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos de tensão e ninguém falando nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Já que ninguém quer falar eu falo...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Luis, se você me chamar de infeliz mais uma vez essa garrafa vai voar na sua cabeça, viado!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não, Fabio, escuta. ... Me desculpa se fui um pouco invasivo e...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Invasivo, incoveniente, futriqueiro... awn... que mais?”&lt;/span&gt;, enumerou Henrique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“OK, ok... eu entendi. Não sou perfeito para ficar apontando os defeitos dos outros nem para ficar dando lição de moral, já entendi. Só não quero que a gente fique assim.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amizade, assim como namoro, passa por seus momentos de turbulências e excessos. Nós nos gostamos, mas não somos super-amigos-fofos sempre. Às vezes é necessário uma D.R.’s entre amigos para resolver os mal entendidos que aparecem. Abraços e risos depois já voltamos a falar besteiras e os namorados respiraram aliviados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SeD2aIVQ3YI/AAAAAAAAASE/4Mz5tgMDU9Q/s1600-h/20080418230819.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 259px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SeD2aIVQ3YI/AAAAAAAAASE/4Mz5tgMDU9Q/s400/20080418230819.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323525688325627266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saímos de lá e enquanto andávamos para algum ponto voltamos a comentar da festa. Estávamos animados de novo com a possibilidade de nós três como nos velhos tempos e já estávamos pensando na pré-festa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“... porque eu não quero chegar sóbrio meeesmo naquela festa...”&lt;/span&gt;, eu disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Valeu, bebum.... Mas porque isso, Lu?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Vocês deram uma olhada na lista amiga da festa? Vai ter mais ex por metros quadrados que em qualquer festa! Praticamente a volta dos mortos vivos!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Sim, sim!”&lt;/span&gt;, Fabio se identificou, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Cara, eu to com muito medo disso... Ate o X vai nessa drouga dessa festa, Eu estou com medo de fazer alguma besteira.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ainda bem que eu não tenho esse problema porque sou de família e não solta na vida que nem vocês duas...”&lt;/span&gt;, ironizou Henrique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ah, vai a merda, Henrique...”&lt;/span&gt; e recomeçou a briga das candinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a brincadeira parou, Henrique deu a noticia que eu não queria ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Lu, você viu que o Ale está na lista, não é?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei em silêncio e olhei para o Edu que fez uma cara de quem entendia o meu receio, mas na verdade não entendia. Nessas horas amaldiçoava o fato de ser o primeiro namorado dele e não ter ninguém que fisicamente pudesse ser colocado em contraponto ao A. Mas principalmente tinha medo do que poderia acontecer, de como eu iria reagir ao vê-lo novamente. Era um medo irracional e sem sentido que na minha cabeça, só o álcool poderia esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Lu, não se preocupe! ”&lt;/span&gt;, disse Fábio segurando meu ombro e olhando para o infinito como Buzz Lightdear &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“ Seremos a&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Liga do Bem contra a Legião dos Ex-namorados Excrotos!&lt;/span&gt; Vamos ser tão bafônicos e fechativos que todos morreram de inveja e eles de raiva!”&lt;/span&gt; Rimos por uma meia hora e a conversa descambou para outro lado. Mas agora, horas antes de sair para me encontrar com eles de novo, isso voltou a minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;O que a noite reserva para nós?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler: &lt;/span&gt;Duffy – Rain on your parade&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-1102692013651856356?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/1102692013651856356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/04/liga-do-bem-contra-legiao-dos-ex.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/1102692013651856356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/1102692013651856356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/04/liga-do-bem-contra-legiao-dos-ex.html' title='A Liga do Bem contra a Legião dos Ex-namorados Excrotos'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SeD1iNZhwxI/AAAAAAAAAR8/BmM4_85-dYo/s72-c/ultrasucks.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-8417401461561931453</id><published>2009-04-08T18:23:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.678-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Operação 'Bem Estar Bem'</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;     "Se a senhora acha gordura engraçado,&lt;br /&gt;compre 1 quilo de toucinho.&lt;br /&gt;A senhora vai rir o ano inteiro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jô Soares &lt;/span&gt;reagindo a uma espectadora&lt;br /&gt;que disse que ele perde a graça quando emagrece&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! O Feriado! Tempo de relaxar, de sair. É a brecha no mês que os brasileiros esperam e olha que nem precisa esperar muito, já que em abril o que mais tem é racha no mês. Os cariocas então que vão ter uma semana inteira de feriado, quer coisa melhor? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quero.&lt;/span&gt; Quero dinheiro para pagar esses dias de borestia porque o coelhinho da páscoa está cobrando mais pelos seus ovos que os cowboys de Copacabana ou as travas na Lapa, o que faz desta mais uma Páscoa magra. Droga. É claro que aparecem aqueles ovos de parentes distantes que para não fazer corpo presente nas reuniões familiares mandam presentes nos seus lugares que na maioria das vezes é melhor do que olhar para cara deles, mas poucas vezes é o que você quer. Mas é de graça, fazer o que? Mas decidi deixar isso de feriado religioso com gordura trans de lado. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Isso não me pertence mais”&lt;/span&gt;, diria aquela personagem do programa cômico mais repetitivo de sábado que eu não lembro o nome. Mas era mais caso de fechar a boca do que protestar contra a população judaico-cristã-ocidental. Eu explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terça-feira à noite. Chuvas torrenciais com alagamentos e eu entocado em um bar pé sujo, sozinho. Nem queria beber, mas como também não queria me molhar preferi ficar com a primeira opção. Com sorte consigo me jogar em um taxi que passava vazio e chego em casa. Já havia passado da meia noite então já era quarta-feira. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Em menos de cinco horas eu vou precisar acordar cedo para trabalhar”&lt;/span&gt;, dava tristeza só de pensar. Frito um ovo para não dormir com fome, único prato que consigo pensar nesta hora. Com comida no estômago eu divago menos. Me arrasto ate o banheiro e olho no espelho. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“que lixo... to parecendo um mendigo”&lt;/span&gt;, penso. Vou para a cama pensando que devia fazer algo a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio toca estridente e eu não acredito que já era hora de acordar. Aquilo não estava certo. Coloquei na cabeça que não ia trabalhar e pronto. Mas precisava de uma desculpa, afinal emprego não se acha em árvores hoje em dia. Certas desculpas você pode tentar colar quando liga para o trabalho, mas são tão comuns que é capaz de você ser descontado em folha só por pensar em usá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Acordei doente/vomitando/no trono/em fase terminal de uma doença contagiosa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Melhor não. Ontem você estava saltitando por mandar o cliente mala embora e não vai fazer sentido você ter ficado de cama no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Matar a mãe/pai/avó/sobrinho de terceiro grau da vizinha da frente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Improvável. Sua chefe é uma versão da Miranda Priesley depois de sair do CSI e com certeza ia pedir para ir ao velório só para colocar aquele vestido preto que ficou horrível, mas você disse que era lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Catástrofes naturais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Furacão e terremoto são difíceis de simular, mas uma tsunami nem tanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Alow? Dona Velma? Desculpa, eu tive um imprevisto aqui em casa e não vou poder ir hoje trabalhar... Não, eu não to gripado nem nenhum parente meu morreu... Sim, a Dona Claudia ta ótima, mas me escuta estourou um cano na cozinha e ta tudo alagado aqui no meu apartamento... O que? Não, dona Velma eu não peguei leptospirose, é só água da cozinha...”&lt;/span&gt; e ela ficou ainda meia hora para me liberar e tentar ver se eu entrava em contradição. Mas tudo certo, o dia estava livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sd1V95bRJ6I/AAAAAAAAARk/96_3kWVQjjk/s1600-h/ATgAAABMy6yTxXegHxgLPnQopo4FEVGBFgqtjx2Z7fE4Rlidrssrd5sc_ogHpwUUOM9V0Chi_L-PVtxgUSDGdBXwOgOkAJtU9VALWBhZPtFzVMhxfXtjxSSJjJQ1VA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 301px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sd1V95bRJ6I/AAAAAAAAARk/96_3kWVQjjk/s400/ATgAAABMy6yTxXegHxgLPnQopo4FEVGBFgqtjx2Z7fE4Rlidrssrd5sc_ogHpwUUOM9V0Chi_L-PVtxgUSDGdBXwOgOkAJtU9VALWBhZPtFzVMhxfXtjxSSJjJQ1VA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322504856497366946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pants down, you're free.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o meu feriado antecipado comecei a operação &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;‘Bem estar bem’&lt;/span&gt;, que pode parecer merchan de cosmético, mas era apenas um dia de mim para mim, porque não sou obrigado. A começar para voltar para cama e acordar quando o corpo dissesse que era hora de acordar. Logo depois com um café da manhã digno e um banho de no mínimo 45 minutos ao som de Edith Piaf. São direitos humanos básicos, meu amigo. Então enquanto eu tentava acompanhar a música com meu francês fajuto, eu passo na frente do espelho e fico a olhar. São poucos os momentos em que se está descansado/sóbrio/sozinho para que possa fazer esta análise sobre si mesmo. Olheiras eternas, barba por fazer, cabelo sem corte, pêlos no peito. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cai a toalha.&lt;/span&gt; Sim, pêlos. A descendência portuguesa é uma merda em se tratando de pêlos, então normalmente eu depilo ou simplesmente corto. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Normalmente’&lt;/span&gt; neste caso foi há dois meses, quando comecei a namorar o Edu. Algumas pessoas são meio intolerantes quando o assunto são cabelos no corpo. Ou querem tudo peludo ou tudo liso. Pessoalmente acho isso de uma escrotice sem tamanho, pois há coisas mais importantes para se preocupar com o corpo de um homem do que pêlos. O Edu é peludinho e eu acho um charme. Mas vou contar que quando me olhei no espelho não me agradou nada a mata atlântica ali. Não era preocupação estética era conforto pessoal mesmo. E como já tava em um dia de Extreme Makeover, montei tudo para o ritual. Plástico no chão, dois espelhos convergindo, uma maquina e foi. Lugar de pele sensível, vai devagar. Quando agüentar o tranco pode deixar vermelho que ta tudo bem. Duas horas e muitos fios depois eu dou os retoques finais e volto para o espelho grande. Decepção, não eram os pêlos. Encolhe a barriga. Solta o ar. Totalmente indefinida. Vinte e poucos anos e um corpinho mazomenos. Ah, os meus quinze anos e duas horas diárias de natação... Será que algum dia vou voltar a fazer exercícios regularmente? Claro, quando for milionário e não precisar trabalhar/estudar/salvar o mundo todo dia. Bem, pelo menos as pernas dão um caldo. Espera. Não, era só a iluminação, esquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sd1VOBOcc9I/AAAAAAAAARc/38yibhNSm9Y/s1600-h/097.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sd1VOBOcc9I/AAAAAAAAARc/38yibhNSm9Y/s400/097.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322504033957344210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;'Let's get physical, physical. I wanna get physicaaaal'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que um pouco dessa preocupação estético-fisico-obsessiva vem da cultura gay dos homens perfeitos. No imaginário popular, que afeta inclusive os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘entendidos’&lt;/span&gt;, existem dois tipos principais de gays: os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;caricaturais &lt;/span&gt;que são engraçados, espalhafatosos e não fazem sexo; e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gay-gogoboy-vemcadáumazinha&lt;/span&gt; que todos já esbarramos alguma vez. Eles são fortes, saudáveis, bonitos, pegam geral, fodem bem e devem ter dinheiro porque não gastam com filhos. Estão nas propagandas progressistas da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dolce e Gabbana&lt;/span&gt;, estão nos filmes pornôs como os homens sarados-bemdotados-paraoseuprazer, estão nos descamisados da boate e em toda a sorte de lugares. E embora eu saiba que parte da felicidade e beleza deles venha do glitter no ar ou do escuro da pista, eu não posso deixar de me sentir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;assim-assim&lt;/span&gt; com meu corpo. Ser deus grego está longe de ser uma meta alcançável, mas um pouquinho de músculo ou menos barriga seria melhor ou de mais dinheiro ou de menos preocupação ou ..&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.[ad eterno]&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei! Não vou ficar reclamando aqui. Eu ate tentei fazer a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bridget &lt;/span&gt;e escrever um relatório diário de pesos e objetivos, mas acho muito masoquismo subir na balança todo dia. Tenho um plano melhor para esta páscoa: Sexo para substituir chocolate. É perfeito! Você tem o mesmo prazer e menos calorias! É difícil, mas eu vou resistir à tentação do feriado. Estou decidido ovos só o do meu namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poucas calorias e muitos ovos para todos. E boa páscoa também!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler: &lt;/span&gt;The Gossip – Standing in the way of control&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-8417401461561931453?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/8417401461561931453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/04/operacao-estar-bem.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/8417401461561931453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/8417401461561931453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/04/operacao-estar-bem.html' title='Operação &amp;#39;Bem Estar Bem&amp;#39;'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sd1V95bRJ6I/AAAAAAAAARk/96_3kWVQjjk/s72-c/ATgAAABMy6yTxXegHxgLPnQopo4FEVGBFgqtjx2Z7fE4Rlidrssrd5sc_ogHpwUUOM9V0Chi_L-PVtxgUSDGdBXwOgOkAJtU9VALWBhZPtFzVMhxfXtjxSSJjJQ1VA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-6767185088674713566</id><published>2009-04-05T17:20:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.691-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Se ninguém escutasse</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Os pais somente podem dar bons conselhos&lt;br /&gt;e indicar bons caminhos,&lt;br /&gt;mas a formação final do caráter&lt;br /&gt;de uma pessoa está em suas próprias mãos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anne Frank&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava tudo no lugar, estava tudo funcionando. Nem tudo. Quando tudo vai bem algo tem de ir mal. Agora era a minha carreira de designer que entrava por indagações filosóficas perigosas. Abandonar ou não? Ir para onde, fazer o que? Jornalismo, Publicidade? Definitivamente não queria voltar para o vestibular, mas estava vendo um horizonte nublado na minha frente. Descobrir que não se tem talento para o seu destino não é muito bom. Mas sempre fui tão sincero comigo para o que eu queria e sentia que eu pensava no que podia ter dado errado para pensar em desistir agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando perguntas reflexivas começam a me perturbar eu volto para onde tudo começou. O negócio da minha família é uma papelaria e livraria em uma grande faculdade daqui. Assim eu cresci vendo livros e cores e pessoas diferentes e isso foi o que desenvolveu meu gosto pelas coisas. Por algum tempo, trabalhei lá também. Não era um trabalho que particularmente gostava, mas eu dominava e ganhava por isso, mesmo sendo filho do chefe. Talvez por isso a volta para este lugar não veio com o costumeiro gosto de nostalgia. Era um lugar que me inspirava, mas que carregava consigo uma grande carga de lembranças. Mas estava lá, funcionando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por cima dos óculos minha mãe olhou para mim quando entrei e abriu um sorriso. “Resolveu visitar a gente, menino? Ta com saudade de trabalhar aqui, pode falar...” Bolo e café na cozinha e já estávamos conversando sobre tudo. Era legal ver o quanto tudo mudara a tudo continuava o mesmo. Ela me apresentou ao funcionário que me substituiu depois que sai. Seu nome era Marcos. Dona Claudia, aKa. mamãe, diz que ele era engraçado, mas às vezes abusava um pouco no linguajar. Realmente ele falava demais, gesticulava demais, mas parecia uma pessoa boa de coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SdlXJNhPCkI/AAAAAAAAARU/nsgtlrSwkFA/s1600-h/20090217083112.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 230px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SdlXJNhPCkI/AAAAAAAAARU/nsgtlrSwkFA/s400/20090217083112.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321380250474449474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“E ele é pastor da igreja evangélica, meu filho.”&lt;/span&gt;, terminou minha mãe, com um olhar que confidenciava mais do que apenas aquele comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz cara de espanto enquanto olhava ele conversando com o cliente e cochichei para ela. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Mas, mãe... Ele é visivelmente gay... Como é que...que...”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu pensei exatamente a mesma coisa quando ele chegou, meu filho. Acho que nem ele mesmo percebeu que é por causa do tanto que foi reprimido...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então ela me contou a historia de Marcos. Ele tinha um irmão gêmeo, João. Sua mãe, pastora da igreja local, deu a seus filhos nomes bíblicos para que cumprissem sua missão divina na Terra. Ela queria que seus filhos fossem maridos responsáveis, pais de família, homens de respeito e valor. Mas conforme os dois cresciam ela deve ter reparado o quanto Marcos e João eram diferentes, por que mães em geral sabem. E para prevenir um filho homossexual ela forçou o filho a seguir a vida teológica. Colocou o em um seminário e embora no começo ele tenha resistido, ele acabou cedendo e tomando gosto pela coisa. Ele sabia que não tinha a vocação, mas ao se tornar pastor conseguiu o respeito e a aprovação que nunca teve da família e da vizinhança. Logo substituiu a mãe na paróquia. Depois, por pressão da família novamente, casou-se com uma das carolas da igreja que olhava diferente para ele no meio das missas. Nos primeiros dois anos ele achou que aquilo tinha sido um erro. Disse que haviam “problemas de adaptação ao casamento” (sic), mas depois de cinco anos juntos achou mais cômodo ficar onde estava. Arranjou o emprego na papelaria porque a esposa queria fazer faculdade de sociologia e acabou ficando por quase um ano já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto eu parei e pensei o quanto meus pais foram responsáveis pelas minhas escolhas de vida. Eles me mostraram o valor da beleza, da vida, dos filmes, das pessoas. Muito do que sou é por causa deles, ate mais do que eu realmente sei e por isso eu sou eternamente grato. Eles me quiseram bem sempre. Mesmo quando demonstrei que era diferente pela primeira vez, segundo a minha mãe aos cinco anos. Mesmo quando eu verbalizei minha “opção”. Mesmo quando os verbos viraram ações e as ações, pessoas. Eu fui e sou amado. Mas eles mesmos dizem que não foi fácil. Por muitas vezes tiveram medo, por muitas vezes não souberam o que fazer e foi numa destas vezes que a mãe de Marcos decidiu se agarrar a suas crenças e dizer ao filho que aquilo era ‘errado’, era ‘doença’, era ‘abominável’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida seguiu seu fluxo levando o para atrás daquele balcão. Apesar dos seus 35 anos ele já não esboçava perspectivas. Achava motivos para sorrir no dia a dia e não pensava mais no amanha. Foi quando pela segunda vez no mesmo dia e no mesmo lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa nem sempre é só dos pais. Apesar disso, os pais não podem fazer tudo pelos filhos. As vezes eles precisam ver a vida de frente para acordarem, se acordarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois da conversa com minha mãe fui olhar alguns livros e esbarrei em um vizinho que sempre ia lá. Na verdade nunca trocamos uma só palavra, mas por sermos vizinhos nos cumprimentávamos cordialmente. Lembro que a primeira vez que o vi eu não sabia dizer o sexo da figura, dado seu nível de androgenia juvenil. Ele tinha um cabelo preto escorrido e um pega-rapaz gigantesco no meio da testa que lembrava o super-homem ou uma melindrosa dependendo do ângulo. Mas não agora. Ele tinha rapado o cabelo e estava mais fortinho, mas seu rosto era de uma quase inanição, bem diferente do garoto que eu conheci. Mas eu ainda via nos seus olhos quem ele era. “Boi preto reconhece boi preto de longe.” Quem nunca ouviu isso? E apesar da adolescência ter mudado seu corpo, ele ainda era um boi preto. Sua voz e seus pulsos finos o denunciavam. Em suas mãos estava um manual de tiro e balística que ia xerocar. Ele estava servindo ao exercito. Acenou com os olhos pregados no chão e saiu. Eu vi aquela figura chegar ao balcão e parei para analisá-lo. Eu passei por todo o processo do exercito e tenho certeza que ele não iria servir se não quisesse. Não que fosse opcional, mas para aqueles, digamos, mais caricaturais ou andrógenos o exercito não abre suas portas facilmente, a pessoa tem que querer. E a julgar pelas 55 cópias que ele tirou do tal manual eu digo que ele não está lá por vocação ou por necessidade, mas porque quer provar algo para alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram duas pessoas, duas vidas separadas apenas por um balcão mas com historias de vida que tinham o mesmo caminho. Não pude deixar de pensar o quanto uma mentira pode mudar a nossa vida. Não era simplesmente a mentira, mas negação de quem eles eram se seus sonhos, de suas vocações e de como aquilo foi sufocado pelo seus pais e/ou pela sociedade que não aceita quem é diferente. Cada um achou a sua forma pessoal de felicidade torta onde lhes cabiam. Para o soldado, o exercito fosse talvez um jeito de provar seu valor para a família ao mesmo tempo que permitia que estivesse bem perto do seu objeto de desejo. Afinal nenhuma experiência é completamente perdida. Para o pastor o final foi diferente. Ele aceitou o seu destino mesmo não tendo vocação, mesmo nunca tendo amado aquela mulher, mesmo nunca tendo se apaixonado de verdade. Ele era aceito e respeitado, afinal. Seriam eles mais felizes se batessem de frente com seus pais e corressem atrás dos seus sonhos? Nós nunca vamos saber. São historias que se escrevem e que podem nunca mudar. Mas de certa forma a cada minuto que passa eu tenho a esperança que eles tenham uma iluminação e mudem suas vidas completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai de lá disposto a encarar o meu horizonte nublado. Por mais que o futuro seja incerto ainda é um caminho a percorrer e este foi eu que escolhi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler:&lt;/span&gt; Beyonce - Halo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-6767185088674713566?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/6767185088674713566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/04/se-ninguem-escutasse.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/6767185088674713566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/6767185088674713566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/04/se-ninguem-escutasse.html' title='Se ninguém escutasse'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SdlXJNhPCkI/AAAAAAAAARU/nsgtlrSwkFA/s72-c/20090217083112.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-3733983566423261299</id><published>2009-03-27T08:38:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.706-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Raw</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"A diferença entre o amor e o sexo,&lt;br /&gt;é que o sexo alivia as tensões&lt;br /&gt;e o amor provoca-as."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Woody Allen&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A campainha toca. Eu jogo o desenho que estava fazendo no canto e vou ate a porta. Já sei que é o Edu, apesar de ele estar atrasado. Ele entra com sacolas de mercado, a maioria com bebida para que nos divertíssemos no final de semana juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Olha, eu ate gosto de cozinhar, mas como pretendo não sair da cama então comprei comida congelada e...” &lt;/span&gt;ele para de falar quando passo a mão nele. Ele fica tão bem de jeans que não me contento só em olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “Você está me molestando, é isso?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“... é....O que você vai fazer?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Scz-TBbKBQI/AAAAAAAAAQ0/gqKCXvJVtDI/s1600-h/20090304012618.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 301px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Scz-TBbKBQI/AAAAAAAAAQ0/gqKCXvJVtDI/s400/20090304012618.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317904862771021058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tudo tão automático que o pensamento passa longe. E eu consigo o beijo que eu queria desde o começo da semana. As peças de roupa vão caindo, a temperatura aumentando e nem saímos da cozinha. Só de sentir a pele dele em contato com a minha eu já me excito. Os beijos começam a ficar agressivos, se tornam chupões, mordidas. O tempo já não faz sentido, só queremos sentir agora. Nessas horas mesas viram apoio, cadeiras viram suporte para tudo o que puder imaginar. Pernas para o ar, gemidos, e finalmente estamos um dentro do outro. É a loucura, é o suor. Somos dois, somos um. E inauguramos o primeiro cômodo da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos alguns minutos no chão da cozinha ate que as forças voltassem para que fizéssemos algo para comer. Edu gostava de cozinhar então foi direto para o fogão. E enquanto eu tirava as roupas do chão, minha consciência veio a toda pra cima de mim.  Não usamos lubrificante. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não usamos camisinha. &lt;/span&gt;Logo eu que sempre fui tão prevenido sobre sexo, me deixei levar pelo calor do momento e, como a expressão diz, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘andei no cavalo sem cela’. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Scz_3xb17bI/AAAAAAAAARE/lmJa78CN-m8/s1600-h/20080828120804.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Scz_3xb17bI/AAAAAAAAARE/lmJa78CN-m8/s400/20080828120804.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317906593645718962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu sei que você está preocupado, mas por favor não fique.”, &lt;/span&gt;disse ele por cima do ombro, de costas para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu sou tão obvio assim?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Um pouco, mas é porque eu também estava pensando nisso...”&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nisso?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O que acabamos de fazer.... Eu sei que é bom sem o preservativo e eu sei que você não tem problema nenhum assim como eu não tenho, mas acho mais seguro para nós evitarmos, sabe como é...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“É, eu sei... é só que eu... eu nunca tinha transado sem camisinha. Sempre fui do tipo que se preocupa com esse tipo de segurança e sempre disse não para isso... “&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele veio ate mim, abaixou ate a minha altura e me deu um beijo na testa. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“ Amor, a gente vai se cuidar nas próximas, relaxa. O final de semana está apenas começando...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto eu terminava o trabalho que estava fazendo e esperava o almoço, comecei a pensar. O sexo não foi ruim sem o preservativo, foi tão bom quanto. Mas porque eu tinha essa imagem tão feia do que tinha acabado de fazer? Digo, meus pais para terem procriado tiveram obrigatoriamente de ter transado sem camisinha e, pelo que sei ate hoje, eles se amam e confiaram um no outro para fazer isto. Este era um passo lógico que um casal dava ou nos anos 80 não havia preocupação de se cuidar usando camisinha? Parece que antes do fantasma da Aids o amor podia seguir o que os instintos falavam e depois dela tudo não passou de preocupação. Especialmente para os gays. Apesar dos preconceitos quanto ao&lt;span style="font-style: italic;"&gt; ‘câncer gay’&lt;/span&gt; terem ido abaixo, acho que se espera que sejamos sexualmente irresponsáveis e acabemos doentes. Tudo isso faz do sexo sinônimo de preocupação e como alguém pode gozar no final com preocupação na cabeça? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Simplesmente não dá! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sc0AEmzv_vI/AAAAAAAAARM/hjATyvrzHjU/s1600-h/20081124235509.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 392px; height: 350px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sc0AEmzv_vI/AAAAAAAAARM/hjATyvrzHjU/s400/20081124235509.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317906814131502834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É um fato que não se pode ignorar a realidade de doenças e problemas que existem. É o maldito século 21, fazer o que? E como crias do século onde sexo tem de ser consciente eu sei que usar o preservativo não é apenas um sinal de zelo, mas de carinho. Se previne não somente aquele que não quer pegar doenças, mas aquele que pensa pelo seu parceiro e foi isso que vi no beijo na testa que Edu me deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Scz_wqurCCI/AAAAAAAAAQ8/twfbIgSSiNg/s1600-h/20080602234854.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 229px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Scz_wqurCCI/AAAAAAAAAQ8/twfbIgSSiNg/s400/20080602234854.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317906471586564130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente minha época prega o divertimento responsável, mas não é por isso que vou deixar de me divertir. O resto do final de semana teve segurança, mas teve muito, muito mais diversão...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler: &lt;/span&gt;Placebo – Nancy boy&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-3733983566423261299?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/3733983566423261299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/03/raw.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/3733983566423261299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/3733983566423261299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/03/raw.html' title='Raw'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Scz-TBbKBQI/AAAAAAAAAQ0/gqKCXvJVtDI/s72-c/20090304012618.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-3555643867704003725</id><published>2009-03-24T10:24:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.718-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>A chave do armário – Parte II: portas quebradas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“My name is Harvey Milk&lt;br /&gt;and I'm here to recruit you.”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Harvey Milk&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Armário é um espaço onde o que é nosso fica guardado. Para algumas coisas temos orgulho de usar e mostrar, mas para outras reservamos o espaço do fundo dele para que fiquem fora da vista de todos. Pensando deste jeito a expressão ‘sair do armário’ se torna algo bem mais universal do que o conceito de simplesmente ‘se assumir gay’. Sai do armário o gordinho que manda o fortão se fuder e diz que é feliz comendo. Sai do armário a moça que fala para os pais que está grávida mas que vai ter o bebê porque ser mãe solteira é o seu sonho. Sai do armário a viúva que nem deixa o corpo do falecido esfriar e apresenta o novo boy para as amigas. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Dá licença que agora é a minha vez de ser feliz.”&lt;/span&gt; E no final de tudo, é por isso que quebramos as portas e as janelas da vida, para que apesar do consenso geral de felicidade a gente saia em busca da nossa própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sckgw7NQoBI/AAAAAAAAAQs/qhyz9YETCPU/s1600-h/20090223223804.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 273px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sckgw7NQoBI/AAAAAAAAAQs/qhyz9YETCPU/s400/20090223223804.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316816859986698258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este não é um texto do tipo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘destruam seus armários’&lt;/span&gt;. Porque assim como a verdade liberta ela tem as suas conseqüências e cada caso é um caso. Algumas portas depois de abertas nunca mais se fecham. Outras levam à precipícios. Mas na grande maioria das vezes imaginamos algo muito pior do que realmente tem do lado de fora. E pode ser incrível reação das pessoas a sua volta quando elas conhecem você realmente. Foi o caso da historia que comecei a contar no &lt;a href="http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/03/chave-do-armario-parte-i-portas.html%E2%80%9D"&gt;último post&lt;/a&gt;. Tudo me foi contado, e em todo momento a minha vontade era de interferir nela, chegar para a família do meu namorado e gritar que estávamos bem e felizes e que aquelas voltas não iam levá-los a lugar nenhum. O que me segurou foi saber que são nestas voltas que damos em nós mesmos que percebemos a verdade sobre as pessoas.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Cena 1: O dito pelo não dito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dona Carminha, minha sogra, entra em casa e se joga cansada no sofá. Liga na Márcia Goldschmidt e deixa que a televisão a veja. Seu rosto está inchado e os olhos vermelhos. Eduardo ao ouvir a porta bater sai do quarto e encontra a mãe olhando para o vazio, sentada no sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“ Tudo bem, mãe? ”&lt;/span&gt;, perguntou o filho preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“ ...tudo, menino, tudo... ”&lt;/span&gt;, respondeu a mãe ainda lagrimejando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“ Não parece que ta tudo bem. Aconteceu algo? ”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“ Não, não tem nada para acontecer... ”&lt;/span&gt;, ela limpa a nariz e fecha a cara, ressentida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“ Pelo amor de Deus, mãe. Aconteceu algo de errado? ”&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não, por quê? Você fez algo de errado para que eu ficasse chateada?”,&lt;/span&gt; disse olhando duro para ele. Levantou e saiu antes que o filho pudesse responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sckf7Kk_cnI/AAAAAAAAAQc/mZm8_HFOSAI/s1600-h/20090321224054.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 301px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sckf7Kk_cnI/AAAAAAAAAQc/mZm8_HFOSAI/s400/20090321224054.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316815936399831666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu não entendi, meu bem. Ela podia estar chateada com varias coisas... trabalho, dinheiro, sei lá...”,&lt;/span&gt; perguntei quando ele me contou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Lu, não é assim. Ela ficou a semana toda bronqueando comigo. Agora ela está dando estas indiretas. Acho que alguém contou a ela. Podem ter nos visto sair daqui de casa ou no shopping... não sei... mas acho que ela estava chorando porque falaram algo para ela.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ok. Então porque não conversa com ela abertamente? Coloca as cartas na mesa, ué... Se ela já sabe, é melhor colocar tudo em pratos limpos antes que algum problema aconteça.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não sei... nós nunca tivemos este tipo de conversa, sabe. Não sei como falar da minha intimidade com ela... Eu nunca precisei.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Então a idéia é deixar as coisas como estão ate que alguma merda aconteça e vocês joguem a verdade na cara um do outro?!?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Basicamente, é isso...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cena 2: Ligando os pontos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Na frente de um computador, Camila entra no perfil do orkut do seu irmão, Eduardo. A mudança de status de solteiro para namorando veio junto de uma foto tirada em um shopping com ele e um menino sorrindo com a inscrição: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘a vida é cheia de surpresas’&lt;/span&gt;. O que chamou a atenção dela para a sua pesquisa virtual foi uma curiosa ligação do seu outro irmão, Antonio, que não estava entendendo as fotos que encontrou no celular do Junior, onde depois da foto do sorriso no shopping, os dois meninos se beijavam. Ela deixa um recado: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Tá namorando é?!? Depois quero conhecer!!!Bjs’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“É um fato, Luiz. Todos na família já sabem.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cena 3: Filmes, pizzas e verdades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dois dias depois do recado, Camila foi levar seus filhos para visitar a avó. Os meninos entraram pulando e brincando na casa e Dona Carminha chamou-os para ajuda-la fazer um bolo. Sozinhos na sala Camila e Edu tentam finalmente conversar sobre o assunto. Cochichos daqui e dali e a mãe sai para ver o que estão falando e fecha a cara novamente. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Mãe, a gente vai dar uma volta para alugar um filme para os meninos, ok?” &lt;/span&gt;Saíram com aquela desculpa para poderem conversar. E tudo ficou bem. Camila contou da ligação do irmão e que já desconfiava. Edu disse que estava feliz e que era bom ver que os irmãos respeitavam isso. Mais tarde Camila tentou conversar com a mãe sobre, mas ela não quis comentar o assunto.  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela estava em negação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cena 4: it’s Friday, i’m in love.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Saindo do estágio na sexta, Eduardo vê &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;13 ligações&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; não atendidas&lt;/span&gt; em seu celular, todas de casa. Imagina o pior, um acidente ou algo assim e liga para lá imediatamente. Sua mãe atende aos prantos e respira aliviada ao ouvir a voz do filho. Alguém ligara para a casa dizendo que o havia seqüestrado e que queriam um resgate, quando na verdade o celular dele não tinha sinal dentro do laboratório. Ele disse que estava saindo da faculdade e estaria em casa daqui a pouco.&lt;br /&gt;Ao chegar em casa, a mãe o abraçou mas a recíproca não foi verdadeira. Ele estava frio com ela.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Viu, não tem do que se preocupar. Eu estou bem.”, &lt;/span&gt;disse secamente.  Se direcionou ao quarto para guardar suas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mãe parou na porta, ainda abalada com o trote pela possibilidade de ter perdido seu filhinho caçula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Você esta chateado comigo?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não, mãe. Estou apenas sendo um espelho de como sou tratado aqui.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela segurou o choro e foi para o seu quarto, onde desabou. Foi muito para Edu. Ele sabia que ela estava abalada ainda e não era legal a sua atitude. Foi no quarto dela e eles se abraçaram. Não foi necessário que falassem mais nada. Apenas aquela ação disse tudo o que precisavam. E as coisas voltaram a ficar bem na casa dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SckgTgx0QvI/AAAAAAAAAQk/TTep1uUZQAc/s1600-h/2387606544_9e527925c4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SckgTgx0QvI/AAAAAAAAAQk/TTep1uUZQAc/s400/2387606544_9e527925c4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316816354676065010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Enquanto lutamos por respeito e direitos na sociedade, nos esquecemos de que a nossa volta existem pessoas que queremos muito bem, mas que podem sentir o mesmo por não conhecer você realmente. E enquanto a mentira for contada, seja para auto preservação, seja para que se evitem dores, você nunca poderá dizer que foi realmente amado. Porque aqueles que nos amam querem nos ver felizes, mesmo se aquele não for o seu ideal de felicidade. Para isso portas e janelas são quebradas a todo o momento. Algumas com gritos, com lagrimas, com palavras ferinas. Mas poucas vezes pensamos que elas possam se abrir com um simples ato de bondade. Não é o mais rápido ou o mais eficaz, mas é o mais honesto. Ser verdadeiro com você para ser verdadeiro com o mundo. E quando estiverem prontos para serem felizes, algumas portas simplesmente abrem sozinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Dá licença que agora é a minha vez de ser feliz.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler:&lt;/span&gt; Jonas Brothers – Lovebug&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-3555643867704003725?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/3555643867704003725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/03/chave-do-armario-parte-ii-portas.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/3555643867704003725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/3555643867704003725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/03/chave-do-armario-parte-ii-portas.html' title='A chave do armário – Parte II: portas quebradas'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sckgw7NQoBI/AAAAAAAAAQs/qhyz9YETCPU/s72-c/20090223223804.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-4300848883501910633</id><published>2009-03-19T09:27:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.730-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>A chave do armário – Parte I: Portas trancadas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0000106/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"There's nothing like a first kiss. "&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Drew Barrymore&lt;/span&gt; como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt; em&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como se fosse a primeira vez&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria começar pedindo desculpas pela demora a postar. As coisas andam complicadas, dinheiro mesmo, sabe.  Nada de drama novelesco desta vez. O negócio é focar no trabalho e sair do cheque especial. Mas o que mais me deprime em ver minha conta no vermelho é ter de me limitar pela falta de grana. Sempre aparecem eventos legais ou ate mesmo uma saída simples com o namorado que acabam por ficar complicadas quando se conta ate o ultimo centavo. Como medida de emergência econômica – isso porque o &lt;a href="http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/02/os-velhos-olhos-vermelhos-voltaram.html"&gt; cartão novo do Edu &lt;/a&gt; também ainda não chegou – passamos a nos encontrar na casa um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edu não morava sozinho. Ele dividia um sobrado com a mãe, uma enfermeira. E como toda profissional da saúde ela passava muitas horas fora de casa, então no decorrer da semana era quase comum eu passar na casa dele antes da faculdade. Entretanto, a ausência da minha sogra não era o ideal apenas para que ficássemos mais a vontade, e sim por que Edu não era assumido para a família. Isso me espantou no começo dado a naturalidade dele quando estávamos juntos, mas com um cotidiano feliz vai reclamar destas pequenas coisas por quê? Eu não queria ser apresentado para a sogra mesmo, pelo menos não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/ScJ1d9PCaqI/AAAAAAAAAQE/S1B1EG0ixmo/s1600-h/20081107001859.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/ScJ1d9PCaqI/AAAAAAAAAQE/S1B1EG0ixmo/s400/20081107001859.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314939667764898466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias passaram e começamos uma interessante rotina de casal. Eu saía de casa com minhas coisas da faculdade e ia para a dele, transávamos de manhã, estudávamos a tarde e trabalhávamos a noite.  [...] Obviamente essa condição não se sustentou muito. Na última quarta-feira quando já estávamos nos vestindo para sair para a faculdade, ouvimos algo na porta. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Edu, acho que tem alguém entrando...”; “Calma, calma. Será que é a minha mãe? Ela só volta a noite... Bem, fica no quarto que eu já volto.”&lt;/span&gt; O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘calma, calma’ &lt;/span&gt;não foi pra mim, foi para ele mesmo porque eu não me exaltei. Na verdade, já tinha visto aquele filme com o A. várias vezes. Quem já ficou escondido atrás de geladeira para que a irmãzinha do namorado não o visse pelado sabe do que eu estou falando. Então, terminei de me vestir calmamente e peguei um trabalho que tinha tirado para mostrar a ele. Se aparecessem no quarto, diria que era um amigo da faculdade estudando com ele. Simples. Mas quando termino de fechar a mochila, ouço uma chave na porta do quarto. Uma chave trancando a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/ScNs8elrpYI/AAAAAAAAAQM/32osf7Obs2k/s1600-h/20081107000812.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 220px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/ScNs8elrpYI/AAAAAAAAAQM/32osf7Obs2k/s400/20081107000812.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315211771486381442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora meu pensamento foi o de que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“isso não pode ta acontecendo”&lt;/span&gt;.  Sentei na cama e esperei como pai que espera o filho no escuro para surpreendê-lo ligando o abajur quando ele entrasse. Poucos minutos e a porta se abre. Edu entra furtivamente e sussurra que era seu irmão mais velho, que estava se separando da esposa e voltaria a morar lá com eles. Disse para que esperasse um pouco e saísse porque ele tinha entrado no banho. Minha cara era de alguém visivelmente puto, mas decidi que não fazer a cena ali. Se assumir para a família já é difícil suficiente sem um escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei esperando no corredor ate que ele aparecesse e saíssemos de lá. Paramos numa praça sem se olhar, sem trocar uma palavra. Ele encosta na minha mão e eu tiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Desculpa...”&lt;/span&gt;, disse com uma voz pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Olha, eu nem sei por onde começar a falar... Certamente esse foi o tipo de atitude que eu não esperava de você e...“&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Lu, eu não fiz por mal. Eu fiquei nervoso, foi isso... eu... eu nunca tive namorado antes. Um garoto pelo menos. E esse tipo de situação é totalmente nova para mim, eu não sabia o que fazer...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu sou o seu primeiro namorado?!?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Awn... é... Você é o primeiro em varias coisas... mas eu sei que o que eu fiz foi errado. Sei que isso vai contra a tudo o que eu digo e faço e que eles são minha família e vão ter de me aceitar. É só que nunca tinha sentido necessidade de falar ate agora. Mas se quiser vou lá falar com meu irmão, minha mãe e quem for e colocar isso logo em pratos limpos...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Edu, calma não é assim.”&lt;/span&gt;, segurei a mão dele, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;”Não tem como saber como sua família vai reagir e eu não quero que faça isso só por que eu peço. É muita responsabilidade para mim. Esse é o tipo de atitude que muda a vida de uma pessoa e se você o fizer vai ter que ser por você.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu sei, amor. Mas é algo que eu sei que já deveria ter feito. Eu sempre brinco com este ou aquele amigo que o armário não faz bem a ninguém, sempre falo para dizerem a verdade, mas minha vida é uma contradição do que eu falo. Eu tenho o meu próprio armário e preciso enfrentá-lo.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Qualquer que seja a sua decisão, saiba que eu estou aqui com você e vou segurar a sua mão sempre que precisar. Mas não faça nada precipitado, ok?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final dessa conversa foi algo mais brega, claro. Mas é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;amor&lt;/span&gt;, fazer o quê. Alias nessa historia toda, a atitude dele foi o que me surpreendeu. A primeira coisa que fiz quando o problema apareceu foi ligá-lo a uma ex historia mal terminada. Ele por sua vez, viu que a atitude dele não foi boa comigo e que algum dos seus problemas afetariam nossa vida e que ele teria de mudar. Quantos caras têm esta percepção? E ao ver o final diferente daquela infame historia, o final que eu queria ouvir, percebi o cara incrível que estava comigo. Nesta hora que vi que pessoas diferentes levam à finais diferentes, que sempre existe uma chance para o final que você quer se der espaço para ele acontecer e que é possível sim se apaixonar de novo por uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os problemas financeiros? Ah, nem lembro mais deles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/ScNtKj-oKnI/AAAAAAAAAQU/DQQ2b2kJUfw/s1600-h/118154854_56ff7ca24c_o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/ScNtKj-oKnI/AAAAAAAAAQU/DQQ2b2kJUfw/s400/118154854_56ff7ca24c_o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315212013451356786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;[ Epílogo ]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, não sempre, o destino se encarrega de dar um empurrãozinho para solucionar os problemas. Quem pode dizer é Antonio, o irmão mais velho de Eduardo. Ao procurar pelo número da pizzaria no celular do irmãozinho, ele achou bem mais do que estava esperando...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler: &lt;/span&gt;Kelly Clarkson - My life would suck without you&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-4300848883501910633?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/4300848883501910633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/03/chave-do-armario-parte-i-portas.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/4300848883501910633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/4300848883501910633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/03/chave-do-armario-parte-i-portas.html' title='A chave do armário – Parte I: Portas trancadas'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/ScJ1d9PCaqI/AAAAAAAAAQE/S1B1EG0ixmo/s72-c/20081107001859.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-3757767378319319499</id><published>2009-03-13T19:11:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.746-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Pontos de discórdia entre pessoas cordiais</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"I want to be alone.&lt;br /&gt;I think I have never been so tired in my life."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Greta Garbo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Quando comecei o namoro com Edu tive uma preocupação com relação aos meus amigos. O que acontece naturalmente depois que se começa a namorar é querer momentos sozinhos com o seu amado, o que acaba criando uma distância com aqueles que sempre estiveram com você. Fabio e Henrique, meus melhores amigos, conheceram o Edu na mesma noite em que ficamos a primeira vez e sempre torceram bastante por nós. Mas a verdade é que apesar da saudade deles eu não estava mais animado para baladas e madrugas de bater cabelo. Como ponto de concordância para que pudéssemos nos ver e saber das ultimas noticias depois de três semanas sem se ver marquei um happy hour. O lugar escolhido foi o &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;‘Um oito oito um’&lt;/span&gt;, charmoso restaurante no coração comercial do Rio. É certo que também queria fugir dos 40° C que fez a semana toda e beber uma gelada. Sendo assim, liguei para o Edu e disse que ia ter uma noite com os meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fábio é o primeiro a chegar. Atrasado, claro. Entra apressado no restaurante com um óculos gigante e desaba na cadeira ao chegar à mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Desculpa a demora. Ok, vamos falar. O que acontece com este calor? São 18 horas e eu estou su-an-do!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Infelizmente, meu bem, sudorese faz parte do charme carioca. Mas se acalme que já estamos no ar condicionado.”&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Santo foi o inventor desta maravilha moderna! Já pediu a primeira rodada?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com o primeiro copo ele me contou o verdadeiro final da &lt;a href="http://www.blogger.com/âhttp://cronicamasculina.blogspot.com/2009/02/amor-e-outros-desastres.htmlâ"&gt;saga de X&lt;/a&gt;. E o final, o verdadeiro final, aconteceu depois do episodio do copo na boate, onde os dois já sóbrios, limpos e com menos raiva um do outro sentaram para conversar. X vinha de um relacionamento difícil e queria liberdade, mas ao mesmo tempo estava bem só com Fabio. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“E também se namorássemos provavelmente ia traí-lo por tédio, sabe. A falta de compromisso mantém a emoção”&lt;/span&gt;, finalizou. Naquela altura não sabia se incentivava, falava para ele mudar ou não comentava nada. Por sorte, Henrique adentra naquela hora e me poupa de uma decisão depois da terceira cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Está atrasado, hein...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Desculpa, desculpa. Passei o dia na praia de Ipanema com amigos e tinha de passar em casa para trocar de roupa antes de vir pra cá... o que estão tomando?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto que preferi não me pronunciar na hora: &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;a Praia&lt;/span&gt;. Antes de mais nada eu digo que sou avesso a elas, especialmente as cariocas. Não porque elas sejam feias – &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;na verdade o por do sol mais lindo é em Ipanema &lt;/span&gt;- mas é que todas as praias tem famílias barulhentas e crianças cagando na areia e as áreas reservadas ditas ‘gays’ tem sempre um quê de social-depois-de-balada. Detesto famílias suburbanas na praia. Detesto sorrir e acenar para pessoas que querem apenas mostrar seu biceps. Detesto areia na sunga também. Por isso mantenho minha cor de nada com proteção fator 50 e meu velho wayfarer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SbsUETa-srI/AAAAAAAAAPs/TRwFNduuVxo/s1600-h/20090305235549.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312862249579098802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SbsUETa-srI/AAAAAAAAAPs/TRwFNduuVxo/s400/20090305235549.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabio fecha a cara para Henrique quando ouve ele dizer &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Ipanema&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Está acontecendo algo que eu não to sabendo?”&lt;/span&gt;, pergunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a quinta cerveja quando ele explodiu: &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Ai, muita coisa. To com muita coisa na cabeça. Alem do meu ficante ser um idiota que parece ter 15 anos, do meu salário não ter previsão de sair e eu estar trabalhando sem receber nada para poder garantir meu emprego, os meus ‘amigos’ [fez aspas com os dedos] me deixaram sozinho tomando conta de uma barraca de praia com as coisas deles, enquanto eles ficaram 2h fora, brincando e se divertindo.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“O quê? Ainda isso? Eu já pedi desculpas!”&lt;/span&gt;, Henrique bate na mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Conta essa historia direito...”&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Fomos a praia na minha folga ontem, eu, Henrique, Rogério e Alan.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Quem?”&lt;/span&gt;, ta a historia começa já com personagens novos que eu não tinha idéia quem eram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“A moça sentada a minha direita [Henrique], o namorado dele, e um ex meu que vive sem nada para fazer e eu chamei para ir...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Você está namorando?!?”&lt;/span&gt;, minha memória seletiva a la Dori excluiu o resto e focou na informação faltante. Porque eu era o único a não saber de nada? E principalmente porque eu pareço ser o único que trabalha durante a semana toda?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henrique sorri amarelo e diz &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Surpresa! Bem, eu comecei anteontem na balada... e ”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Ah, Luis, você continua não sabendo de nada..."&lt;/span&gt; interrompeu Fabio &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;"deixa eu continuar... Enfim, o que aconteceu foi o famoso &lt;strong&gt;"vamos ali, é rápido."&lt;/strong&gt; E eles voltaram acho que... 2h depois. E eu lá sozinho. Aí a mulherzinha que estava na minha frente, puxou papo porque viu que eu tava sozinho. Oh que legal. Um belo jeito de se curtir uma praia com os amigos, me abandonaram com uma gorda de biquíni!!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Pêra, quem é essezinho que está namorando? Como se conheceram?” &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você o conheceu também... ele é aquele ex do Fabio que caiu de paraquedas na festa...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Odeio quando vocês trocam ex e não me atualizam... e porque deixaram o Fa sozinho na praia?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Foi apenas um mal entendido fomos no posto porque o Alan queria ir ao banheiro.”&lt;/span&gt;, justificou esfregando as mãos culposamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Não podia ir na praia?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Não, não para o que ele queria...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“E porque foram vocês dois com ele? Ele precisava de ajuda?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Ah, não podia perder a chance de um banheirão com o Rogério... namoro recente, sabe como é...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“urrr...Acabei de vomitar um pouco na minha boca só de pensar nessa visão... &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;A conta por favor!!!!”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SbsTi1kxBII/AAAAAAAAAPk/BWal0oDPkck/s1600-h/20090208195159.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312861674631398530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SbsTi1kxBII/AAAAAAAAAPk/BWal0oDPkck/s400/20090208195159.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sou Amy-casa-de-vinho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos de lá para outro bar porque o nível alcoólico é inversamente proporcional à salubridade do lugar em que estamos bebendo. Logo, saímos de lá e caímos na &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lapa&lt;/span&gt;. Já era noite, mas o movimento ainda era pouco. Passamos o depósito, o arco íris e finalmente chegamos ao local: &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;Sal e Pimenta&lt;/span&gt;. Lembro que só entrei no lugar porque eles disseram que havia videokê e eu poderia cantar Maysa. Acabei com &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Vambora&lt;/span&gt; da &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Calcanhoto&lt;/span&gt;, porque não tinha Amy no repertório. Em horas como essa que vejo que quando bebo eu não faço o mínimo sentido. Mas estava me divertindo. Terminei minha musica sem levar tomate ou qualquer outro vegetal, então tava bem. Continuei a explorar o lugar, que não era tão ruim afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SbsUuXgjbcI/AAAAAAAAAP0/XnuTFXkZIqs/s1600-h/20090305235202.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312862972230725058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SbsUuXgjbcI/AAAAAAAAAP0/XnuTFXkZIqs/s400/20090305235202.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era meia noite, saímos do lugar cantando e mexendo com as pessoas na rua. Normalmente sou bem tímido, mas como o A. costumava dizer &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Luis, quando você bebe você vira Amaury Jr.”&lt;/span&gt; Então como ninguém queria voltar para casa, pegamos um ônibus e fomos parar em uma boate da vida, que juro que não lembro o nome. E não, eu não deixei meu batom no cinzeiro como na musica da &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Gaga.&lt;/span&gt; Na verdade eu estava resistindo um pouco à idéia de entrar no lugar. Era a cena. Era a musica bate estaca e a luz negra. Eram as travas e os paetês. Era o vazio emocional de uma pistade dança cheia que eu queria evitar. Mas eu entrei, por eles. Eram amigos e eu já tinha pagado o mico da noite. Entramos e ficamos a dançar perto do bar. Semi-conhecidos começaram a aparecer. O que eu estava fazendo ali? &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Nossa, você ta sumido, hein...”, “Você não mudou nada...”&lt;/span&gt;. Era um pesadelo de pessoas que se achavam intimas. Fui ao banheiro fugir daquilo tudo. Lavei o rosto e como um fantasma atrás de mim Gabriel, um ex namorado meu, aparece. Ele não acredita ter me achado ‘&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;naquele lugar aleatório&lt;/span&gt;’. Eu sorrio amarelo fingindo não ter morrido de susto com ele parado atrás de mim. Começamos uma conversa desinteressante e nem sei o que falo, só balanço a cabeça sem reparar no que ele esta dizendo. Eu só queria sair dali. Com um aceno eu tento sair fingindo que alguém me chama, mas ele segura o meu braço. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;‘Não, deixa eu te pagar uma bebida!”&lt;/span&gt; e me puxa para o caixa. Eu puxo o braço de volta. Na hora, como se Mr. Hyde assumisse o lugar do Dr. Jekyll, o rosto dele se distorce em uma expressão de sarcasmo e ele diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Jogo duro, você? É, eu bem que ouvi por ae que você estava namorando serio... Cadê ele mesmo?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu senti asgo do ser desprezível que achava que eu era um qualquer da noite. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Mas ele estava errado?&lt;/span&gt;, falou o grilo falante. De qualquer jeito dei um soco na cara dele e saí da festa. Já tinha bastado da noite para mim. Mas saí culpado. Realmente estava na festa e Edu nem imaginava. Me senti a pessoa mais escrota do mundo não sabendo me controlar tanto por ter ido lá como por ter agredido o imbecil na boate. Como por reflexo, puxei o telefone e liguei para o ele. Bebida e celular, uma combinação perigosa. Mas se era para contarem para ele algo distorcido, contava eu a verdade. Eu estava nervoso também, não sou de bater nas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a falar e falar e falar e ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;[Ele, preocupado]&lt;/span&gt;“Amor, tudo bem, não tem problema... você falou que ia sair... me diz onde você está agora?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;[Eu, Bêbado e gritando ]&lt;/span&gt;“Eu to no meio da rua de... sei lá... só que eu precisava te contar... &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;[repete a historia]&lt;/span&gt;”&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lu, pelamordedeus ai é perigoso! Podem te assaltar!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Foda-se ninguém vai me roubar! Roubar o que? Esse celular é velho mesmo!! E vem vindo um táxi, vou me jogar na frente para ele parar...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Luis Carlos, não faz isso!”&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não, ele parou antes nem precisei me jogar...” &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;[troca as pernas-cai do salto]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Garoto, me liga assim que colocar os pés em casa.”, desligou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou que eu estava a duas quadras da minha casa. Entrei liguei para todos que não ficassem preocupados e me joguei na cama. Conciliar amigos e namorado requer recursos alem do que o meu espírito possui. E as coisas terminam como a gente imagina? Claro que não. Maldito Murphy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não queria mais pensar. Não queria mais pensar em nada ate a tarde da semana seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Para ouvir depois de ler:&lt;/span&gt; Shakira – Estoy Aquí&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-3757767378319319499?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/3757767378319319499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/03/pontos-de-discordia-entre-pessoas.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/3757767378319319499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/3757767378319319499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/03/pontos-de-discordia-entre-pessoas.html' title='Pontos de discórdia entre pessoas cordiais'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SbsUETa-srI/AAAAAAAAAPs/TRwFNduuVxo/s72-c/20090305235549.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-513565735760494918</id><published>2009-03-09T04:37:00.000-07:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.759-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Orgulho e Preconceito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Todos os caras mais gostosos são gays."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paris Hilton&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Domingos são dias mortos naturalmente. É o primeiro dia da semana e é aquele em que se deveria descansar para começar a semana bem. No último foi o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dia internacional das mulheres&lt;/span&gt;, apesar disso. Parabéns às leitoras, aliás. Eu sei que elas mereciam muito mais que um tapinha nas costas, mas o meu dia me mostrou um outro lado que talvez não merecesse ser comemorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já de saco cheio do domingão do Faustão, decidi chamar Edu para ir ao cinema. Fomos ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nova América&lt;/span&gt;, um shopping que fica perto do terminal do metro. Já na fila percebemos o caráter progressista do local, com pelo menos dois casais gays de mãos dadas, o que nos deixou menos tensos a qualquer reação homofóbica. Assistimos&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; ‘Watchmen’&lt;/span&gt;, divertido até, mas como já falei aqui não sou bom em criticas de filmes. Deixo isso para o &lt;a href="http://www.blogger.com/%E2%80%9Dhttp://cinemahomensepipoca.blogspot.com/%E2%80%9D"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cinema Homens e Pipoca&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;. Logo depois de sair da sala, procuramos uma mesa na praça de alimentação para conversarmos e bebermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois copos de chopp depois e já estávamos com nossas conversas filosóficas de mesa de bar quando do outro lado do shopping uma menininha feliz passava com sua família. Nós não estávamos nos agarrando, nem sequer nos beijando, apenas conversávamos, mas dava para reparar que éramos íntimos pela nossa proximidade. A grande maioria olhava e parecia não se importar. A garotinha não. Ela devia ter uns sete anos e com toda a dramaticidade infantil apontava para nós, colocava a mão na boca simulando uma risada e fazia seu show. Edu estava de costas e não viu no começo, mas com a minha visão ‘privilegiada’ do espetáculo eu comecei a ficar seriamente puto com aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SbUC1VRfpCI/AAAAAAAAAPc/f-QEl8N2gaQ/s1600-h/1233326458410_f.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 390px; height: 260px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SbUC1VRfpCI/AAAAAAAAAPc/f-QEl8N2gaQ/s400/1233326458410_f.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311154450820211746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a garota, mas não era só ela. Era a ignorância na vida de uma menina que não era diferente da população do mundo que viveria a vida toda se importando com as diferenças dos outros e se incomodando com o que não tem nada haver com a sua vida. Era o pai que a impedia de apontar, mas olhava para trás e incentivava a discriminação e provavelmente ensinou a ela que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘aqueles veadinhos não não iriam para o céu’ &lt;/span&gt;ou qualquer baboseira homofóbica sem fundamento. E ao mesmo tempo em que sentia raiva pela atitude escrota da menina –&lt;span style="font-style: italic;"&gt; a qual repito que na minha opinião a culpa é toda e exclusiva dos pais que a ensinaram que isso é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;‘errado’ &lt;/span&gt;ou ‘doente’ &lt;/span&gt;– eu sentia pena dela. Pena de um ser que vai viver a vida na ignorância a não ser que a vida de um tapa na cara dela e diga para ela deixar de ser escrota. Ok, talvez eu esteja um pouco alterado, mas no fim das contas eu não fiz nada contra a menina. Mesmo depois de ela vir na nossa mesa e perguntar porque estávamos encarando ela. Eu pensei em mil e uma respostas malcriadas, mas escolhi a milésima segunda: continuar sendo feliz e deixar a garota se rasgando de raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso ficou na minha cabeça por alguns dias, mas a vida tem de continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler:&lt;/span&gt; Garbage - Bleed like me&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com certo atraso que agradeço ao Douglas do &lt;a href="http://www.blogger.com/%E2%80%9Dhttp://proudbrasil.blogspot.com/%E2%80%9D"&gt; Proud Brasil&lt;/a&gt; por mais uma selo, o Troféu Amigo, um selo ‘para blogs que são extremamente charmosos. Esses blogueiros têm o objetivo de se achar e serem amigos. Eles não estão interessados em se auto promover.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SbUCEMEzSLI/AAAAAAAAAPU/ca9UtTAWbbo/s1600-h/222.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 160px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SbUCEMEzSLI/AAAAAAAAAPU/ca9UtTAWbbo/s400/222.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311153606537463986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus indicados são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;a href="http://gayalpha.blogspot.com/" com=""&gt;Gay alpha&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;a href="http://brancosubito.blogspot.com/" com=""&gt; Branco Súbito&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;a href="http://semtirar.blogspot.com/" com=""&gt; 3 sem tirar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;a href="http://gcliche.blogspot.com/" com=""&gt; G cliché&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns a eles!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-513565735760494918?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/513565735760494918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/03/orgulho-e-preconceito.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/513565735760494918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/513565735760494918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/03/orgulho-e-preconceito.html' title='Orgulho e Preconceito'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SbUC1VRfpCI/AAAAAAAAAPc/f-QEl8N2gaQ/s72-c/1233326458410_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-7625685835170685031</id><published>2009-02-28T05:36:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.771-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Amor e outros desastres</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É, o carnaval acabou. Das ruas já limparam os confetes, as garrafas quebradas e os bêbados que por ventura caíram no caminho. E você que bebeu, pulou e regojizou na frente de um trio elétrico, &lt;strong&gt;parabéns&lt;/strong&gt;! Considere-se sortudo, pois para mim e meus amigos o carnaval foi uma zica só. Juntaram todos os desastres possíveis e colocaram em &lt;em&gt;‘cinco dias de folia’&lt;/em&gt;. Pro inferno, né. Oh papai do céu, porque resolveu descontar os meus pecados agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar pelo carnaval em si. Não entendo direito a graça do &lt;em&gt;baticundum&lt;/em&gt;. Eu estava lá e vi as pessoas com os dedinhos levantados e as pessoas rebolativas e peitos e bundas e o sexo esfregado na minha cara. É sempre a mesma coisa. Fui para a Banda de Ipanema, o maior bloco gay do carnaval carioca, com a simples idéia de passar mais tempo com Edu. Acho que ele também não entendia o que estava fazendo lá, disse que queria me apresentar uns amigos, disse que seria divertido e eu pensei &lt;em&gt;“Whatahell, quantas vezes você tem a chance de usar uma fantasia no meio da rua e parecer normal?”&lt;/em&gt; Entre pessoas saídas da praia, travas posando para fotos e carrinhos de &lt;em&gt;‘3 por 5 real’&lt;/em&gt;, seguimos juntos a massa ouvindo as batidas e sentindo o calor de rachar. Saldo final? Uma amiga lésbica olhando torto para mim, uma ressaca no dia seguinte devido a bebidas vagabundas, marca de camisa pelo sol de rachar e o dinheiro, bom o que não foi gasto foi roubado. Era um carnaval típico. Então eu fiz o que qualquer pessoa sã faz nessas horas. Eu disse: &lt;em&gt;‘Amor, adoro você, mas não saio de casa ate que o tapa s&lt;/em&gt;&lt;em&gt;exo esteja fora de moda.’&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sal9Rdqwj9I/AAAAAAAAAPE/55nIjeDwBMw/s1600-h/20080501182926.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sal9Rdqwj9I/AAAAAAAAAPE/55nIjeDwBMw/s400/20080501182926.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307911374808059858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da cidade, Fabio acordava em uma cama de motel. O começo da noite anterior estava um pouco nublado na sua lembrança, mas o final era bem claro. Esbarrou em &lt;strong&gt;X&lt;/strong&gt;, um carinha que estava de olho há algum tempo, e eles ficaram conversando no canto do bar em uma noite quase mágica. Lá pelas tantas decidiram sair dali e ir para o motel para dormirem juntos. Sim, apenas dormirem. Era o tipo de cumplicidade e respeito que ele gostava e apesar de ser estranho acordar com um menu de sex shop na cabeceira da cama, não pode deixar de escapar um sorriso ao ver aquele homem dormindo ao seu lado. Saíram mais algumas vezes, mas sempre em algo casual-porém-íntimo. Aos poucos Fabio achou que ele era diferente. E nesse momento de impulso pegou sua agenda e ligou para todos os &lt;em&gt;‘números casos ativ&lt;/em&gt;&lt;em&gt;os’&lt;/em&gt; e colocou-os no banco de reserva. Não queria que nenhum caso seu atrapalhasse esse momento dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SamHbIm6xlI/AAAAAAAAAPM/F_nVENV0zp8/s1600-h/530739614_cc3d4194d1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 323px; height: 362px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SamHbIm6xlI/AAAAAAAAAPM/F_nVENV0zp8/s400/530739614_cc3d4194d1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307922536069776978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na terça, a saudade bate forte e Edu me chama para um programa sem alegorias ou adereços: o bom e velho cinema. &lt;em&gt;“Só se for pra vermos &lt;strong&gt;‘Milk’&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt;, e sim eu sou exigente quanto a filmes. &lt;em&gt;[ se quiserem uma boa review do filme leiam no &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/%E2%80%9D"&gt;&lt;em&gt;Admirável Blog Novo&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; ]&lt;/em&gt; Marcamos no Shopping Tijuca, um dos poucos em que ele estava passando. Na ida já tinha reparado o quanto a cidade estava abandonada. Era como &lt;em&gt;‘Madrugada dos mortos’&lt;/em&gt;, onde só tinham papeis e bolas de feno voando nas ruas vazias e às vezes também aparecia um infeliz em fantasia de bate bola. Abstraí e fui ver o filme. Aliás, o recomendo, mas não quero discuti-lo agora. Tínhamos o shopping inteiro só para nós e só saímos depois que o Habibs tinha acabado com a dose dupla de chopp. Então já deve ter percebido que chegamos a Praça Sans Pena bem alegrinhos. Há poucos metros do ponto em que estávamos acontecia uma dessas festas de carnaval de bairro que lembra festa junina, mas é carnaval. De repente pessoas começam a correr no sentido contrario ao trânsito, vindo em nossa direção. Não entendemos nada, mas com o numero de pessoas aumentando, a tensão tomou conta do local. As pessoas correm para dentro de vans, ônibus ou qualquer veiculo com mais de três rodas, crianças aparecem jogando pedras, ouvem-se gritos e sons metálicos. Era quase um cenário de guerra civil. Mas era um arrastão. Carros de policia aparecem e aí vemos o quão feio a situação era. Como por impulso Edu pega a minha mão e me puxa para um sebo bem ao lado do ponto para sairmos da &lt;em&gt;‘area de tiro’&lt;/em&gt;. O lugar que estamos é diminuto e mal conseguimos ficar os dois lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Manda outro!”&lt;/em&gt;, grita Fabio batendo o copo vazio no balcão. Não somos russos, mas bebemos vodka como ninguém. Ele vira de costas para o bar enquanto lhe preparam o drink e olha X na pista de dança. Ele sorri e levanta um copo simulando um brinde. Fabio já sorri involuntariamente. Talvez também porque era seu sétimo copo. Eles dançam ao som de Kate Perry quando cheio de coragem e manguaça Fabio faz a pergunta. Sim, &lt;em&gt;A pergunta&lt;/em&gt;. X na hora desmancha todo o rosto em um sonoro &lt;em&gt;&lt;strong&gt;‘NÃO’&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Nem toda a vodka do mundo podia fazê-lo deixar de ouvir o seu coração quebrando. E então neste momento em que estava com o orgulho ferido se deu conta o quão exposto estava. Era musica eletrônica e chão de cimento e seus sentimentos escancarados para que um qualquer brincasse. &lt;em&gt;Não era para ser assim.&lt;/em&gt; Fabio era mais, merecia mais e fez o que toda dancefloor diva faz nessas horas. Derrubou o copo todo na cabeça do bofe e o empurrou. Ele levantou os olhos a tempo de vê-lo saindo, virando com seu olhar mortal e dizendo &lt;em&gt;“Você não merecia tanto.”&lt;/em&gt; E partiu para não olhar para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem regras gerais sobre sorte ou azar em quaisquer áreas, mas existem necessidades e oportunidades. Você sempre tem de estar pronto para aquilo que ainda pode te surpreender. Seja você um taxista passando desapercebido quando dois caras entram em seu carro e gastam 50 reais só para se ver longe de uma situação de perigo ou seja você um ombro amigo de um coração despedaçado que termina a noite com o melhor beijo da sua vida, &lt;em&gt;sempre haverão vencedores enquanto houverem desastres.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[Agora o ano realmente começa.]&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler:&lt;/span&gt; Los Hermanos - Todo carnaval tem seu fim&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-7625685835170685031?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/7625685835170685031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/02/amor-e-outros-desastres.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7625685835170685031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7625685835170685031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/02/amor-e-outros-desastres.html' title='Amor e outros desastres'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/Sal9Rdqwj9I/AAAAAAAAAPE/55nIjeDwBMw/s72-c/20080501182926.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-2167967442625761572</id><published>2009-02-24T07:26:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.785-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Os velhos olhos vermelhos voltaram</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de dividir meus textos em temporadas é uma tentativa de dar nome à fase da vida que estou. Olhando do primeiro texto ate o ultimo vejo o quant&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o mudei, tant&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o em assuntos como em perspectivas. Evoluir é o processo natural para todo o ser humano, por isso não vejo mais ‘Blues’ na minha vida. Então mudo o nome que não alter&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ará o conteúdo, mas apenas anunciará o modo como tudo será visto. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com vocês a segunda temporada do Crônicas: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Miracle of two&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaV6bLxo0DI/AAAAAAAAANc/mXYCwpZK2oQ/s1600-h/20090217030953.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 173px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaV6bLxo0DI/AAAAAAAAANc/mXYCwpZK2oQ/s400/20090217030953.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306782343362039858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*Enjoy*&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Os meus ciúmes eram intensos, mas curtos;&lt;br /&gt;com pouco derrubaria tudo,&lt;br /&gt;mas com o mesmo pouco ou menos&lt;br /&gt;reconstruiria o céu, a t&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;erra e as estrelas."&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;dl style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;dd&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Capítulo CVII de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dom Casmurro &lt;/span&gt;de Machado de Assis&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começar a namorar as vésperas do carnaval é considerado por muitos um suicídio emocional. É preciso estômago, saco e coração para resistir à tentação e/ou não ver o seu relacionamento virar confete na frente de um arlequim. Carnavais eu já tive alguns, logo de pierrô eu não tenho nada. Mas o carnaval realmente se tornou um teste para mim. Teste para mim e principalmente para ele. Mas nem foi preciso ver a banda passar para que o resultado aparecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centro do Rio. 37°C e vários passantes. Suor, cigarro e urina. O típico cheiro do centro de qualquer metrópole. Algumas pessoas olham seus relógios contando os segundos do ultimo dia antes do oba-oba dos blocos enquanto outras gritam seus produtos querendo ganhar os últimos quaisquer com o evento. As cores saturadas e vibrantes do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Saara&lt;/span&gt;, o principal centro comercial do Rio, faziam parte do nosso cenário. A procura de uma fantasia era apenas uma desculpa para desbravarmos os cantos das lojas coloridas e passarmos um tempo juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos máscaras, perucas e toda a sorte de apetrechos até acharmos as fantasias que queríamos. Ele, com seus cabelos enrolados, seria um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;anjo surfista&lt;/span&gt; de bermudão e tudo. Eu com minha boa e velha calça skinny seria um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;demônio roqueiro&lt;/span&gt;. Um casal feito de opostos. Mas estou falando apenas da fantasia. A tarde de compras passou rápido e logo já era noite. Pegamos as sacolas e fomos curtir a Lapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaV8E-1AU2I/AAAAAAAAAN0/9BXycR-C_Ug/s1600-h/20081211154530.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaV8E-1AU2I/AAAAAAAAAN0/9BXycR-C_Ug/s320/20081211154530.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306784160952636258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentamos no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bar Arco-íris&lt;/span&gt;. Acho que antigamente o bar tinha algo de gay, vide o nome, mas acho que foi apenas isso que sobrou por que me pareceu um bar como outro qualquer com portas abertas para quem quer pagar a próxima rodada.  E rodada após rodada nós estávamos lá, conversando e bebendo em assuntos sem fim. Não precisava de mais nada. Talvez de mais uma rodada, mas isso não foi problema. Acho que acabei falando para ele do blog, mas não dei o endereço. Não que tenha algo a esconder, mas acho que este espaço deva ficar guardado para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaWGift0RiI/AAAAAAAAAO0/37kTwGYQv8E/s1600-h/Untitled-8.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 283px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaWGift0RiI/AAAAAAAAAO0/37kTwGYQv8E/s400/Untitled-8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306795663113340450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas tantas da noite, Fabio e Henrique me ligam. Desde que comecei o namoro não tenho saído muito com eles. Em parte por incompatibilidade financeira, mas a verdade mesmo é que desisti da madrugada. Eduardo foi o empurrão que faltava para que eu saísse das luzes estroboscópicas e flertes efêmeros. O que não quer dizer que desisti dos amigos. Henrique chegou primeiro acompanhado de dois colegas meio afetados, Marcos e Vinicius. Ambos tinham caipirinhas baratas nas mãos e moravam na zona sul. Típicos baladeiros. E enquanto diziam suas teorias sobre o carnaval ser melhor à noite &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘quando as pessoas estão mais quentes’,&lt;/span&gt; um dos moçoilos resolve ser solicito pra cima do meu homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ooooi, você quer um pouquinhoooww...”&lt;/span&gt;, disse com a voz arrastada, fazendo malabarismos linguais com o canudo e olhando esticado para os braços dele.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “Ta tão gostoooosoooww...”&lt;/span&gt; e passa a mão no ombro dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora, segurei o outro braço dele e sutilmente apertei. Não ia fazer cena, mas também não ia deixar barato. Com a cara mais lavada, cerrei os dentes e disse pra biscate fuzilando-a com o olhar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;querida, já estamos bebendo cerveja. Obrigado...”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para Eduardo e ele faz cara de interrogação.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Aconteceu alguma coisa?”&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;“Alguma coisa?!? Você não viu aquelezinho &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;todo se querend&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o pra cima de você? Quase dei na cara dele... Que abuso!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Own... que bonito, meu ciumentinho...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me abraçou e logo me acalmei. Ele nem tinha reparado, é muito desligado nisso. Mas eu não sou e fiquei na raivinha da bicha. Não me entendam mal, não é ciúme. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ciúme&lt;/span&gt; é inventar uma situação de traição, ver mais do que realmente acontece e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eu não inventei isso&lt;/span&gt;. Foi claro e evidente que o outro estava com segundas intenções para cima do meu Edu, o que foi puro desrespeito que não sou obrigado a agüentar ou tolerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaWHwAWgYwI/AAAAAAAAAO8/PbntM0DabSY/s1600-h/20090201161514.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 253px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaWHwAWgYwI/AAAAAAAAAO8/PbntM0DabSY/s400/20090201161514.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306796994723865346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabio chegou mais tarde e a noite se amenizou matando as saudades. Os meninos estavam na fila para uma festa e logo os semi-conhecidos começaram a aparecer. Dentre eles, Gustavo. Acho que já falei dele aqui, mas com outro nome que não vou recordar agora. O caso é que ele é um ex-caso. Simpático, veio me perguntar como estava e tudo mais. Tudo muito bem, mas havia algo de extremamente perturbador nele. Talvez porque ele conversava comigo olhando para a porta. A porta que estava atrás dele. Ou por que estivesse nervoso e quase monossilábico. Mas olhando para ele vi todos os tipos comuns de festa, mesmo àqueles que não se importariam em falar comigo na porta da festa, e pensei que poderia sim entrar naquele lugar e colocar metade dos homens aos meus pés, mas que nenhum deles me olharia nos olhos do mesmo jeito ou me faria reagir daquela maneira com raiva de um desrespeito como o cara que eu escolhi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, os meninos entram na festa e eu voltei para casa com Edu. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;E o carnaval começou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;*sobem os créditos*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler:&lt;/span&gt; the Killers - Mr. Brightside&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaV-WWEhHpI/AAAAAAAAAOE/kXwXWjC8krM/s1600-h/Untitled-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 85px; height: 85px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaV-WWEhHpI/AAAAAAAAAOE/kXwXWjC8krM/s200/Untitled-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306786658272747154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eduardo&lt;/span&gt; apresentou seus amigos ao seu namorado durante a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Banda de Ipanema&lt;/span&gt; e teve sua carteira roubada na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Farme de Amoedo&lt;/span&gt;. Amaldiçoou o carnaval, mas saiu em uma escola de samba como destaque do abre alas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaWEYZWgqXI/AAAAAAAAAOs/0Ae7X-TAoUc/s1600-h/Untitled-2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 85px; height: 84px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaWEYZWgqXI/AAAAAAAAAOs/0Ae7X-TAoUc/s200/Untitled-2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306793290583026034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fabio&lt;/span&gt; encontrou um amor que o fez terminar com os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sete casos&lt;/span&gt; que mantinha. Ele podia ser encontrado ontem  dançando sem camisa em alguma boate no Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaV7Q7PT-CI/AAAAAAAAANs/lg3o8Zs50nE/s1600-h/pamela+anderson+canadian+seal+hunt.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 85px; height: 85px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaV7Q7PT-CI/AAAAAAAAANs/lg3o8Zs50nE/s200/pamela+anderson+canadian+seal+hunt.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306783266636036130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Henrique&lt;/span&gt; saiu em quase todos os blocos e participou de um concurso de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;camiseta molhada&lt;/span&gt;, realizando assim sua fantasia de ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pamela Anderson.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaV_UEjQ81I/AAAAAAAAAOM/tbRZumzeaSU/s1600-h/trio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 85px; height: 85px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaV_UEjQ81I/AAAAAAAAAOM/tbRZumzeaSU/s200/trio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306787718721762130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Marcos &lt;/span&gt;[a bicha solicita] morreu atropelado por um trio elétrico desgovernado. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mentira.&lt;/span&gt; Mas eu queria que fosse verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaWAbg1x7rI/AAAAAAAAAOU/HSXsPuWK52c/s1600-h/arma.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 85px; height: 85px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaWAbg1x7rI/AAAAAAAAAOU/HSXsPuWK52c/s200/arma.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306788946086325938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gustavo&lt;/span&gt; conheceu um Holandês no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Posto 9&lt;/span&gt; que quer levá-lo para morar com ele. Gustavo ainda não contou que está no armário, nem para o gringo nem para a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaWBPdZDObI/AAAAAAAAAOc/HbDZApjMLH4/s1600-h/20090111154618.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 85px; height: 85px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaWBPdZDObI/AAAAAAAAAOc/HbDZApjMLH4/s200/20090111154618.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306789838513715634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luiz Carlos &lt;/span&gt;escreve na madrugada porque não tem saco de ver os desfiles na Globo. Mas ainda assim está feliz por estar comemorando o seu primeiro carnaval ao lado de Edu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-2167967442625761572?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/2167967442625761572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/02/os-velhos-olhos-vermelhos-voltaram.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/2167967442625761572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/2167967442625761572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/02/os-velhos-olhos-vermelhos-voltaram.html' title='Os velhos olhos vermelhos voltaram'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SaV6bLxo0DI/AAAAAAAAANc/mXYCwpZK2oQ/s72-c/20090217030953.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-8739111880433721332</id><published>2009-02-19T04:54:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.800-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Valentine's</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;‘E agora você tem de se perguntar apenas isto:&lt;br /&gt;O que é felicidade para você, David?’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noah Taylor como Edmund em Vanilla Sky&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/%E2%80%9D" com="" 2009="" 02=""&gt; [continuação ‘Chasing Paviments’]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O relógio na cabeceira apita. Onze horas. É fim de noite naquele quarto de motel. Em uma poltrona antiga no canto eu observo a luz néon vermelha inundar o lugar. Mas a vulgaridade do ambiente parece não atingi-lo, que dorme pacificamente enrolado nos lençóis brancos. Seus cabelos despenteados caídos no rosto, seu corpo atlético marcando as voltas do único tecido entre o seu corpo e o mundo. Era algo bonito de se ver. Quase poético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SZ1sGz-kBaI/AAAAAAAAAM8/eGw83JbdwpY/s1600-h/20081028011942.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 290px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SZ1sGz-kBaI/AAAAAAAAAM8/eGw83JbdwpY/s400/20081028011942.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304514800399943074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poesia não é algo constante na minha vida, embora devesse ser. E ao olhar Eduardo eu sentia isso. Sentia varias coisas na verdade. Sentia o tesão que apenas um homem pode sentir por outro. Sentia carinho que apenas amigos trocam. Mas principalmente, sentia medo. Medo de fazer algo que definitivamente estragasse esta chance, medo de não ser o que ele quer e merece, medo de descobrir o que acontece depois do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘felizes para sempre’&lt;/span&gt;, se é que ele existe ou que um dia vá chegar. Acho que isso é gostar de alguém. E na nudez do quarto e dos lençóis desarrumados, eu via meus medos estamparem as paredes e a resposta absoluta repousava bem no meio dele. Eduardo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não confunda meu excesso de pensamento com enrolação. Sei que namoro não é casamento, mas acho que tem de ser sério, pra valer. Não queria tomar uma decisão que uma semana depois me arrependeria. Meu maior defeito é a impulsividade e já paguei bastante por coisas que não pensei duas vezes antes de aceitar. Minhas historias estão aí para provar. Tudo o que eu queria agora era fazer a coisa certa e ficar em paz comigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘O que está fazendo?’&lt;/span&gt;, disse ele, entreabrindo os olhos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Nada... só olhando você...’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Volta pra cama, volta... Ta ficando frio aqui sem você.’&lt;/span&gt;, ele estica a mão. O lençol que o cobre escapa dos seus ombros e sua pele parece mais que um convite. Deito junto a ele e percebo o quanto ela está quente, ao contrario do que ele disse.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Eu estava pensando em uma coisa... Mas acho besteira comentar.’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Adoro besteiras, diga.’&lt;/span&gt;, respondeu, passando suas pernas entre as minhas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Ontem.[...] O seu amigo.[...] é que, ele falando de nós no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;telefone e eu fiquei a pensar: o que somos nós?’&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;‘Nós?’&lt;/span&gt;, repetiu abrindo os olhos e sorrindo para mim. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘...Você quer definir algo?’&lt;/span&gt;, e sentou no meu colo com apenas um lençol entre nós.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Awn.... Bem, definir coisas estando nu em uma cama é meio perigoso, não acha? ’&lt;/span&gt;, naquela posição não existia qualquer tentativa de argumentação.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Hmm... Eu concordo... e o que podemos fazer nestas horas então....? ’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SZ1slrB0hDI/AAAAAAAAANE/oKftKP-teEQ/s1600-h/04731.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 284px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SZ1slrB0hDI/AAAAAAAAANE/oKftKP-teEQ/s400/04731.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304515330573632562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poucas horas depois saímos de lá. Não calculamos bem as 6 horas, mas aproveitamos bem. Voltar para casa não era uma opção. O &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;‘bar do Adão’&lt;/span&gt;, no Grajaú, era. Edu já conhecia o local, um bar bem acolhedor e que incrivelmente estava cheio naquela hora. Sentamos pedimos algo e logo ja conversavamos sobre os mais diferentes assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Edu, sabe o que reparei agora?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘hmmm...’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Hann... Estamos vestidos e fora da cama...’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘O quê?’&lt;/span&gt;, ele faz de desentendido e eu dou o olhar ‘ameaçantico’. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Ok, lembrei. Hora de colocar as cartas na mesa, né.’&lt;/span&gt;, riu-se.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘É serio... Quero saber o que acha...’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Olha, sinceramente, n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ão mudou nada de umas horas para cá. Estamos saindo há mais de um mês e eu não to saindo com mais ninguéme to muito bem com isso.’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Mais de um mês? Serio? Nem vi o tempo passar... bem, então acho que podemos tentar então?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ele aproxima seu rosto do meu e diz. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Eu adoraria, namorado...’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sei se podíamos beijar ali, mas foi inevitável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode chegar um dia que vamos brigar e ter problemas, mas se não deixasse meus medos e inseguranças de lado e tentasse ser feliz acho que iria ficar eternamente com a duvida do que o destino teria guardado pra mim. Acho que no final, amor é isso. Uma escolha de se arriscar com alguém que não é perfeito, que não tem um cavalo branco, mas pode te fazer feliz. E por enquanto tudo está em paz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Lu?’&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;‘Oi, edu...’&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;‘Feliz Valentine’s day...’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;[É hora de mudar as estações...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler:&lt;/span&gt; Taylor Swift - Love Story&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SZ1rmiXJw2I/AAAAAAAAAM0/IWT_nVcfrGc/s1600-h/selo+01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 199px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SZ1rmiXJw2I/AAAAAAAAAM0/IWT_nVcfrGc/s400/selo+01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304514245915427682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a indicação do Douglas do &lt;a href="http://www.blogger.com/%E2%80%9D" com=""&gt; ProudBrasil&lt;/a&gt; ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pinel&amp;amp;Juqueri&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Representa todo espaço que de uma forma ou outra traduz um pouco das loucuras de seus/suas escritores/as. Esse espaço que temos pra mostrar ao mundo nossos momentos de loucura, curiosidades, entretenimento, descarrego...etc, etc."&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus indicados são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alex e Elisa&lt;/span&gt; do &lt;a href="http://oguiagay.blogspot.com/"&gt;Guia Gay&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pequeno Diabo&lt;/span&gt; da &lt;a href="http://oficinadodiabodiario.blogspot.com/"&gt;Oficina do Diabo &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://gayalpha.blogspot.com/"&gt;Gay Alpha&lt;/a&gt; do autor de mesmo nome&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Daniel&lt;/span&gt; do &lt;a href="http://sembolso.blogspot.com/"&gt; Sem Bolso&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bom Carnaval para todos!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-8739111880433721332?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/8739111880433721332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/02/valentine.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/8739111880433721332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/8739111880433721332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/02/valentine.html' title='Valentine&amp;#39;s'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SZ1sGz-kBaI/AAAAAAAAAM8/eGw83JbdwpY/s72-c/20081028011942.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-4440879104685285763</id><published>2009-02-15T08:31:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.814-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Peso do Nome ou Procurando Caminhos [Chasing Pavements]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de tarde. Enquanto o sol pinta as janelas de vermelho coloco o som no ultimo volume para que as paredes ouçam a música. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://pgteenspace.files.wordpress.com/2008/09/adele.jpg"&gt;19, Adele.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;Em cima da mesa, uma caneca de café da manhã com vodka da noite anterior para ajudar a tarde a descer. E eu, cansado, estou de óculos escuros dentro de casa. Odeio o horario de verão que traz a noite mais tarde, mas um pôr do sol é ainda um pôr do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-weight: bold;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SZhG3exF5xI/AAAAAAAAAMc/EJqJnJuAq4o/s1600-h/20081122002907.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 270px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SZhG3exF5xI/AAAAAAAAAMc/EJqJnJuAq4o/s400/20081122002907.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303066480194479890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘I've made up my mind,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Don't need to think it over,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;If i'm wrong i am right...’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minhas ultimas palavras foram para deixar a vida rolar, mas eu não ia deixar. As coisas são mais complicadas do que eu escrevo ou talvez sou eu que as complique. O fato foi que logo depois de dizer que precisava me libertar, eu me prendi. Eduardo é seu nome. Nos conhecemos no ano passado em uma jantar de lançamento do livro de uma amiga em comum. Com poucos copos, ja era o dono da mesa, conversando com uma metade e sendo assunto da outra. Reparei no garoto timido de ombros largos e cabelos enrolados no fundo, mas como a reciproca não foi verdadeira dei de ombros e aproveitei a mesa de frios. Meses depois nos esbarramos em uma festa. Semanas depois, na faculdade. Apenas conversas amigaveis. Há duas semanas atras, estava na Lapa em alguma festa alternativa a qual não consigo lembrar de muito. Mas o contexto não importa. Meus amigos tinham fugido para cantos escuros e eu estava sentado no bar observando a selva de pessoas com suas mais estranhas danças. Até que ele passou, sorrindo. Pedi um copo de coragem ao barman e fui atras do que queria. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Se for para levar um fora, encho a cara e culpo a bebida.’&lt;/span&gt;, pensei. E na frente do Dj, o puxei pelo braço e o beijei. Sem palavras, sem olhares. Apenas um beijo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Por que você demorou tanto?’&lt;/span&gt;, foram suas primeiras palavras pra mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;‘...Don't need to look no further,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;This ain't lust&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I know this is love but....’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos dias seguintes passamos a nos ver quando podiamos. Acho incrivel a desenvoltura dele quando estamos sozinhos. Era ate engraçado pois apesar de ser bem resolvido consigo mesmo ele ainda assim era timido. Poucas pessoas são assim. Ele fazia tudo parecer natural, e realmente era. Um passeio pela Lagoa de mãos dadas e somos um casal como outro qualquer. As conversas fluiam com toques de mão e risadas. Eu não sei quanto a ele mas eu via aonda aquilo iria dar. É só uma questão de alguem puxar a pergunta chave. Ele não a faria por sua timidez e eu, por insegurança. Mas a cada encontro, cada sorriso, cada beijo as coisas entre nós se aproximavam e a tal pergunta roda e roda na minha cabeça. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Afinal, o que somos ‘nós’?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ultima sexta-feira, a 13ª. Acordo e uma mensagem dele ja está no meu celular. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Vamos fazer algo neste fim de semana?’ &lt;/span&gt;Acho graça. Sempre gostei de planejar finais de semana, mesmo quandos os planos acabavam não acontecendo. Me faz sentir parte de algo, de alguém. [...]O dia segue a rotina. Minha aula acaba cedo e estou sentado no ponto de onibus. Meu onibus se aproxima, mas decido não entrar nele. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Sim, fazer algo diferente’&lt;/span&gt;, penso. Duas quadras dali era o estágio dele. Conveniente, admito. Ligo e ele vem sorrindo. Sentamos na cafeteria. Logo alguns amigos deles aparecem, todos muito simpáticos. Uma hora ou alguns minutos depois, o celular de um deles toca. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘é o Fulano, meu namorado, sabe...’&lt;/span&gt;, disse para nós e voltou-se para o celular, ‘oi, amor... aham... sim, eu vou te ver hoje, to saindo daqui agora... onde eu to? To aqui no estagio com o Edu e... aham... um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;amigo colorido&lt;/span&gt; dele... ‘&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;‘... Should i give up,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Or should i just keep chasing pavements?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Even if it leads nowhere...’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu nem estava prestando atenção ao que ele falava, mas a ultima coisa perfurou meus ouvidos de tal maneira que tive que parar. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Amigo colorido’&lt;/span&gt;? Escrevendo agora acho que parece um pouco demais, mas me senti ofendido. Me senti um ursinho carinhoso. O amigo–simpatico desligou o celular e saiu saltitante para encontrar o namorado. Eu olhei para Edu e perguntei o que foi aquilo. Incrivelmente ele achou normal, alem de apropriado sermos denominados ‘amigos coloridos’. Na hora não forcei a barra, afinal tambem não sabia que outro nome dar a ‘isso’. Não éramos namorados embora pudessemos ser um dia. Achei que o mais apropriado seria ‘ficante’, mesmo com toda a conotação promiscua que este nome tem. Mas ainda assim porque dar nomes?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;‘... Or would it be a waste?&lt;br /&gt;Even if i knew my place&lt;br /&gt;should i leave it there?...’&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Palavras tem pesos, nomes mais ainda. Entretanto o que me atormentava naquilo era como as pessoas, e principalmente ele, consideravam as relações afetivas. Ou seria eu que não sei o verdadeiro peso das palavras? Quero dizer, dentre o meu grupo de amigos todos ja beijaram todos em alguma festa, seja por tesão, seja por excesso de bebida. Logo seriamos todos ‘amigos coloridos’. Imagino que isso seja normal entre gays, é o tipo de interação e amizade que heterosexuais não tem. Por isso achei o termo ‘amigo colorido’ banal, para não falar infantil. É isso ou  eu dei muita importância ao meu relacionamento com Edu, o que acho parece provável. Acho que a fantasia de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘um namorado da faculdade que marcará essa época’ &lt;/span&gt;já está fora de moda. A onda agora era todos sermos coloridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SZhHVJdMDcI/AAAAAAAAAMk/Za5xQxQEsxo/s1600-h/20081119143946.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 233px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SZhHVJdMDcI/AAAAAAAAAMk/Za5xQxQEsxo/s400/20081119143946.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303066989869927874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;'decifra-me ou te devoro'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;‘...Should i give up,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Or should i just keep chasing pavements?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Even if it leads nowhere.’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ultima estrofe da musica e um suspiro. Às vezes cansa se sentir tão diferente dentro do seu próprio grupo. A bebida ja está quente e a minha cabeça tambem. Vou encontra-lo esta noite e esperar que independente do nome que isso tenha continue como está.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler: &lt;/span&gt;Sia - You have been loved&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-4440879104685285763?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/4440879104685285763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/02/peso-do-nome-ou-procurando-caminhos.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/4440879104685285763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/4440879104685285763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/02/peso-do-nome-ou-procurando-caminhos.html' title='Peso do Nome ou Procurando Caminhos [Chasing Pavements]'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SZhG3exF5xI/AAAAAAAAAMc/EJqJnJuAq4o/s72-c/20081122002907.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-8297301673250692574</id><published>2009-02-04T16:33:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.835-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>the devil is on the details</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Se o seu passado te condena,&lt;br /&gt;faça com que o seu presente te absolva&lt;br /&gt;e o seu futuro te liberte."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PJ&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como perder um homem em 10 dias. Matthew McConaughey pula em sua moto atrás de Kate Hudson. “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isso que escreveu é verdade?” “Fui sincera em cada palavra”&lt;/span&gt; Eles se beijam. E eu estou com meus olhos inchados, beicinho e um pote de Hagen Das pela metade. Não sei que bicho me morde às vezes, que idéias intrusivas ficam martelando na minha cabeça, como porque não estou namorando ou porque fulano não me liga ou ainda &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;porque o Matthew McConaughey não está correndo de moto atrás de mim? &lt;/span&gt;São indagações importantes! Não, não são. É um ciclo de auto-piedade e doces que destroem minha auto-estima, para não falar na minha boa forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma semana sem notícias minhas, Henrique foi me visitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O que aconteceu com você?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Nada, só mais um dos meus momentos Bridget Jones. Quer café?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não, trouxe vodka. E tenho novidades...”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henrique é do tipo que tem sempre notícias para contar. Em grande parte, por ser simpático e comunicativo, o que o faz ter amigos onde menos se espera. Mas a verdade é que ele até gosta de um pouco de fofoca. E sendo meu amigo há 10 anos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;[ou mais]&lt;/span&gt;, temos muitas histórias e pessoas em comum. Com pouco tempo de conversa já tinha esquecido o filme e tinha caído na vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SYo71NnMM7I/AAAAAAAAAMU/HjKLaErHuPs/s1600-h/20090203100318.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 269px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SYo71NnMM7I/AAAAAAAAAMU/HjKLaErHuPs/s400/20090203100318.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299113696927953842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fabio tirando foto minha e do Henrique. ou talvez do chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O aniversário de Fábio era na semana que vem e tínhamos que fazer uma surpresa. Mariana desapareceu por duas semanas por causa de um trabalho ou de uma garota, embora os ‘&lt;span style="font-style: italic;"&gt;rumores’&lt;/span&gt; é que Mariana se envolvia com um casal... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Falando em casal eu tenho de te mostrar uma coisa... Nem sei se deveria, mas olha isso.”&lt;/span&gt;, disse me entregando com certo receio um convite mal feito no Photoshop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“É com imenso prazer que é convidado para a cerimônia de casamento de PJ e esposa-que–não-lembro-nome.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Li umas dez vezes até entender esta frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Sim Luiz, ele se casou. Era uma antiga namorada que estava morando com ele. Ela ficou grávida, ele foi para o altar. Um desperdício...”&lt;/span&gt; Demorei um pouco para digerir aquilo. Na página pessoal dele, uma foto da cerimônia e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“uma nova fase, a felicidade bateu à minha porta”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SYo6nJBLnrI/AAAAAAAAAMM/dojWYoEktyo/s1600-h/20090131132853.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 315px; height: 314px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SYo6nJBLnrI/AAAAAAAAAMM/dojWYoEktyo/s400/20090131132853.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299112355664993970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci PJ na época em que namorava A. A o odiava e com razão porque ele era lindo. Ainda é. Ele era professor de alemão e eu o melhor aluno de sábado de manhã. Enquanto estive com A, minha relação com ele era estritamente professor-aluno. Mas quando terminei pela primeira vez com A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;[foram duas] &lt;/span&gt;o professor foi o primeiro a me dar o ombro para chorar. Tivemos um caso rápido, mas intenso. Poucos meses que se acabaram quando o namorado-amante começou a incomodar o professor-aluno. Saí do curso apenas com algumas lembranças de madrugadas nuas ouvindo música em seu sofá. Eu tinha 16 e ele 27. Um flash que passou na minha cabeça ao ver sua foto sorridente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Sabe, apesar disso acho que ele nunca te esqueceu...” &lt;/span&gt;disse Henrique, sempre vendo o lado romântico das coisas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Que seja. Ele está bem. Melhor do que eu, aliás.”&lt;/span&gt; Disse, fechando a pagina e sentando na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente aquilo não me afetou do jeito que deveria. Foi exatamente o oposto. A e PJ foram namorados perfeitos, com suas lembranças e momentos bons. Mas porque caras perfeitos não trazem relacionamentos perfeitos? Não pode ser só culpa minha. A culpa é do tempo. Encontrar a pessoa certa no momento errado faz o amor ser mais difícil, ou pelo menos não vivido plenamente como nos filmes e livros. É como se tudo tivesse a sua hora. Um martírio para alguém ansioso como eu. Mas aceito isso. Com 20 anos, eu trabalho e estudo para tentar garantir uma vida estável e ainda dependo dos meus pais. No pouco tempo que sobra, ou estou dormindo ou em uma pista de dança, deixando minhas frustrações no chão. Amor precisa mais do que tesão entre duas pessoas, precisa de tempo, compreensão e principalmente dinheiro, porque acreditar que o príncipe milionário vai te levar pra Índia só na novela mesmo. E essas coisas eu não disponho sobrando no momento. Tenho de viver o que me compete. Esta é a idade do meu auge físico [?]. Se não houver loucuras e excessos quando vou realizar isso? Aos 30, 40, 50?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que PJ vai acabar se arrependendo do casamento e vai ficar com um cara. Eu sei que A. vai se ver sozinho e vai bater na minha porta. Não sei quando isso vai acontecer. Mas não é por isso que vou deixar de viver pela esperança de que estes romances voltem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha hora é agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoem-me os Deuses do Amor e do Romance, mas o que eu quero agora é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pecar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler:  &lt;/span&gt;Come into my world – Kylie Minogue&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-8297301673250692574?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/8297301673250692574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/02/devil-is-on-details.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/8297301673250692574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/8297301673250692574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/02/devil-is-on-details.html' title='the devil is on the details'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SYo71NnMM7I/AAAAAAAAAMU/HjKLaErHuPs/s72-c/20090203100318.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-9200503998493695105</id><published>2009-01-30T09:17:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.847-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Com  'T maiúsculo'</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“De manhã escureço&lt;br /&gt;De dia tardo&lt;br /&gt;De tarde anoiteço&lt;br /&gt;De noite ardo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vinicius de Moraes&lt;/span&gt; em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Corte na Aldeia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São poucas as madrugadas que estive em casa conversando no msn nestas férias. De fato não sou muito fã do programinha, mas ele ajuda a manter contato com amigos. Em certa hora da madrugada anterior estava eu a conversar com um amigo de msn que chamaremos de Dee Dee. Há tempos não conversávamos e entre ‘sds’ e ‘bjs’ ele começou a me contar sua aventura do dia anterior com o cara da teve a cabo. Seria um perfeito roteiro de filme pornô e com uma riqueza de detalhes que ele contou dificilmente aquilo era mentira. Isso porque na semana passada transou com o ex depois de uma briga. Não o ex dele, um ex meu. Ok, talvez não sejamos tão amigos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas onde está a surpresa ate aí? É ate comum ouvirmos este tipo de historia. O sexo casual é tão difundido e gays já são culturalmente ligados a ele que historias como a de DeeDee não são incomuns, na verdade são ate esperados. Pode parecer um comentário moralista, mas não é, porque isso ficou na minha cabeça por um tempo. Não porque fantasiasse com o cara da teve a cabo, mas justamente por causa a festa parecia acontecer sem mim. Ok, eu confesso. A historia não foi o único motivo. Talvez por que ate hoje eu só fiz sexo com namorados depois de uma certa intimidade ou talvez porque que minha ultima vez ter sido com meu último namorado e já faça um tempinho que não acontece. O fato era eu estava subindo pelas paredes. E ao ouvir a historia de DeeDee eu parei para pensar que éramos igualmente jovens e bonitos e  estávamos na mesma cidade, então porque raios eu estava com minha cama fria naquela noite enquanto o resto do mundo transava? Me senti Nicole Kidman e Tom Cruise em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘De olhos bem fechados’&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Temos de conversar, mas antes precisamos fazer sexo.” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho o computador e deito na cama, imaginando as possibilidades. O toque da pele quente, os sentidos se aguçando e pronto, já estava com tesão. Nesta hora a mão coça [oi!?] para ligar para este ou aquele número que você sabe que vai ficar feliz em resolver o seu problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SYM4O80aKjI/AAAAAAAAAL0/sbUn4c3I4yw/s1600-h/20081024194815.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 378px; height: 283px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SYM4O80aKjI/AAAAAAAAAL0/sbUn4c3I4yw/s400/20081024194815.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297139416213105202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;JACKPOT!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mariana me liga no meio da madrugada. Temos este costume. Aproveitei e contei o acontecido, de estar da historia do DeeDee ao final de pau na mão. Ela ficou em silêncio por dois minutos e disse: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Olha, eu não entendo muito [de homem], mas não sei se transar com um estranho é a solução. Seria só gozar e isso você pode fazer sozinho, não? Ok, é muito legal ver filmes em que os personagens vão trepando com todo mundo e no final vivem felizes para sempre com o grande amor que achou n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a esquina de casa, mas assim, não sei como te dizer, mas sexo deveria ser uma coisa meio intima para ser mais valorizada. Sei lá, para mim chegar ao ponto de fazer s&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;exo preciso ter algum sentimento e ter sentimentos significa, que no dia seguinte não posso trepar com uma pessoa diferente como se nada tivesse acontecido. Preciso pelo menos me importar com ela.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Não era bem a resposta que eu esperava, mas também não via algo errado porque comigo as coisas eram assim tambem. Minha imagem de sexo perfeito eram os áureos tempos do A em que ficávamos o dia inteiro no motel, em que tudo era intenso e apaixonado. E sabia que ao contrario dos filmes eu não ia encontrar aquilo de novo na esquina.  Acho que certas coisas não acontecem com você porque não é da sua natureza e não adianta forçar, acabaria odiando tudo. Tenho de  aceitar que sou um menino a moda antiga., sexo só com amor. Odeio essas condicionais, especialmentepara o sexo, mas acho que se pode trabalhar as possibilidades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SYSizeKTymI/AAAAAAAAAME/LBpyWYzfzK8/s1600-h/20081105075222.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 282px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SYSizeKTymI/AAAAAAAAAME/LBpyWYzfzK8/s400/20081105075222.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297538066847877730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É apenas um beijinh&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o doce...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Acho que vou ligar pro João...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Luis Carlos tem 20 anos e não quer fazer parte do Jonas Brothers.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para ouvir depois de ler: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Goldfrapp - Crystalline Green&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-9200503998493695105?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/9200503998493695105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/01/com-maiusculo.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/9200503998493695105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/9200503998493695105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/01/com-maiusculo.html' title='Com  &amp;#39;T maiúsculo&amp;#39;'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SYM4O80aKjI/AAAAAAAAAL0/sbUn4c3I4yw/s72-c/20081024194815.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-2964342132489189821</id><published>2009-01-24T12:31:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.863-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Paranóia [ Why are you so PARANOID? ]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Mal se encontraram, logo se olharam;&lt;br /&gt;mal se olharam, logo se amaram;&lt;br /&gt;mal se amaram, logo suspiraram;&lt;br /&gt;mal suspiraram perguntaram o motivo de o haverem feito;&lt;br /&gt;mal souberam a razão, logo procuraram o remédio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Shakespeare &lt;/span&gt;em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como Gostais&lt;/span&gt;, Ato V&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma semana incomum para mim. Normalmente não tenho o costume de sair duas vezes na mesma semana, mas se não o fizesse nas férias provavelmente nunca faria. Para não perder o costume escolhemos uma festa do Grupo Paranoid, o mesmo que produz a Ultra Love Cats. Mas desta vez estávamos na Lapa, berço da boêmia carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henrique e Fabio já me esperavam na porta, olhando os relógios e batendo os pezinhos. Tomamos a primeira rodada do lado de fora e observamos os habitues e visitantes na fila. Dava pra apontar quem estava indo pela primeira vez e quem já estava cansado de ir para lá. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Nem fiquem olhando muito, meninas, porque as duas estão comprometidas esta noite!’&lt;/span&gt;, disse Henrique cortando o nosso barato. Da festa de segunda-feira, eu e Fabio terminamos acompanhados por garotos bonitos do Grajaú. Os dois viriam juntos e nos encontrariam mais tarde, dentro da festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXuDepHBA2I/AAAAAAAAALk/npj-6h-Y3F4/s1600-h/20080511124118.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 321px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXuDepHBA2I/AAAAAAAAALk/npj-6h-Y3F4/s400/20080511124118.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294970349358744418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fa, Lu e Rique. XD&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estávamos na frente do Cine Lapa quando encontramos Felipe, um amigo que trabalha com telemarketing nas proximidades da Lapa. Logo ele não agüentava o lugar. Ele tinha um grupo de conhecidos do trabalho que se juntaram a nós, mas não quiseram sociabilizar. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Odeio esse lugar. Ainda mais porque encontrei esse fulano na fila...“&lt;/span&gt;, Felipe começava a praguejar antes da primeira tequila. Perguntamos quem era fulano e ele contou uma historia triste de um relacionamento de 7 meses as escondidas no trabalho em que eles acabaram por se separar. O fulano chegou a dizer que não entraria na mesma festa que ele porque iria se magoar se o visse ficando com alguém. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Você tem certeza de que ele falou isso?’&lt;/span&gt;, indaguei inocentemente. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Claro que sim, por quê?”. “ Bem...porque ele ta dando em cima de mim...”&lt;/span&gt; Nesta hora todos viram e o fulano esta ficando vermelho-roxo ao perceber que todos sacaram as olhadinhas dele. Com isso, Felipe entrou na festa conosco. Fulano ficou do lado de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa era &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;‘Surububa’&lt;/span&gt;, comemoração do aniversario do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;DJ Buba&lt;/span&gt;. No primeiro andar rock alternativo e no segundo trash pop. Encontramos Guilherme e João, os bonitos do Grajaú, já no lado de dentro e sentamos perto do bar em cadeiras que lembravam de cinema. Conversas e bebidas e reparei o quanto Fabio parecia satisfeito ao lado de Guilherme.  Era no sorriso dele que estava a contradição de quem havia dito que amor não existe. E no meu a confirmação de que ele poderia existir. João é o tipo tímido-mas-que-pode-surpreender que eu adoro. Passamos a noite toda entre ambientes, conversando e beijando. E por mais que olhares esticados de semi-conhecidos e ex esperançosos cruzassem o meu caminho, nos braços dele conseguia ficar satisfeito. E assim a noite rolou em clima de romance para mim. Alias, eu estava precisando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXuECnaPmtI/AAAAAAAAALs/dhn19fEFQLo/s1600-h/20090104095612.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 373px; height: 228px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXuECnaPmtI/AAAAAAAAALs/dhn19fEFQLo/s400/20090104095612.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294970967377812178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas tantas da madrugada, esbarro com Henrique e Felipe cansados da caçada. Fabio havia ido embora, porque Guilherme estava reclamando de algumas dores e, como cavalheiro, ele foi levar o menino em casa. Entre uma suspeita de dengue ou bebedeira mesmo, Fabio não acreditou muito na historia do garoto o que fez só aumentar sua raiva pois já tinha perdido a festa. Deixou ele são e salvo e foi para casa. Antes de se deitar ainda pensou o quanto estava cansado de sempre acontecer a mesma coisa em seus relacionamentos, em que o cara faz uma besteira que estraga tudo que pensava estar sendo construído. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Homem não presta.’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas assim são os encontros e desencontros amorosos. Alguns não sabem o que procuram e se jogam na massa de corações partidos, como Henrique sempre a colocar defeitos em seus pretendentes. Outros acham e perdem e vivem tentando achar outra vez o que já tinham, como Felipe e Fulano tentando esquecer um ao outro. Uns não se satisfazem com pessoas falhas e vivem a sorrindo em negação, assim como Fábio e o recente fim de seu affair. Mais outros ainda, diante de uma possibilidade real depois de tantas possibilidades frustradas se enchem de insegurança e esperança em uma contradição difícil de se prever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“ Vê se não estraga tudo dessa vez com esse garoto, Luis. Ele parece ser um cara legal. ”,&lt;/span&gt; aconselhou Henrique quando voltávamos pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu vou tentar, eu vou tentar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler:&lt;/span&gt; Kanye West ft. Mr Hudson - Paranoid&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-2964342132489189821?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/2964342132489189821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/01/paranoia-why-are-you-so-paranoid.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/2964342132489189821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/2964342132489189821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/01/paranoia-why-are-you-so-paranoid.html' title='Paranóia [ Why are you so PARANOID? ]'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXuDepHBA2I/AAAAAAAAALk/npj-6h-Y3F4/s72-c/20080511124118.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-1940929980318610759</id><published>2009-01-21T09:56:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.880-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Prêmio Dardos</title><content type='html'>Bem, decidi dar uma parada para agradecer a indicação da Paula do blog &lt;a href="http://www.blogger.com/%E2%80%9D" com=""&gt;Rapazes de Fino Trato&lt;/a&gt;, a qual admiro bastante, ao premio Dardos.&lt;br /&gt;Fico feliz com a indicação pois quando comecei a escrever não tinha nenhuma pretensão e ao ver este tipo de reconhecimento de colegas tão legais me faz ter vontade de continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXdi1pERBvI/AAAAAAAAAK8/IpdXLrFA3-o/s1600-h/selodardos-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 157px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXdi1pERBvI/AAAAAAAAAK8/IpdXLrFA3-o/s400/selodardos-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293808560693642994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, étnicos, literários, pessoais, etc. Que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Exiba a imagem do Prêmio&lt;br /&gt;2. Poste o link do blog pelo qual recebeu o Prêmio&lt;br /&gt;3. Escolha outros 15 blogs para você entregar o Prêmio.&lt;br /&gt;4. Avise seus escolhidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda vou escolher os meus blogs para receber o premio, mas desde já fica registrado o meu agradecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LC.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-1940929980318610759?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/1940929980318610759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/01/premio-dardos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/1940929980318610759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/1940929980318610759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/01/premio-dardos.html' title='Prêmio Dardos'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXdi1pERBvI/AAAAAAAAAK8/IpdXLrFA3-o/s72-c/selodardos-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-2469982871546389229</id><published>2009-01-21T09:04:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.894-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Pokerface ou o filho pródigo a casa retorna</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;'This used to be a funhouse&lt;br /&gt;But now it's full of evil clowns&lt;br /&gt;It's time to start the countdown&lt;br /&gt;I'm gonna burn it down, down, down&lt;br /&gt;I'm gonna burn it down&lt;br /&gt;9 8 7 6 5 4 3 2 1 fun'&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pink - Funhouse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de terminar todos os affairs pareceu fácil e bonita naquela manha, mas sua execução não foi nem um pouco. Mas precisava colocar as cartas na mesa. Jonas agiu com extremo desdém. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Você está há duas semanas sem falar comigo. Não sei nem porque se importou em vir me dizer isso.’&lt;/span&gt; Eu já sabia que ia receber uma destas. Carlos, por outro lado, pareceu decepcionado. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Sabe, eu queria que fossemos juntos pra Barcelona no final do ano. É uma pena que você queira terminar as coisas assim.’ &lt;/span&gt;Antes que possam me xingar, podem ter certeza que me senti idiota o suficiente por estar dispensando caras legais por mero capricho. Entendam, a finalidade do desapego amoroso é deixar a cabeça livre para o resto da minha vida, que é mais importante pra mim neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone tocou, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘André chamando’&lt;/span&gt;. Ate o ultimo momento tive dúvidas com relação a ele. Ele queria me ver e disse que teria uma festa naquela noite. Uma &lt;a style="font-style: italic; font-weight: bold;" href="http://www.blogger.com/%E2%80%9Dhttp://cronicamasculina.blogspot.com/2008/09/last-love-cat.html%E2%80%9D"&gt;Ultra Love Cats&lt;/a&gt;. Não acreditei. Era um final quase poético. Naquele palco de lágrimas e risos só haveria duas opções para nós: ou sairíamos juntos ou nunca mais ficaríamos. Por sorte, meus amigos também iam para lá, o que deixou tudo mais divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXdnaGC0JZI/AAAAAAAAALE/vKEexzuybNs/s1600-h/20090109125009.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXdnaGC0JZI/AAAAAAAAALE/vKEexzuybNs/s400/20090109125009.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293813584993985938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho o costume de sair na segunda-feira, o que foi estranho considerando que o lugar encheu como nunca. Mas foi só entrar para o cheiro de bebida e cigarro trazer de volta as lembranças da boêmia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabio assim que entrou foi atrás de um copo de absinto. E acabou a noite com um garoto baixinho que conheceu na fila. Alias, tenho a impressão de que ele gosta de homens baixinhos. Bem, pelo menos nunca vamos brigar por homem. Matias, ex de Henrique que estava conosco, se entregou ao pseudo-queijo no meio da pista e aos braços da população dançante. Por não beber, Henrique ficou na posição de babá do grupo. Uma babá meio aérea, mas ainda assim ele me levou em casa com segurança. Conhecemos um gringo na fila que queria ser Britney Spears, e descobrimos que mais da metade da festa faz letras na faculdade. Era um começo divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a cabeças balançando e coreografias de grupo, eu caminhava com meus amigos ao ritmo do som. Esbarramos com André, que estava sozinho na festa e logo ele já tinha se enturmado com todos. Por mais que a cena possa parecer bonita escrevendo agora, no momento não foi. Existem coisas como ordens de importância para mim. Para ele, o mais importante era não ficar sozinho ali. Para mim, era me divertir — e isso necessariamente não incluía ele. Satisfazendo-se em dançar conosco e me deixando de lado, André sorria como um bobo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Amado, vai em cima dele!’&lt;/span&gt;, disse Fabio ao meu ouvido, me empurrando em direção a ele. Nos beijamos em um beijo vazio e meio sem contexto. Ele queria dançar e eu também. Então sem dores, deixei que a pista terminasse de separar a gente enquanto eu me dirigia ao bar. Não foi necessária nenhuma palavra para saber qual final teríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite era eterna no lugar e sua mágica estava no encontro de pessoas diferentes e a separação dos que eram iguais. Ao zerar meu coração antes das duas da manhã, estava aberto a novas possibilidades. E ao raiar do dia, já estava com outras cartas de possibilidades nas mãos. Ainda não ganhei o grande premio neste jogo, mas acho difícil parar de jogar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXdoudccn6I/AAAAAAAAALU/t-ppR2kShYM/s1600-h/20081102133357.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 332px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXdoudccn6I/AAAAAAAAALU/t-ppR2kShYM/s400/20081102133357.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293815034384523170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler: &lt;/span&gt;Lady Gaga – Poker Face&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-2469982871546389229?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/2469982871546389229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/01/pokerface-ou-o-filho-prodigo-casa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/2469982871546389229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/2469982871546389229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/01/pokerface-ou-o-filho-prodigo-casa.html' title='Pokerface ou o filho pródigo a casa retorna'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXdnaGC0JZI/AAAAAAAAALE/vKEexzuybNs/s72-c/20090109125009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-4818524199840506310</id><published>2009-01-17T09:47:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.905-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Alvorada pessoal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Distância é uma faca de dois gumes. Ela faz perdoar os inimigos, ela intensifica as lembranças e cicatriza feridas que não deviam fechar. Estar longe pode deixar as idéias mais claras ou afundar na escuridão. Quando deixamos algo para trás — e sempre deixamos — ao olhar o quadro geral muitas vezes veremos apenas aquilo que gostaríamos de ver. Mas quando as peças se juntas e as distancias desaparecem, é fácil perceber para onde seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone toca. É meio dia e ainda estou na cama. Tateio por entre a bagunça que virou o meu quarto depois da milésima reforma e acho o barulhento dentro da caixa de revistas. &lt;a href="http://www.blogger.com/%E2%80%9Dhttp://cronicamasculina.blogspot.com/2008/07/maurice.html%E2%80%9D"&gt;Katarina&lt;/a&gt;, a sino canadense, acabava de voltar de uma viagenzinha em que fora visitar seus parentes norte americanos e estava vindo ao Rio para me ver. ‘Ótimo!’, pensei, ‘ Preciso mesmo sair daqui’.&lt;br /&gt;Uma hora mais tarde, eu já estava dentro de uma piscina em um condomínio na Barra e com um drink na mão. Era o tipo de vida besta que eu gostaria de ter, mas não tinha. Mesmo só tendo pego o fim da tarde ainda consegui ficar bronzeado [na verdade, vermelho, porque eu já não fico mais bronzeado – saco]. Conversas, martinis e camisetas da Gap depois decidimos almoçar no shopping e ver um filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Katarina é muito espirituosa. Falou da sua faculdade de veterinária, de que maconha não deveria ser considerada droga, da moda americana decadente, de Marley e ela e, finalmente, de &lt;a href="http://www.blogger.com/%E2%80%9Dhttp://cronicamasculina.blogspot.com/2008/07/maurice.html%E2%80%9D"&gt;Maurice&lt;/a&gt;, assunto que não poderia faltar. Ele estava congelando o traseiro em uma montanha no Colorado em um Work Experience furado.&lt;br /&gt;Não pude deixar de sentir pena. Então ela começa a relembrar das nossas escapadas, de como éramos um casal bonito e tudo mais. Tinha de concordar. Lembrei dele dançando pra mim escondido na sala dos professores. Foi uma coisa boa. Espera. Foi uma coisa boa? Como em um vomito de tanto beber, coisas e momentos ruins de nós começam a aparecer apagando a memória fofa e bonitinha que tivemos. Maurice foi um cara legal, mas ele me sacaneou e eu merecia coisa melhor. Isso tudo foi antes dos traillers começarem. O caso era que ainda não estava bem comigo mesmo. Eram ainda os fantasmas do final do ano, mas não que fossem me abater agora. Só me deixavam apático para sentimentalismos baratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendem as luzes. O filme foi uma bosta. Não importa. O dia seguiu com o clima divertido de reencontro. Ela queria ver bolsas e eu, livros. A livraria Travessa era mais perto então a carreguei para dentro. E estou no meu paraíso. Pego uns vinte livros as quais não vou levar nenhum e me sento com ela no café para continuar as conversas e beber cappuccino. Não lembro se falávamos de Fernanda Young ou Saramago, quando uma mão pousou sobre meu ombro. Inexplicavelmente Ale estava em pé ao meu lado terminando uma ligação. Por dentro, tremi da cabeça aos pés. Por fora, estava mais feliz e bem resolvido que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Vou buscar mais um capuccino para nós. Você quer um também, amigo?, Kat oferece para A enquanto eu a fuzilo com o olhar. ‘Não, obrigado.’ Apresento os dois e ela foge para o balcão, mesmo tendo garçons no local. Por mais de um ano ansiei por este primeiro encontro. Não por causa dele, mas para saber como eu iria reagir. Seria sarcástico e ferino? Daria a louca e faria um barraco? Me declararia perdidamente apaixonado e sairíamos juntos felizes para sempre? E a resposta foi nenhuma das anteriores. Nós conversamos sobre a minha faculdade, sobre trabalhos dele, sobre viagens. Sorrimos e acenamos e apertamos as mãos. Fomos casuais, cordiais. Fomos estranhos um ao outro. Exatamente o que eu não havia planejado. Mas entre o convite para sentar e o aperto de mão de despedida, vi o mesmo processo de ‘desconstrução de ex’ que aconteceu com Maurice na hora do almoço acontecer. ‘A estava gordo. A era teimoso. A desistiu de mim. Por que fiquei pensando nele?’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXIeSqhgQXI/AAAAAAAAAKs/4SXs6yfEWd8/s1600-h/20090115181454.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXIeSqhgQXI/AAAAAAAAAKs/4SXs6yfEWd8/s400/20090115181454.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292325818115047794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois quando cheguei em casa ainda com esses pensamentos rodeando a minha cabeça pude ver o quadro geral com clareza.&lt;br /&gt;‘André, Jonas e Carlos não iriam me esperar para sempre. Eu não amava nenhum deles, mas poderia. Eu não estava com nenhum deles, estava este tempo todo com uma lembrança que nem existia de fato. ‘&lt;br /&gt;Claro como o dia isso me apareceu. E eu sabia exatamente o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler: &lt;/span&gt;Keri Hilson - Energy&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-4818524199840506310?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/4818524199840506310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/01/alvorada-pessoal.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/4818524199840506310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/4818524199840506310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/01/alvorada-pessoal.html' title='Alvorada pessoal'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SXIeSqhgQXI/AAAAAAAAAKs/4SXs6yfEWd8/s72-c/20090115181454.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-1627726771805309790</id><published>2009-01-11T15:15:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.915-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Universos em movimento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rodrigo Malaquias, 27 anos, era professor de português em um dos mais caros colégios do Rio de Janeiro. Sua aula é uma das mais engraçadas e mais produtivas de todo o curso. A fofoca que rola nos corredores é que ele é apaixonado pela professora [casada] de redação e que teriam um tórrido romance. Mas depois da terceira vez que esbarrei com ele em uma boate vi que quem provavelmente tinha espalhado o tal boato era ele [o que explicaria talvez o porque da tal professora ter se mudado para São Paulo]. Talvez por ele ter sido meu professor ou por eu ter ouvido tais conversas fora de sala, sempre que nos víamos rolava um momento estranho do tipo ‘eu-sei-que-você-me-conhece-mas-finge-que-não’. E que voltou a acontecer pela milésima vez no primeiro final de semana do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 1140 é uma boate relativamente antiga que fica na praça seca, zona norte do Rio. Foi a primeira vez que fui ao local e me surpreendi com a quantidade de ambientes diferentes, apesar de não curtir muito os locais e o preço da cerveja. Estávamos em quatro e, andando entre andares, bebemos, dançamos e causamos nas pistas do local. A certa altura da madrugada, Fabio pediu para que por favor mudássemos de ambiente, Henrique estava em um sofazinho lateral dando um amasso em seu futuro namorado da semana, Bernardo tava em seu momento ‘i’m Britney, bitch’ e eu implorei para que antes parássemos no banheiro por que o álcool já estava fazendo efeito. Deixamos Henrique onde estava porque sabíamos que não ia sair de lá e começamos a circular. Ao sair do banheiro vejo o Professor Malaquias subindo as escadas. Saco, não quero fazer cara de paisagem pra ele. Nessa hora fico estrategicamente parado atrás de Fabio, meio escondido, meio flertando com o cara da bebida.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Meu bem, o que você ta fazendo ae atrás de mim?!?’ &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;‘Ai, fica parado ai... Olha, tá vendo aquele moreno alto de camisa “mamãe-to-forte” preta? É meu professor, Malaquias...Uoh, não quero vê-lo...’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Pera! Malaquias?!? Rodrigo Malaquias? Ele está aqui?!?’&lt;/span&gt;, vira e se esconde atrás de mim, segundos antes do professor virar, me ver e esticar um sorriso amarelo que respondo com uma levantada de sombrancelha. Odeio fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudamos de ambiente e encosto Fabio na parede.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Da onde você conhece ele?!? Conta tudo a-go-ra!’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Ah, a gente sai de vez em quando... ele é um pouco violento, sabe, mas eu até gosto... vou até mandar uma mensagem pra ele...’&lt;/span&gt;, olhinhos brilhando debaixo do celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SWqFl4wcsVI/AAAAAAAAAKc/TtMsdc84H8Q/s1600-h/DJ.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 198px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SWqFl4wcsVI/AAAAAAAAAKc/TtMsdc84H8Q/s400/DJ.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290187598237315410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;last night a DJ save my life&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta mundo pequeno. Meu melhor amigo transando com meu professor. Rolou um pouco de ciúme, não pelo professor, por quem não tenho um pingo de atração, mas pelo meu amigo, que era de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘universo amigo’&lt;/span&gt; que nunca pensei que fosse se encontrar com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘universo acadêmico’&lt;/span&gt;. O mundo gay [carioca, pelo menos] consegue ser tão pequeno e ao mesmo tempo tão abrangente que praticamente todo mundo conhece alguém que pega alguém, sendo impossível escapar das coincidências. E essas eu conheço bem. E que o ano comece...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler&lt;/span&gt;: Whitney Houston -It's Not Right But It's Ok&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-1627726771805309790?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/1627726771805309790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/01/universos-em-movimento.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/1627726771805309790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/1627726771805309790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2009/01/universos-em-movimento.html' title='Universos em movimento'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SWqFl4wcsVI/AAAAAAAAAKc/TtMsdc84H8Q/s72-c/DJ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-706215564002294691</id><published>2008-12-31T14:15:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.929-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>A última vez que digo seu nome</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Roberta é uma das minhas colegas de trabalhos. Aos 27 anos, mora sozinha e estava em pleno dilema amoroso. E seu nome era Paula. Quando estavam perto de morar juntas e praticamente se casarem, Paula decidiu que queria um tempo para encontrar com outras pessoas e ver se era aquilo mesmo que ela queria. Essa historia me foi contada em um dos intervalos do trabalho segurando choro e olhando duro. Eu via que ela queria parecer forte quando era difícil ser. E também via que mesmo a Paula indo visitá-la todos os dias no trabalho e com Roberta estando chateada com esse ‘fode e não sai de cima’, elas tinham ali tinha algum sentimento de verdade, embora uma delas não estivesse vendo. Como se amor verdadeiro fosse obvio apenas para quem sofria. E sim, é claro que eu me identifiquei com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos arrependimentos passaram pela minha ate-agora-breve vida. A maioria deles foram de coisas que fiz a mais e só uma de que não fiz, mas que me questiono se me arrependo mesmo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Estar procurando alguém para amar é bom e achar alguém que valha a pena e que se apaixone é melhor ainda. Mas não se evolui deste &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;jeito, tendemos a nos acomodar.’&lt;/span&gt;, disse Fabio, 18 anos mas com experiência de 30 em uma de nossas conversas de bar. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Hoje sei que estou fechado para o amor. Sequei mesmo. Mas estou indo muito bem no trabalho e ganhando mais a cada dia. Isso me basta. Prefiro ser sozinho em meu Audi em Nova York do que ter essa perdidamente apaixonado e na merda.’ &lt;/span&gt;Decretou depois da primeira garrafa. E de certa forma fez sentido. Sua historia era parecida com a minha e foi difícil conseguir que ele contasse. Eles se conheceram pela internet por acaso, se tornaram bons amigos, começaram um romance que se transformou em paixão e que acabou por imaturidade amorosa de um ou dos dois. No caso dele, o outro não soube amá-lo. No meu caso, tenho quase certeza que fui eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SV1m1mMBMJI/AAAAAAAAAKM/Jh1tEykaGg4/s1600-h/20081118013640.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 294px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SV1m1mMBMJI/AAAAAAAAAKM/Jh1tEykaGg4/s400/20081118013640.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286494608572887186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o doce veneno do escorpião&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em ambos os casos, as confidencias de ambos retumbavam lembranças do Ale. Ao mesmo tempo pensava no &lt;a href="http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/12/dana-das-cadeiras.html"&gt;Jo&lt;/a&gt;, tão disposto a amar alguém que não quer amar. E em &lt;a href="http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/12/cinderela-boy.html"&gt;André&lt;/a&gt;, que ainda não tinha algo de verdade com ninguém enquanto eu tinha um mundo nas minhas costas. E só temos 1 ano de diferença. A conclusão que chego é que dentre sofrer por amores ou viver com as dores, eu preferi colocar meus óculos escuros e seguir meu caminho. Era o fim de dezembro no verão mais frio e chuvoso, não havendo tempo melhor para deixar uma lembrança partir. E vendo as ondas de copa engolindo o símbolo dessa lembrança, nosso anel de compromisso, eu deixo ele partir e ser feliz. 2009 reserva algo muito melhor para mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Obrigado a todos os amigos e leitores que me ajudaram, comentaram e apoiaram. E que venha o ano que vem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler: &lt;/span&gt;Death Cab for Cuttie - I’ll posess your heart&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-706215564002294691?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/706215564002294691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/12/ultima-vez-que-digo-seu-nome.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/706215564002294691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/706215564002294691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/12/ultima-vez-que-digo-seu-nome.html' title='A última vez que digo seu nome'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SV1m1mMBMJI/AAAAAAAAAKM/Jh1tEykaGg4/s72-c/20081118013640.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-8722355340229063592</id><published>2008-12-28T11:55:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.943-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Dança das cadeiras</title><content type='html'>[ Continuação de &lt;a href="http://www.blogger.com/%E2%80%9D" com="" 2008="" 12=""&gt; Teorias ... &lt;/a&gt; ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o natal chegando perto, a carga horária no trabalho aumentou. Logo, livros e livros tornaram a fazer parte da minha vida. Inclusive estava pensando em escrever um. Provavelmente ia parar na sessão infanto-juvenil gay, um fracasso de vendas. E enquanto imaginava a trama, e da minha vida posso tirar varias, senti um toque no meu ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Oi, você trabalha aqui? Pode me ajudar a procurar um titulo? ’&lt;/span&gt;, disse o moreno de terno com um sorriso educado e barba por fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Awn...Claro vamos em um terminal... ’&lt;/span&gt;, respondi sem graça saindo dos devaneios literários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava procurando um livro sobre a psicogênese da língua escrita e começou a contar como ela levou a teorias construtivistas. Não prestei atenção em uma palavra, só nos olhos deles que não saiam de mim. Ele me pergunta minha opinião sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Desculpa, não posso ajudar. Só leio livros de arte e romances franceses. ’&lt;/span&gt;, cortei antes que ele continuasse sua aula em plena loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Romances são fantasias. Existem problemas reais mais interessantes e instigantes para se ler... ’&lt;/span&gt;, disse com o desdém de como se fosse achar um exemplar de &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;‘Sabrina’&lt;/span&gt; nas minhas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Eu gosto de fantasias. Dão a falsa impressão de que um dia podem acontecer comigo. ’&lt;/span&gt;, rebati seco, porem sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele abaixa a cabeça e vira ate ficar perto do meu ouvido: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Você não acredita que romances podem acontecer?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visivelmente sem graça, respondi que não como quem diz sim. Ainda bem perto de mim ele pergunta que horas que saio do serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Desculpa, mas não dou essa informação a estranhos. Especialmente os que não levam livros. ’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Não seja por isso. ’&lt;/span&gt;, puxa um livro qualquer da estante,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; ‘ Embrulhe este pra presente. ’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando pego o livro ele me puxa meu braço para centímetros do seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Meu nome é Jonas, mas pode me chamar de Jô... Muito prazer. ’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento que mais me atrai é sempre o flerte. Há algo na leve dança de olhares que dizem o que as palavras não querem dizer e nas palavras que saem sempre denunciando segundas e quartas intenções que me deixa louco. Ele paga o livro e se vai. Faltava uma hora e meia para que eu saísse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi surpresa quando sai deparar com ele em um café logo em frente ao lugar lendo o livro que havia comprado. E embora possa soar romântico agora, o que passou na minha mente era que o galante rapaz podia ser na verdade um psicopata maníaco hater de filme americano. Prevenir é melhor que levar coió.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Se incomoda se caminhar com você? ’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Pode, é um país livre. [...] Por acaso você ficou me esperando sair? ’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Não, foi mera coincidência... Eu estava lendo o livro que comprei... ’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ ahãm, sei... Assim como é coincidência o caminho da sua casa ser o mesmo que o que eu vou fazer... O que você quer? ’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ O que eu quero? Nada, é apenas uma noite agradável e eu estou caminhando nesta direção também. Alias, você não está indo pra casa agora? ’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ É, estou... O meu dia foi cansativo e... Hey, você não é nenhum maluco psicótico, né? Porque aviso logo que tenho 8 kilos de livros nessa bolsa e não tenho medo de usá-la!’&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Cem Anos de solidão”&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Dom Quixote”&lt;/span&gt; podem ser usados como arma branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Uau, me ameaçando... mas foi você que pu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;xou papo na loja. O que VOCÊ quer comigo? ‘&lt;/span&gt;, disse, num tom malicioso querendo uma resposta ― que eu não ia dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Eu estava apenas fazendo meu trabalho. Reclamação direcione a gerencia. ’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Eu tenho uma reclamação a fazer! Porq&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ue você não consegue olhar nos meus olhos enquanto diz isso?!? ’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco a frente de onde estamos meu ônibus chega. Eu queria continuar para ver onde essa conversa ia chegar, mas ele viu nisso uma deixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Este ônibus serve pra você, não serve? Porque você não entrou nele? A conversa está interessante assim? Admite o que você quer comigo, vai... ’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘ Não seja por isso...! ’&lt;/span&gt;, disse transtornado subindo no ônibus segundos antes dele partir e ver que ele fazia sinais para o ônibus parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SVf0vvMJ27I/AAAAAAAAAKE/5ILRb-nuyBY/s1600-h/20081216172025.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 388px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SVf0vvMJ27I/AAAAAAAAAKE/5ILRb-nuyBY/s400/20081216172025.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284961788701039538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto sentava e imaginava uma rocambolesca cena em que ele entrava em um taxi e dizia &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;‘siga aquele ônibus’&lt;/span&gt; [o que não aconteceu ], eu recebi uma mensagem de Andre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sendo simpático e eu dando corda pra outro. Não era uma coisa justa, mas quem disse que a vida é?&lt;br /&gt;Sabia que ainda ia ver Jonas. Mesmo assim, não me animei com ele, assim como não havia me animado com André.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma dança das cadeiras injusta, onde duas cadeiras bambas não me fariam sentar tão cedo. Mas a musica continua a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler: &lt;/span&gt;The Marcels - Blue Moon&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-8722355340229063592?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/8722355340229063592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/12/danca-das-cadeiras.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/8722355340229063592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/8722355340229063592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/12/danca-das-cadeiras.html' title='Dança das cadeiras'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SVf0vvMJ27I/AAAAAAAAAKE/5ILRb-nuyBY/s72-c/20081216172025.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-5422679114690296943</id><published>2008-12-25T08:16:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.956-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Teorias para afinal não se ter alguém</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um amigo jornalista uma vez me contou sua teoria sobre o amor, a que melhor definiu relacionamentos ate o momento. Para ele, uma relação estável funcionaria como um banco com três pernas: a atração física, as conversas em comum e a química entre os dois. Estamos sempre à procura de um banco estável para ficar, mas é quase impossível achar um, sempre será necessário calçar um dos pés para que não fique bambo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Traduzindo:&lt;/span&gt; você pode achar o cara mais gostoso e com o melhor beijo da sua vida, mas que além disso ele seja inteligente ou que tenha uma cultura boa vai ser difícil... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas se o resto valer a pena, porque não?&lt;/span&gt; O problema existe realmente quando se tenta compensar demais os problemas entre os pés, o que fatidicamente leva o banco a cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não confio muito na internet para trazer namorados. Nunca freqüentei bate-papo por não ter saco para as mesmas historinhas. Ok, não sou tão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;old school&lt;/span&gt;, só não dispenso uma boa química. E ao inverter a lógica real-virtual de conhecer alguém nem tudo termina como esperava.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/12/cinderela-boy.html"&gt;André&lt;/a&gt; é uma graça. É simpático e engraçado, além de ter um peitoral largo que adoro. Mas quando sentamos para conversar no jardim da faculdade naquele final de novembro, senti por ele uma boa amizade. E só. A conversa girou em torno de uma festa que ele quer fazer, no estilo das festas alternativas cariocas. E como de festas eu conheço, já tinha varias idéias para ela [&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que prometo divulgar por aqui caso ela se concretize&lt;/span&gt;]. Agora não sei se isso é bom ou ruim. Por um lado achamos várias coisas em comum e criamos algo parecido com um laço. Por outro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bromance &lt;/span&gt;nunca fez a minha cabeça. Então mesmo que estivesse no ar a idéia de ficarmos, não era isso que ia acontecer. Pelo menos não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era também um pouco do reflexo do que estava sentindo. Como estava recém solteiro e de saco cheio de relacionamentos, afundei de vez a cabeça no trabalho. Para ajudar minhas finanças nesse fim de ano, peguei um extra de natal em uma livraria megastore.&lt;br /&gt;Logo, consegui me destacar nas vendas e conseguir livros de graça. Como emprego de verão é ótimo, mas estando exposto e lidando diretamente com o público aparecem alguns... inconvenientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Oi, você tem ‘O Crepúsculo’?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Tenho. Está R$ 39,90...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Nossa!! Mas por esse preço o seu telefone vem junto, né?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;¬¬&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São essas pequenas coisas que vão minando qualquer possibilidade de sentimento. O ego vai lá pra cima, claro. Mas a vontade de ficar com alguém vai lá pra baixo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SVWbpILc-PI/AAAAAAAAAJ8/mTmDj58mym0/s1600-h/20081019030344.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 256px; height: 323px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SVWbpILc-PI/AAAAAAAAAJ8/mTmDj58mym0/s400/20081019030344.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284300868661606642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amargurado, eu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;[continua]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler: &lt;/span&gt;Kanye  West – Coldest Winter&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-5422679114690296943?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/5422679114690296943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/12/teorias-para-afinal-nao-se-ter-alguem.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/5422679114690296943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/5422679114690296943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/12/teorias-para-afinal-nao-se-ter-alguem.html' title='Teorias para afinal não se ter alguém'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SVWbpILc-PI/AAAAAAAAAJ8/mTmDj58mym0/s72-c/20081019030344.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-7726515766250366049</id><published>2008-12-15T02:15:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.969-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Cinderela Boy</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha freqüência cada vez menor aqui reflete o quanto minha vida anda louca. Trabalho novo como extra de natal e fim de período em faculdade — &lt;span style="font-style: italic;"&gt;com gr&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;andes chances de não conseguir entregar tudo&lt;/span&gt; — tomam 100% do meu tempo. Sendo assim, quando não estou no trabalho para ganhar dinheiro, estou fazendo trabalhos para conseguir passar de ano. Odeio essa época em que a minha vida parece tomar todo o tempo dos meus pensamentos e idéias, mas é o que acontece.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por causa dessas e outras que ao invés de diálogos e longas prosas sobre minhas desventuras, faço uma versão fast forward das ultimas semanas para que possa chegar finalmente ao derradeiro final da temporada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em mais uma tentativa de fazer meu relacionamento com Bruno dar certo dou mais uma chance ao amor. Inútil. Bruno é vazio e me irrita profundamente. Nossa relação sintetizou-se em uma frase que li: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Tem um limite bem tênue entre atração e repulsão. E em geral a repulsão começa quando eles começam a querer que você os trate como gente, em vez de como seu brinquedo.’ &lt;/span&gt;Candace Bushnell, com certeza. Então não foi com coração partido, mas com pensamento premeditado que marquei uma tarde para conversarmos. Sim, me odeie pelo cafajeste que sou mas nada posso mudar. Antes só do que mal amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SUYy_75lIjI/AAAAAAAAAJc/HfmYOWYagEo/s1600-h/6+Lina.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 252px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SUYy_75lIjI/AAAAAAAAAJc/HfmYOWYagEo/s400/6+Lina.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279963687130833458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esses últimos eventos e a releitura dos meus posts me fizeram pensar em onde estava o problema. Sou bonito, simpático, tenho boa cultura. E continuo solteiro. Como sempre, a conclusão para as coisas aparecem numa mesa de bar com Mariana e Henrique, ambos igualmente solteiros. Depois de tantas experiências no campo do amor, estamos nessa condição porque queremos. Chegamos perto do final feliz varias vezes e achamos problemas nos nossos parceiros. Ou nosso nível é muito alto para a população gay ou , o que prefiro acreditar, preferimos ser solteiros no Rio de Janeiro. Mas o destino nunca nos deixa saborear nossas conclusões por muito tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;‘Tem um amigo meu fazendo aniversario hoje e chamou todo mundo pro Cine Ideal’&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não sou fã do lugar. Já tive vários desencontros e cenas não legais no local, mas já estava fora e ia entrar de graça em um open bar. Tem como negar?&lt;br /&gt;Tem, se você trabalha no dia seguinte. Foi por isso que decidi fazer a Cinderela e ficar ate uma da manha para que não virasse abóbora no trabalho no dia seguinte.&lt;br /&gt;Chegamos umas onze. Dançamos, bebemos e cantamos. Incrível como três horas passam rápido quando se está na noite. Acabei por não ver o aniversariante que me permitiu o vip, mas voltei para casa com algumas cervejas na cabeça alem da musica da Cher que não parou de tocar.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SUY2ncGJEdI/AAAAAAAAAJk/VSx1HM0mCjc/s1600-h/20081205114451.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 313px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SUY2ncGJEdI/AAAAAAAAAJk/VSx1HM0mCjc/s400/20081205114451.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279967664323236306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;‘Do you believe in life after Love?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, durante um dos meus poucos acessos ao Orkut percebo dois novos convites para adicionar. O primeiro era de uma de uma bunda que me oferecia aumentar o meu pênis ou ver um vídeo de uma garota que saiu do banho e deixou a cam ligada. ‘Não’.&lt;br /&gt;O segundo era de um garoto chamado André. Não adiciono estranhos, especialmente aqueles que na descrição escrevem ‘ te achei na comu-que-não-lembrava-que-tinha e te add, ok?’. Era o caso. Mas por desencargo de consciência, abri o perfil para ver o bofe de perto e dei um grito quando vi as fotos. &lt;a href="http://www.blogger.com/%E2%80%9Dhttp://cronicamasculina.blogspot.com/2008/10/e-no-meio-do-caminho-tinha-uma-pedra.html%E2%80%9D"&gt; Era o rapaz moreno do ônibus! &lt;/a&gt; Não sei como me achara, mas senti um calafrio quando vi os amigos em comum e vi a data de aniversario dele. Sem saber, já tinhamos cruzado umas três vezes sendo a ultima no aniversario dele, no cine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SUYwyro5TAI/AAAAAAAAAJU/L5H7dTxBQD0/s1600-h/20081107003504.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 301px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SUYwyro5TAI/AAAAAAAAAJU/L5H7dTxBQD0/s400/20081107003504.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279961260404329474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beautiful Stranger?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aceitei o convite com um aperto do coração. Quando o destino conspira dessa maneira para algo acontecer, você deixa as coisas acontecerem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler:&lt;/span&gt; Cher - Believe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-7726515766250366049?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/7726515766250366049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/12/cinderela-boy.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7726515766250366049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/7726515766250366049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/12/cinderela-boy.html' title='Cinderela Boy'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SUYy_75lIjI/AAAAAAAAAJc/HfmYOWYagEo/s72-c/6+Lina.png' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-4051543719405553947</id><published>2008-11-30T06:25:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:31.982-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Mother Mother</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho vocação pra relacionamentos longos, isso já foi mais do que provado. Namoros sempre começaram com muita animação mas, no momento em que me entediava, preferia terminar a confusão a continuar numa enganação. Talvez por isso me arrependa de algumas coisas impulsivas que fiz, como terminar [duas vezes] com &lt;a href="http://www.blogger.com/%E2%80%9Dhttp://cronicamasculina.blogspot.com/2008/07/falta-que-faz.html%E2%80%9D"&gt;Ale&lt;/a&gt;. Hoje, ele já fez bodas com o namorado novo, que não tem nada de especial ou melhor que eu [modéstia à parte]. Talvez mais paciência e vontade de ficar em um relacionamento [o que faz toda a diferença]. De qualquer maneira, mesmo já estando agora com Bruno – aliás, muito bem, obrigado – ainda sou assombrado por fantasmas desse ex. Desta maneira, para não repetir a besteira que fiz com o A, decidi relevar os &lt;a href="http://www.blogger.com/%E2%80%9Dhttp://cronicamasculina.blogspot.com/2008/11/pequenos-sinais.html%E2%80%9D"&gt;pequenos sinais&lt;/a&gt; do B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não aconteceu de uma hora pra outra. Fiquei um tempo com isso martelando na cabeça e fiz o que faço quando estou em um dilema amoroso: procuro a mamãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/STKlWKkgU2I/AAAAAAAAAJE/mTHP_jCqY1A/s1600-h/debbie_8.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 280px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/STKlWKkgU2I/AAAAAAAAAJE/mTHP_jCqY1A/s400/debbie_8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274459913817445218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ainda não apresentei Dona Claudia aqui no blog, mas tenho certeza de que todos a adorariam. Para aqueles que são fãs de Queer as Folk &lt;span style="font-style: italic;"&gt;[como eu..rs]&lt;/span&gt;, tirem a militância gay da Debbie e você terá a minha mãe, com o jeito de falar, os cabelos ruivos e tudo mais.&lt;br /&gt;E enquanto ela me servia um café, contei a situação pra ela e mostrei a foto do Bruno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; ‘Ah, meu filho, você e esse seu dedo podre pra homem. Não foi de mim quem puxou isso. Parece que você escolhe o mais feio e decide namorar. Esse parece um índio’.&lt;/span&gt; Ela sempre critica meus namorados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Mãe? Por favor? Só pedindo um conselho. Bruno não é feio. Tudo bem que ele é legal e tudo, mas é só que, de alguma forma, não nos conectamos. Sabe como conectar é difícil pra mim... digo, ele se conecta muito bem, mas já eu...’&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Só uma coisa: conectar não é sinônimo de sexo, né? Sabe que eu não acompanho mais as gírias da moda, então nunca sei o que vocês jovens falam’&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/STKlt68w8lI/AAAAAAAAAJM/jzpMhuucm1A/s1600-h/deb12.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 305px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/STKlt68w8lI/AAAAAAAAAJM/jzpMhuucm1A/s400/deb12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274460321941090898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Não mãe!!! De personalidade mesmo. Da última vez que saímos, a cada palavra que ele falava, lembrava do Ale. A cada toque na minha mão, do Maurice. E no final do passeio eu já tinha estado com metade dos meus ex na minha mente e não com ele’&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Oh, meu querido’,&lt;/span&gt; disse me dando espaço no sofá pra sentar no colo dela. ‘&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você e o Ale. Você sabe como ele ta? Ah, meu bem, o Ale foi o seu primeiro namorado. Eu gostava dele também. Dele e daquele outro, sarado, forte, moreno...’&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Mãe! Foco, por favor’&lt;/span&gt;, ¬¬&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘O que quero dizer é que ele foi um bom rapaz. Foi o relacionamento que você mais se envolveu, não foi? E vocês não terminaram porque o amor acabou e sim por causa das circunstâncias. Mas ele seguiu a vida dele e você a sua’&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘É...Já faz um ano que não nos falamos’&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘E por isso mesmo, acho que não deve ficar esperando por ele. Se tiver no seu destino, vai acontecer de vocês ficarem juntos, mas não tem de ficar triste por algo que foi tão bom. Seja feliz com o seu índio, assim como ele deve estar sendo feliz com o tal namorado. Viva o seu caminho que, quem sabe um dia, ainda não vai se cruzar com o dele de novo’&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversas com ela sempre são estimulantes ou reveladoras. Era obvio que ela torcia para que de alguma forma milagrosa eu terminasse com o Ale e secretamente eu também torcia. Mas enquanto olhava a chuva caindo na janela do meu apê, percebi que por mais que a presença dele me fizesse muita falta, não tinha porque alimentar esse fantasma. Meu presente era com o Bruno, desse certo ou não, e não me custava nada tentar viver esse amor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler:&lt;/span&gt; The Verônicas – Mother  Mother&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-4051543719405553947?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/4051543719405553947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/11/mother-mother.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/4051543719405553947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/4051543719405553947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/11/mother-mother.html' title='Mother Mother'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/STKlWKkgU2I/AAAAAAAAAJE/mTHP_jCqY1A/s72-c/debbie_8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-6988952232453662898</id><published>2008-11-21T11:42:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:32.002-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Pequenos Sinais</title><content type='html'>Existem pequenos sinais que não são bons em um começo de namoro. Falta de sincronia é um deles. Não que meu namorado tenha de adivinhar o que penso ou desejo [apesar de que seria bom], mas se os sentimentos, interesses e assuntos não estão de acordo, a sensação de desconforto é certa.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou na noite em que saímos para a balada juntos pela primeira vez, onde seríamos apresentados para os amigos um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo ao entrar no carro, Bruno dispara:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Amor, preciso te contar uma coisa, mas não sei como vai reagir’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Conta, meu bem. Só vai saber quando contar’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Não, vou deixar pra depois’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, né... Fazer o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar na festa, encontrei meus amigos e os apresentei. A cara de ‘que-pessoas-estranhas’ dele foi involuntária, ainda assim tentou ser social. Eu não. A minha reação foi idêntica a dele, mas não tentava conversar com as pessoas aleatórias que ele me apresentava dizendo que eram amigos dele - porque não é possível que aquelas pessoas sejam amigos.  Entenda, não é preconceito. Para mim, amigos são leais, independente do que ou de quem gostam. Com isso, tenho poucos e bem diferentes [pra não dizer exóticos] amigos. Ele é o tipo popular em festas, gosta de ficar com pessoas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘cool’&lt;/span&gt; e fazer carão. Colecionava amigos de Orkut, mas não confiava em ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Amor, queria te contar um segredo’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Conta logo, fica nesse suspense’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Não, depois eu conto, vamos pegar uma bebida’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a bebida. Ele, virando conhaque a noite toda. Eu, com cerveja, dosando, pra não me deixar levar. Não que eu seja puritano, já tive porres homéricos, mas nunca na frente de namorados. Vamos considerar que isto aconteceu na segunda semana de namoro, então não temos tanta intimidade assim. Ok, relevo a bebedeira, mas me incomodou um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Bebê, você ainda quer ouvir o meu segredo?’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Não, enchi desse suspense. Quer contar, conta. Não quer, não conta’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Ah, ok. Mas era um segredo muito bom’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;¬¬&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SSqRYsagDNI/AAAAAAAAAIs/5g3MJCBc1fs/s1600-h/20081107001342.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SSqRYsagDNI/AAAAAAAAAIs/5g3MJCBc1fs/s400/20081107001342.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272186167215787218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mariana vem falar comigo e deixo ele com a brincadeira dele. Há tempos não falava com minha amiga e, enquanto atualizávamos a fofoca e fazíamos nossos comentários do lugar, vi Bruno passar pra pista de dança e começar a dançar. Logo, apareceu um engraçadinho pra dançar junto dele.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Luis, tenho de ser sincera. Levei um susto quando me apresentou a ele. Não que ele seja ruim, mas é muito diferente de todos os namorados que você teve. Mas espero que esteja feliz, de verdade’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as palavras dela deixavam mais uma pulga atrás da minha orelha, eu fui tirar satisfações na pista de dança. Não faço o tipo ciumento enlouquecido, sou sutil quando se trata disso. Bruno não estava dando mole pro carinha mas, que o carinha estava com segundas intenções, isso estava. Cheguei no ritmo da musica, fui chegando perto e puxei o garoto de lá, com direito a beijo pra esfregar da frente do abusado.&lt;br /&gt;Nessa hora, meio alto, meio cansado, Bruno joga seu corpo em cima de mim. Segurando seu peso sobre o meu e tentando nos sustentar em pé na pista, ouço ele sussurrar no meu ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘amor...&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eu te amo...&lt;/span&gt;’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros pequenos sinais provavelmente passariam batidos se ele não tivesse terminado a noite com estas três palavras. Era muito cedo, muito precipitado para tal. Não respondi na hora, mas depois, ao me questionar sobre isso [sim, ele lembrava de tudo no dia seguinte e se disse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;'lúcido'&lt;/span&gt;], eu disse que estava achando tudo muito rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SSqQaFtD3QI/AAAAAAAAAIk/2VX35UhaBqw/s1600-h/jb3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 343px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SSqQaFtD3QI/AAAAAAAAAIk/2VX35UhaBqw/s400/jb3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272185091672759554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso seria um começo pré disposto a dar errado ou eu que to vendo coisas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ouvir depois de ler: &lt;/span&gt;Lady Gaga – Eh Eh (Nothing Else I Can Say) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4075175447221099664-6988952232453662898?l=cronicamasculina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/feeds/6988952232453662898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/11/pequenos-sinais.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/6988952232453662898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4075175447221099664/posts/default/6988952232453662898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicamasculina.blogspot.com/2008/11/pequenos-sinais.html' title='Pequenos Sinais'/><author><name>@cronica_masc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474079673202995006</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SSqRYsagDNI/AAAAAAAAAIs/5g3MJCBc1fs/s72-c/20081107001342.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4075175447221099664.post-5263574365543514282</id><published>2008-11-09T07:23:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T12:32:32.028-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis'/><title type='text'>Efeitos colaterais de começo de namoro</title><content type='html'>Um início de namoro tem várias conseqüências. Nenhuma que diminua o sentimento no novo BF, mas que trazem um certo momento estranho para quem estava a tanto tempo sem namorar, como era o meu caso.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A começar pela reação dos outros, porque o problema é sempre com eles. Ao mudar o status do Orkut é aquela loucura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Hey! Comassiiiim ‘namorando’? Me diz quem é! NOW!’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Lu, pode falar... esse ‘commited’ no orkut é zoação, né?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Ta namorando-o! Ta namorando-o! Ta namorando-o!...’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que houve pessoas mais sutis. Outras mais decepcionadas, mas em geral a aceitação foi boa...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[Ate porque minha fama não é de ter relacionamentos muito longos... =X]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, apesar de não ter contado ainda para meus pais por mero comodismo, o namoro está bem. Na ligação do dia seguinte, o teste que é um suplício pra mim, conversamos por mais de meia hora sobre absolutamente nada e tudo, e terminamos combinando de nos ver no meio da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SRcWTzCjGUI/AAAAAAAAAH8/IXOeJZ5RRJs/s1600-h/20081020000620.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 255px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SRcWTzCjGUI/AAAAAAAAAH8/IXOeJZ5RRJs/s400/20081020000620.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266702818607307074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi ai que me dei conta do segundo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;efeito colateral de começo de namoro&lt;/span&gt;: a fase fofa. Temos apelidos, temos musica-tema, temos depoimentos diários. Isso tudo da parte dele. Por mais que estivesse sendo divertido, não pude deixar de me sentir meio idiota não respondendo a tudo o que ele fazia. Como se eu fosse um diabético no meio da doceria, mas ele não pareceu se incomodar por não aceitar tantos doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campainha toca pra me tirar dos devaneios. &lt;a href="http://www.blogger.com/%E2%80%9Chttp://cronicamasculina.blogspot.com/2008/07/maurice.html%E2%80%9D"&gt;Maurice&lt;/a&gt; [!] estava na porta. Como quem pega ar antes de mergulhar eu respiro e abro a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Vim pegar minha camisa que esqueci aqui outro dia...’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Camisa devolvida, o convidei para um café.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Não, obrigado. Eu só passei pra isso mesmo [...]. Vi que você ta namorando, quem é o cara?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Se chama Bruno, você não conhece...’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Ah, claro... Bem, tudo bem então, só perguntei...’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘E a faculdade como ta?’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Ta boa. To num dormitório cheio de caras gays, você não imaginaria... Acho que até o faxineiro é gay... blá blá blá fulano me deu mole blá blá blá transei com não sei quem... &lt;/span&gt;[ele ficou mais uns dez minutos contando vantagens sexuais pra me deixar irritado – e me deixou].&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Que bom que você ta conseguindo o que quer...’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora ele para, olha nos meus olhos com cara triste e diz: ‘&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é.... tô conseguindo mesmo...'&lt;/span&gt;, baixa a cabeça, se vira e vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao fechar a porta e chegar à conclusão de que Maurice já tinha perdido todo o significado que tinha pra mim, chego ao terceiro e derradeiro efeito colateral de começo de namoro em que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;‘quem está por dentro quer sair e quem está por fora quer entrar’&lt;/span&gt;. Haja força de vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3s3swZsdTh0/SRcMQKAWETI/AAAAAAAAAHs/xg_eCNT3aHY/s1600-h/118165970_c8370b395a_o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: 
